Consumo em baixa

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A intenção de consumo das famílias vai e vem conforme os ciclos da economia e as fases do ano. Mas, em geral, dois vilões são os maiores responsáveis pela queda da disposição de ir às compras: o endividamento e a inadimplência. Infelizmente o brasileiro está acostumado a conviver com esses dois elementos, os quais dificultam o orçamento doméstico. Saber lidar com o cartão de crédito, por exemplo, é tarefa fundamental que toda a sociedade deve colocar em prática na hora de administrar os gastos. Deve-se usá-lo com responsabilidade, apenas para as despesas de real necessidade, e nunca efetuar o pagamento parcial do cartão. Tudo isso para se evitar as dívidas, que comprometem a capacidade de consumo.

Devido à crise econômica, desemprego, inflação elevada, dentre outros fatores, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 1,7% na passagem de junho para julho deste ano e chegou a 89,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa foi a quinta queda consecutiva do indicador. Os sete componentes do ICF tiveram queda, com destaque para perspectiva de consumo (3,2%) e momento considerado adequado para a compra de bens duráveis (3,8%).