Alta no valor do cobre e escassez de recursos naturais forçam setor da construção civil a viabilizar novas soluções.

Com a alta no valor do cobre e com a preocupação ambiental em evidência, a construtora Hugo Peretti, sempre atualizada com as inovações do mercado, incorporou o uso de tubos de PPR (Propileno Copolímero Random – tipo 3), na construção de seus empreendimentos. Além de diminuir significativamente os custos, o material traz uma série de benefícios e novas possibilidades para o setor sem se valer de recursos naturais. A versatilidade do material permite atender necessidades dos mais variados tipos de construção, podendo ser aplicado desde em grandes indústrias até em imóveis residenciais. Os tubos em propileno são feitos de uma resina plástica atóxica e resistente a picos de temperatura, suportando até 95ºC. Eles representam hoje, o que há de mais moderno em termos de condução hidráulica, sendo que esse tipo de material pode conduzir água quente, fria e gelada, assim como pode suportar altas pressões e temperaturas constantes de 80ºC. O método de instalação permite que a tubulação seja isenta de roscas, soldas, anéis de borracha ou cola. Além disso, sua vida útil foi projetada com uma grande perspectiva de durabilidade.  Para a instalação dos tubos é usado um processo que une as peças por meio da termofusão, ou seja, os tubos e as conexões se fundem molecularmente a uma temperatura elevada, que chega a atingir 260ºC. Após essa etapa, os tubos e suas conexões passam então a formar uma tubulação uniforme e contínua. Se comparado ao cobre, o tempo de instalação com o uso desse material é reduzido em até 30%. Além disso, os tubos de propileno possibilitam que as uniões das conexões fiquem menos expostas a falhas humanas e operacionais e, para o cliente final, a garantia de não ter vazamento em suas conexões é total. Para os engenheiros da Hugo Peretti Renata Sonda e Raphael Mehl, o uso do PPR veio para substituir definitivamente os encanamentos metálicos e para proporcionar uma série de benefícios ao setor. “As vantagens são inúmeras. Hoje com a preocupação do aquecimento global, a indústria da construção civil está procurando novos produtos para substituição de matérias-primas que estão escassas no planeta. Na obra em si, podemos citar a ausência de corrosão, maior resistência à água quente e pressão de água, segurança total nas uniões, alta resistência a baixas temperaturas, instalações silenciosas, mínima perda de carga e maior facilidade no trabalho, manipulação e transporte”, comentam os engenheiros. Além do menor tempo para instalação, outra vantagem é o valor mais acessível. Uma instalação completa para água quente pode ter seu custo total (considerando material e mão-de-obra) reduzido em aproximadamente 40%, sem perder aspectos de qualidade e funcionalidade do sistema. Outro diferencial está no isolamento complementar, já que a baixa condutividade térmica é capaz de conservar a temperatura da água transportada por um período mais longo. Ao mesmo tempo em que evita a transmissão de calor para a parte externa do tubo, o PPR dispensa a manta para isolamento térmico. A construtora Hugo Peretti iniciou utilização deste tipo de material há dois anos, sendo o edifício Porto Venere o primeiro a receber o componente. Atualmente, o edifício Santos Dumont está em fase de instalação dos tubos de PPR. A intenção da construtora é continuar apostando no uso do material, já que na Europa, principalmente em países como Alemanha, Suíça, Suécia e Itália, o PPR substituiu definitivamente o cobre há muito tempo.  Os engenheiros da construtora explicam que a preocupação com o impacto ambiental também conduz para a substituição definitiva do cobre pelo propileno. “A tendência mundial é pela busca de produtos ecologicamente corretos. A indústria da construção civil no Brasil, assim como a Hugo Peretti, tem consciência de sua posição na sociedade e colabora com diversas iniciativas, como por exemplo, escolher produtos que causem o menor dano possível para o meio ambiente e que tragam benefícios para seu consumidor final”.            Viabilidade EconômicaPara ter a exata dimensão da diferença de custo entre os materiais, pode-se explorar a alta crescente do cobre. De acordo com dados da London Metal Exchange (LME), órgão que controla os preços internacionais dos metais não-ferrosos, o cobre sofreu uma expressiva alta no ano de 2006, chegando a 80%, o que fez a tonelada custar US$3,668. No final de agosto de 2007, novos dados foram levantados pelo LME, que cotou o preço do cobre em US$7,46 mil a tonelada, para entrega dentro do prazo de três meses. A tendência é que os valores continuem a se elevar até o próximo ano, com pequenas oscilações negativas. Um pouco sobre a Hugo PerettiA Hugo Peretti Companhia Ltda foi fundada em Curitiba no dia 18 de janeiro de 1945, por Hugo Peretti, Engenheiro Civil formado pela Universidade Federal do Paraná. Pioneiro em soluções tecnológicas, Hugo Peretti fez inúmeras contribuições ao cenário da construção no Paraná. A empresa é responsável por obras reconhecidas, tais como o Victoria Villa Hotel, o Hospital São Lucas e também o Hospital Erasto Gaertner, sempre utilizando recursos próprios, característica que a empresa preserva ainda hoje. Atualmente, à frente da construtora estão os diretores Percy Peretti e Hugo Peretti Neto. 

Durante sua existência, a construtora projetou sonhos, enfrentou os altos e baixos da economia brasileira e foi conquistando seu espaço na cidade e no mercado da construção civil. Sua filosofia é colocar a qualidade de vida do cliente em primeiro lugar, trabalhando com novas tecnologias, modernidade e criatividade. Uma das últimas inovações da empresa é apostar no conceito residência-clube, onde se encontra muito conforto, tranqüilidade, lazer e segurança dentro do próprio condomínio.