Comes&Bebes/Mezmiz

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Velho Oriente rejuvenesceu!

Por Adélia Maria Lopes

Novidade na gastronomia curitibana: o tradicional restaurante libanês Velho Oriente agora é nome apenas para sua marca de congelados, aguardando a normalização de produção de embalagens para iniciar a operação. E estabelece o Mezmiz, restaurante dos novos tempos de economia, racionalização e agilidade, mas sem perder a arte do encontro, jamais.

Aberto há poucos dias, já recebe os antigos e novos clientes. Quem chega vai logo perguntando o que é mezmiz? Mas se reparar bem, logo na entrada, do lado esquerdo, uma placa explica: em libanês seu significado gira em torno de encontro à mesa, confraternização – “comer, beber e conversar todos juntos ao mesmo tempo”. Não se nota esse pôster de imediato porque a atenção se volta para as prateleiras de especiarias árabes, a vitrine  de sobremesas (divinas!), o formato acolhedor (semi-oval), a luminosidade, as cores suaves…

Antes de chegar aos comes&bebes, continuamos reparando no ambiente e sabe-se então que o projeto do Studio MG2, Arquitetura contemplou a sustentabilidade e obedeceu a lei de implantação de sistema permanente de renovação de ar, passando por dois filtros, e contemplou quesitos de sustentabilidade.  Por exemplo, a casa possui sistema de captação de água da chuva e faz destinação consciente dos resíduos orgânicos para compostagem, além de utilizar materiais reciclados.

Enfim, diz a sócia Vaneska Berçani, o Mezmiz surge “de um sonho planejado com muito carinho e cuidado, pensando no futuro do planeta, no estilo de vida das pessoas e na importância do afeto que pode ser em forma de comida”.

Antes da tragédia de agosto em Beirute, ela foi conhecer o Líbano e voltou encantada com a modernidade urbana e o acolhimento da capital do país, de onde, em 1974, Jean Abdo partiu para fazer a América. Acabou no Brasil, Curitiba-PR. O imigrante estabeleceu o Velho Oriente no bairro Água Verde e seus herdeiros mantém a sociedade com Vaneska Berçani.

O Líbano moderno inspirou o projeto Mezmiz em sistema de franquia e e a produção e venda de pratos árabes congelados, com a marca Velho Oriente, que estará em vários pontos de venda.

No Mezmiz, gentis garçonetes substituem o sistema de bufê, evitando desperdícios.

O cardápio  contempla, sem exageros, a culinária árabe mais conhecida entre nós: quibes (cru, frito e assado), kafta, espetinhos, charutinhos, falafel, kebab, arroz (com aletria ou lentilha), saladas, enfim, o que se espera de uma boa casa do gênero.

Todas as sobremesas são tentadoras – mamoul (biscoito) recheado de tâmaras, ninho de nozes, malabie (manjar) de frutas verdes ou damasco, etc -, mas vou destacar um néctar dos deuses: aquele pastel doce chamado ataif, recheado de nata, adocicado com calda de flor de laranjeira e polvilhado de pistache.

Por fim, os preços são justos e a quantidade satisfatória.

A casa serve almoço e janta, mas permanece aberta a tarde toda. Uma exclusividade para a noite é a pizza libanesa. E a batatinha frita –“minha surpresa em Beirute foi saber que a batata está presente em quase todos os pratos”, lembra Valeska, observando: “Sempre estivemos na vanguarda da culinária libanesa, e assim continuaremos, sem abandonar nossas raízes e o que aprendemos, mas quereremos dar aos nossos clientes novas experiências e vivências. Somos inspirados por um país que se reconstruiu diversas vezes. Então quem somos nós para termos medo de mudar. Afinal o Líbano nos mostrou que felicidade é uma atitude”.

Anote: Rua Brasílio Itiberê 4412 – Água Verde. Fone: (41) 99108-0626 Abre de segunda a sábado das 11 às 23h (fecha conforme a pandemia determina).  Domingo das 11 às 16h. Faz entrega em domicílio. Estacionamento Conveniado

www.mezmiz.com.br

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