Comes&Bebes/ Revolta da Cachaça

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Dia da “marvada”

Em 13 de setembro de 1661, os donos de alambiques tomaram o poder no Rio de Janeiro, era a Revolta da Cachaça contra os impostos. A data foi contemplada, desde 2010, como o Dia Nacional da Cachaça. É o  destilado mais amado no Brasil e o terceiro mais consumido no mundo. A efeméride revela uma paixão e também sua importância econômica. Dados de Registro de Cachaças e Aguardentes apontam aumento de 9,73% na quantidade de marcas, que pulou de 3.648, de 2018, para 4.003, no ano passado, com um faturamento anual de mais de dez bilhões de reais.

Agora duas curiosidades: 1) O copo da ilustração foi fabricado em Blumenau-SC c pode ser encomendado no pelo site das lojas Americanas. 2) Pesquisa realizada em Minas Gerais, maior produtor de cachaça artesanal do país, descobriu para surpresa geral que o público de maior consumo da “marvada” é o feminino.

Bora então fazer uma pinga das boas? Com investimento de apenas dois mil reais, e sem a necessidade de possuir uma destilaria, é possível tornar-se um produtor. Leandro Dias, fundador do curso online Lucrando com Bebidas, ensina todos os processos de fabricação até dicas de marketing relacionadas aos rótulos e distribuição.

André Scampini, por exemplo, lançou neste ano uma aguardente, mas  de cacau. O grande desafio foi que, por ser algo ainda pouco explorado, não existia referências de produção: “Depois de alguns testes conseguimos encontrar a fórmula ideal, o que nos permitiu fazer uma parceria com uma destilaria do Espírito Santo”.

 

O empresário Hugo Botelho aproveitou o isolamento provocado pela pandemia e criou sua cachaça pesquisando o assunto na internet. Diz ele: “Minha produção é terceirizada, comecei com um lote pequeno e em junho consegui vender  65% das garrafas. Creio que por muitos estarem optando, nesse momento, por comprar do pequeno empresário e valorizando o comerciante local, isso acabou me ajudando”.

Tin-tin; mas não se esqueça da primeira dose: é sempre do santo.