Jamón e raclete, da manhã à noite

Vai ser inaugurado, semana que vem em Curitiba, o Valais Koffee Bar, que ostentará no cardápio o jamón Joselito, considerado o melhor presunto pata negra do mundo, e o autêntico raclete, queijo suiço de Valais. A casa abrirá para café da manhã, com menu tentador no almoço, lanche e jantar, assinado pelos chefs Serleia Aparecida, Wilson Ribeiro e Ricardo Bittencourt.

Entram em cena o Bife de Chorizo, servido com batatas rústicas e raclete raspadinho à mesa; Camarões, um em crosta de amêndoas com chutney de maracujá, outro com coco fresco e chutney de manga com pimenta dedo de moça e o terceiro é à romana, de grana padano e aioli de limão siciliano, e o Tuna Tataki Valais, atum selado em crosta de gergelim, gengibre em conserva, cebolinha, broto de beterraba e pimenta de cheiro.

Mesmo para um lanche, o preparo é dos deuses: hambúrguer artesanal feito com carnes nobres, batata rústica e aquele tentador queijo raclete servido ao cliente na mesa.

Ah, olha o Drink Valais.  É autoral, criação de Lucien Gaudin. Diferencial: a defumação aromática.

A casa, projetada pelo arquiteto Givago Ferentz, especializado na área de gastronomia no Paraná, traz iluminação para dar aconchego ao ambiente sóbrio e elegante. O Valais, pertencente a um casal de empreendedores, inaugura no Batel como o primeiro de uma rede de franquia que pretende ramificar também em São Paulo, totalizando, ainda neste ano, cinco endereços.

 

Agora um pouco de história. O queijo de raclete surgiu na Suiça, segundo a versão mais difundida, no século XVI. E hoje tem uma sofisticada parafernália, a racletaria, para derreter o queijo e levar à mesa. Só de pensar, dá água na boca. Vendo, é de comer com os olhos! Uma coisa tão boa, claro, tem briga pela paternidade. A França, por exemplo, reivindica a criação. Seja lá como for, é um queijo leitoso muito apreciado em dias frios. Em Curitiba será inaugurado em pleno verão, porém, uma estação sabidamente exótica.

Já o presento Joselito é espanhol, sem contestação. O produtor chama-se José Gómez, orgulhoso de ostentar o título de dono do jamón mais caro do mundo, ilustrado pelos altos preços obtidos nos leilões. Afinal, Joselito é jeito de pata negra, da sexta geração criada pela família Gómez na Espanha. Esses porcos de cascos pretos têm carne especial porque vivem ao ar livre em grandes pastagens e se alimentam de frutos de árvores da família do carvalho. E agora batam palmas: típicos da região ibérica, esses frutos (bolotas) conferem um sabor característico à carne, e por isso, apenas os jamóns produzidos desta forma podem ser chamados de Jamón Ibérico de Bellota, o mais alto nível entre os presuntos.

Anote: Rua Buenos Aires, 499 – Batel. Abre todos os dias, a partir das 7h. Domingo a quarta até as 23h. Quinta, sexta e sábado até as 2h. Inauguração, com apenas convidados, dia 17 de janeiro.

www.valaiskoffebar.com.br

Facebook e Instagram: @valaiskoffeebar