Como o Paraná enfrenta  a crise e aumenta  os investimentos

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economista Renê Garcia Junior, secretário da Fazenda do Paraná: “Quando comparamos o indicador de atividade econômica fica nítido o bom desempenho do estado”

Quando foi nomeado secretário da Fazenda do Paraná pelo governador Ratinho Junior, no início de 2019, o economista Renê Garcia Junior tinha como missão não apenas manter a boa gestão fiscal no estado, mas criar mecanismos de racionalização de processos e de avaliação da taxa do retorno para a população.  Só não esperava que, no meio do caminho, houvesse uma pandemia.

Mas, em que pese todos os impactos da Covid, incluindo uma significativa queda na arrecadação tributária, a gestão tem sido exitosa nos dois campos.

Considerado o principal sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), o Índice da Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) revela que a economia paranaense suportou melhor a crise e registrou desempenho superior ao nacional no acumulado de 2020. Enquanto o Brasil encolheu 4,1% no ano, no Paraná houve crescimento, ainda que modesto, de 0,1%.

Os números oficiais do PIB brasileiro em 2020 serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (03/03). No caso do Paraná, os dados serão divulgados pelo Ipardes até o final de março – desde sua criação, o órgão elabora e acompanha a evolução do Produto Interno Bruto do Estado.

“Quando comparamos o indicador de atividade econômica fica nítido o bom desempenho do estado e os resultados das ações de apoio à economia do Paraná”, afirma Garcia Junior. “A solidez na situação fiscal é importante, pois dá segurança ao setor produtivo e melhora o ambiente de negócios. Enfrentamos uma queda na arrecadação de ICMS com a pandemia, mas nosso controle de caixa permitiu um crescimento real de 15% nos investimentos do estado”, completa.

O valor empenhado em investimentos somou R$ 3,1 bilhões em 2020, financiado principalmente com o superávit financeiro do ano anterior, empréstimos e um rígido controle de gastos. É o segundo estado que mais investiu no ano passado em todo o país, atrás apenas de São Paulo, segundo dados do Tesouro Nacional.

Boa parte dessas operações foi viabilizada com a captação de recursos no mercado, o que só foi possível graças à manutenção do Paraná no rol dos estados com selo de “bom pagador” pelo Tesouro Nacional: na análise da capacidade de pagamento (Capag), o estado tem nota B – numa escala de A a D.

Estado continua habilitado a contrair empréstimo

destaque positivo na economia paranaense é a capacidade de continuar gerando empregos mesmo em meio à crise

Segundo o economista Renê Garcia Junior, o  Paraná   pode continuar a contrair empréstimos com a garantia da União, possibilitando a contratação de taxas de juros mais vantajosas.  “A manutenção da Capag é um indicador importante para que os investidores saibam que o Paraná tem um nível de liquidez razoável para esse momento de pandemia. Representa um sinal muito positivo de que o Estado, apesar da crise, não corre o risco de insolvência”, analisa o secretário.

Isso propiciou a assinatura do maior financiamento já realizado pelo Paraná: R$ 1,6 bilhão, junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, para investimentos em infraestrutura rodoviária, modernização de estradas rurais, revitalização da orla no Litoral, e aquisição de equipamentos para a Secretaria de Segurança Pública.

Já os gastos com saúde aumentaram sobremaneira em 2020 devido ao combate à Covid-19, chegando a 13% (para um limite mínimo de 12%). O Estado também empregou, ainda, os recursos de Doações e do Auxílio Federal destinados à Saúde que não são computados para o índice, num total de R$ 2,15 bilhões. Assim, o total executado com a área da saúde chegou a R$ 6,37 bilhões.

Outro destaque positivo na economia paranaense é a capacidade de continuar gerando empregos mesmo em meio à crise. Apesar da pandemia e das dificuldades enfrentadas pelos setores de serviços e comércio, o Paraná encerrou 2020 com saldo positivo de 52.670 vagas geradas, superando os números de 2019 (51.441 mil) e registrando o melhor resultado dos últimos 7 anos.

Os dados Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged) do Ministério da Economia posicionam o Paraná na segunda colocação do ranking nacional, atrás apenas de Santa Catarina.

“A política de atração de investimentos do govenador Ratinho Junior é fundamental nesse aspecto. Segundo dados da Paraná Invest, o estado fechou 2020 com investimentos estimados em mais de R$ 7 bilhões, que refletem diretamente na geração de emprego para os paranaenses”, finaliza Garcia Junior.

Ituran supera crise e projeta crescimento

CEO da Ituran Brasil, Amit Louzon: “Nossa tecnologia avançada permitiu que nossos colaboradores, mesmo em home office, em pouco tempo se adaptasse gerando aumento de produtividade”

Mesmo com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a Ituran Brasil conseguiu fechar de forma positiva o seu balanço e projeta crescimento vigoroso em 2021. Líder global no setor de rastreamento automotivo, a companhia manteve investimentos constantes, acelerou mudanças e fez adaptações aos novos tempos.

A Ituran Brasil construiu um modelo de superação, mais que isso, deu um passo à frente em soluções avançadas que permitiram resultados sólidos. Em 10 anos, a Ituran emitiu em torno de 2 milhões de apólices do Ituran com Seguro, produto que é um dos carros-chefes da companhia. Mesmo com a pandemia, em 2020, a multinacional israelense emitiu 300 mil apólices – mesmo número que em 2019. O segmento corporativo de frotas teve um crescimento de 42% no ano passado – em relação a 2019 – atendendo às necessidades do mercado de gestão de frotas.

“Fechamos 2020 com crescimento de vendas em geral”, destaca o CEO da Ituran Brasil, Amit Louzon, projetando que “em 2021, a empresa pode avançar ainda mais”.

Se a multinacional israelense no passado era lembrada como referência em monitoramento veicular, atualmente, a realidade mudou: hoje a Ituran é uma companhia de forte inovação tecnológica. Ao contrário do que aconteceu com 33% dos negócios neste período, a empresa não demitiu funcionários. Pelo contrário, expandiu e investiu em novas contratações e, com isto, manteve o fluxo de trabalho “a postos” – sempre levando em conta as medidas de saúde necessárias para a segurança de todos.

Desde março de 2020, a quase totalidade dos 700 funcionários estão trabalhando na modalidade home office o que não impactou na produtividade ou riscos aos clientes devido aos investimentos tecnológicos feitos pela empresa.

“Nossa tecnologia avançada permitiu que nossos colaboradores, mesmo em home office, antes visto como um modelo de trabalho distante da realidade, em pouco tempo se adaptasse gerando aumento de produtividade. Saímos mais fortes”, frisou Louzon.

Rede de franquias WOW cresce 800%

A franqueadora celebra um crescimento de 800%, número conquistado durante um ano completamente atípico

A combinação de um modelo que une lavagem ecológica, máquinas italianas ultramodernas e protocolos exclusivos para o enfrentamento da pandemia de Covid-19, fez a WOW Carro Limpo em 3 minutos crescer e se consolidar na região sul do país.Lançada em janeiro de 2019, a franqueadora celebra um crescimento de 800%, número conquistado durante um ano completamente atípico. Durante o segundo semestre de 2020, a empresa passou de uma a quatro unidades no Paraná e agora, em janeiro deste ano, fechou negociação para a abertura de mais cinco, que devem iniciar suas atividades em breve também em outros estados.

Segundo Felipe Boell, CEO da WOW, o sucesso deve-se à missão de entregar eficiência e rapidez na lavagem de veículos. A proposta é simples: “três minutos para lavar o seu carro e todos os outros para aproveitar o seu dia”. A empresa argumenta que carro limpo traz autoestima, mantém o aspecto de novo por mais tempo e, principalmente, em uma máquina da WOW, traz economia de tempo, que pode ser destinado à família, ao lazer e para aproveitar as coisas boas da vida.

Além disso, outros fatores trouxeram crescimento acelerado para a franqueadora, em época de pandemia. “O fato de que lavamos sem o contato humano, sem o motorista precisar descer do carro, fez toda a diferença. A higienização frequente da lataria do veículo, ambiente em que o coronavírus pode sobreviver por até 72 horas, conforme apontam as pesquisas, também impulsionou a procura. Acabamos lotando as unidades com pessoas que procuravam pela imunização e rapidez”, explica Boell. Saiba mais sobre a empresa em  https://carrolimpoem3minutos.com.br/.