COMO AS MARCAS DEVEM SE POSICIONAR ONLINE?

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Pesquisa realizada pelo Kantar mostrou que entre os dias 16 e 22 de março, um total de 135 marcas veicularam campanhas especificamente sobre o novo coronavírus. Entre as empresas que fizeram inserções deste tema, estão bancos, farmacêuticas e varejistas.

No digital, as campanhas realizadas entre 8 e 14 de março em comparação com a semana de 23 a 29 de fevereiro, mostram movimentação do investimento em categorias já impactadas pela pandemia, como lojas de departamento, que tiveram crescimento de 60% em campanhas, serviço de transporte privado (97%) e medicamentos para gripe e resfriado (660%).

O estudo ainda mostrou que 87% dos entrevistados concordam que as marcas devem comunicar principalmente seus esforços para enfrentar a situação e como podem ser úteis no dia a dia. Por outro lado, 80% das pessoas concordam que as empresas devem evitar explorar o COVID-19 para promover suas marcas. Também 78% dos que participaram acreditam que as marcas precisam reforçar valores, oferecendo uma perspectiva positiva e utilizando um tom de tranquilidade.

Para Nathaly Picaglia, CEO da Moustache, uma das maiores agências de marketing digital do país, antes de mais nada, é preciso que neste momento as empresas se preocupem com a segurança de seus colaboradores. Como as pessoas estão mais em casa e acessando mais também a internet, ela acredita que as marcas não podem abrir mão de ter boas estratégias em marketing digital.

“Para alguns tipos de negócio, o marketing digital é, sem dúvida, nesse momento essencial, uma vez que todos estão conectados mais tempo que o habitual para consumo. A procura pela compra de produtos que muitos esperavam para comprar no Natal ou em datas mais específicas também aumentou, já que é preciso entreter as crianças para poder trabalhar em casa, por exemplo”, afirma.

Advogada Thereza Emed no debate da MP 936

Recentemente foi realizada, em Curitiba,  uma live que debateu a MP 936 que permite , entre outras medidas, a suspensão de contrato de trabalho por até 60 dias. Do acontecimento tomaram parte o Dr. Cassiano Rėgis, sócio do  escritório Régis, Saldanha e Vieira – Advogados (www.rsevadvogados), o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina e a advogada Dra. Thereza Emed, que  integra o corpo jurídico do mesmo escritório Régis atuando como especialista em Compliance Empresarial.

A advogada Dra. Thereza Emed, que  integra o corpo jurídico do escritório Régis, Saldanha e Vieira – Advogados (www.rsevadvogados),  em Curitiba atuando como especialista em Compliance Empresarial acompanhou o Dr. Cassiano Rėgis  na live que debateu  a MP 936 que permite a suspensão de contrato de trabalho por até 60 dias. Ela deu   ênfase à necessidade de estruturação organizacional interna da empresa, independentemente do seu porte ou quantidade de empregados, para fazer valer as medidas de redução de jornada e salário, bem como de suspensão do contrato de trabalho do empregado. Ou seja, da importância de utilizar estes recursos com planejamento antecipado para saber onde, quando, como e quais setores da empresa devem ser flexibilizado com a utilização das medidas extraordinárias, principalmente porque configura tratamento extraordinário e de natureza precária que não poderá afetar a estrutura da organização Empresarial.

Thereza Emed, afirmou  que “as empresas que já adotaram o sistema de Compliance estão em vantagem para fazer frente a estás medidas emergenciais em face de terem engenharia de RH e de administração de pessoal já prontas coligada às atividades fins da empresa para utilização das ferramentas legais em períodos de exceção como o de agora”.

Finalizou pedindo calma e segurança para a aplicação das medidas trazidas pela MP 936, “de sorte a preservar a segurança jurídica dos atos praticados pela administração neste período de exceção”.

MAIS DE 2 MILHÕES DE PARANAENSES DEVEM FAZER A DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA

O número estimado de paranaenses que farão a declaração de imposto de renda em 2020 é de 2,1 milhões de pessoas, o que representa quase 4% a mais em comparação com 2019, de acordo com a Receita Federal.

Consumidores que estiverem cadastrados no Nota Paraná devem declarar no Imposto de Renda de 2020 os créditos e premiações recebidos pelo programa no ano passado. “É importante lembrar que as recuperações e prêmios advindos do programa Nota Paraná devem ser declarados em rendimentos isentos e não tributados. Apesar de não interferir na base de cálculo do imposto de renda da pessoa física, é uma obrigação formal a declaração para que seja possível acompanhar a evolução patrimonial ano a ano”, esclarece Caroline de Souza, gerente tributária da ROIT Consultoria e Contabilidade.

MALHA FINA

No Paraná, 32.298 declarações foram retidas na malha fina do Imposto de Renda Pessoa Física em 2019, o que representa 1,55% do total declarações apresentadas. Segundo Caroline, os erros mais comuns dos paranaenses para que suas declarações fossem retidas envolvem o preenchimento dos rendimentos. “Não declarar renda com aluguel; incluir dependentes na declaração, mas esquecer de preencher se estes dependentes possuem alguma fonte de renda; declarar despesas médicas sem comprovação, estão entre as principais falhas,” comenta Caroline.

A cada ano a Receita Federal fica mais rigorosa em relação a fraudes e preenchimentos incorretos. Em caso de erros na declaração é possível retificá-la posteriormente, mas isso não impede o pagamento de multas. Quem declarar antes terá prioridade na hora de receber a restituição, se houver.

QUEM PRECISA DECLARAR?

Todas as pessoas que durante o ano receberam acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis, R$ 40 mil em rendimentos isentos ou tributados na fonte e 142.798,50 de lucro em atividade rural ou que tenham propriedades de bens e direitos acima de R$ 300 mil são obrigadas a fazer a declaração.

A multa para quem não entregar a declaração, cujo prazo foi estendido até o dia 30 de junho de 2020, será de, no mínimo, R$ 165,74, e o valor da multa pode chegar a até 20% do valor de imposto devido. Para regularizar será necessário pagar todos os impostos devidos. “A restituição é creditada normalmente na conta corrente que o próprio contribuinte informar na declaração do imposto de renda antes da transmissão final”, explica Caroline.

MUDANÇAS NA DECLARAÇÃO

Há poucas mudanças em relação ao ano passado, mas as novidades são significativas, entre elas a prorrogação do prazo de entrega de abril para 30 de junho deste ano, em razão da pandemia do coronavírus, e ainda, a regra de que o patrão não poderá mais deduzir gastos com empregados domésticos. Por outro lado, outra novidade é que as doações realizadas a fundos de idosos, desde que feitas diretamente na declaração de Imposto de Renda, agora podem ser deduzidas.

A melhor forma de fazer a declaração, completa ou simplificada, depende muito de cada caso, diz Caroline de Souza. “A declaração completa só é mais vantajosa para pessoas que concentram despesas relevantes anuais, tais como: dependentes, gastos com médicos, gastos com educação, previdência privada”, explica. Em relação a casais, se é melhor declarar em conjunto ou separado, ela diz que também vai depender da renda de cada pessoa, mas normalmente é mais vantajoso declarar separadamente, concentrando despesas viáveis na declaração de quem apresenta maiores rendimentos.

Caroline de Souza recomenda que ter controle financeiro dos gastos anuais, guardar comprovantes e notas fiscais de despesas para que seja possível simular a declaração completa e comparar com a simplificada ajudam bastante. “Assim existirá segurança na melhor escolha”, completa.

Como não fechar as portas diante da crise do novo coronavírus?

Erika Linhares, pedagoga e gestora de carreiras especialista em comportamento dentro de organizações, fala sobre como empresários podem agir para sobreviver a essa crise

O novo coronavírus, que já causou mais de 40 mil mortes no mundo e está parando a economia de diversos países, também está afetando os empresários e seus negócios. Ao menos 18 estados estão com os comércios, bares e restaurantes fechados como medida para diminuir a circulação de pessoas e conter a disseminação do vírus. Afinal, é possível sobreviver a essa crise? Como empresários devem enfrentar essa situação sem fechar as portas?

Erika Linhares, gestora de carreiras especialista em comportamento dentro de organizações e pedagoga, dá 7 dicas de como agir como empresário em meio a essa crise que tem prejudicado diversos setores da economia. Como agir e reagir?

1. Reveja seus custos. Sempre dá para gastar menos. Cuidado com os desperdícios. Renegocie os custos fixos de todo mês e prazos de pagamento, como o aluguel, por exemplo. Clientes pessoas físicas ou micro e pequenas empresas dos cinco maiores bancos do país podem pedir prorrogação, por até 60 dias, dos vencimentos de dívidas, por exemplo. Estude a possibilidade de obter créditos. Fique de olho nas notícias e decretos divulgados pelo governo para tomar decisões.

2. Decida o que fazer com funcionários. Opte por colocar seus colaboradores em férias ou para trabalhar em home office para que pratiquem o isolamento social e fiquem protegidos. Um estudo da consultoria Betania Tanure Associados, realizado em março deste ano com 369 empresas, indica que pelo menos 60% das empresas adotou o home office no dia a dia de trabalho.

3. Potencialize a venda online ou delivery. Com o isolamento social, as pessoas estão consumindo cada vez mais de suas casas. Segundo uma pesquisa realizada pelo Opinion Box e divulgada nesta semana, o delivery teve um crescimento de 4% em relação a novos usuários. Além disso, cresceu 14% o número de pessoas que têm feito compras de supermercado pela internet. Caso a empresa não possua serviço de delivery e um site de vendas, é preciso estudar e pensar nessas estratégias para sobreviver a esse momento de crise.

4. Reorganize o orçamento. Coloque o dinheiro onde o cliente vê e tire de onde ele não vê. Inove. Veja o quanto pode melhorar aquele produto e fazer com que ele seja de melhor utilidade para que as pessoas queiram adquiri-lo.

5. Reveja compras futuras. A Bovespa teve em março o pior mês dos últimos 20 anos. No acumulado de março, a bolsa registrou o pior desempenho mensal desde agosto de 1998. Diante dessas e de outras notícias, é fato que este não é o melhor momento para se envolver em compras e prestações futuras. Reveja compras e tente cancelá-las ou adiá-las para o futuro. O momento de insegurança exige cautela.

6. Prepare o plano estratégico para o retorno. Em vez de se distrair, prepare o retorno estratégico para recomeçar o negócio fortalecido. Em um plano, é preciso saber inovar e pensar diferente. Tenha líderes e funcionários capacitados para o retorno.

7. Treine colaboradores. Este é o último item, mas o mais importante de todos. A pergunta mais importante a ser feita é: QUEM vai te tirar da crise? É preciso investir em quem irá ajudar o gestor a sair dessa: os colaboradores. Quando a crise passar, eles vão precisar voltar com força total. Para isso, eles precisam estar com a cabeça aberta e livre para ter ideias, além de serem criativos. É fundamental investir em treinamento de equipe. Primeiro, dê confiança. Depois, cobre resultado. Eduque a equipe. O líder precisa saber fazer gerenciamento de crise e os colaboradores precisam agarrar esse momento e darem o melhor de si mesmos.