O volume de vendas do comércio varejista aumentou 0,5% de junho para julho, completando sete meses consecutivos de crescimento.

O volume de vendas do comércio varejista aumentou 0,5% de junho para julho, completando sete meses consecutivos de crescimento. Em relação a julho do ano passado, as vendas no varejo avançaram 9,2%. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o gerente da pesquisa, Reinaldo Pereira, os números mostram a manutenção da tendência de crescimento do setor, que vem sendo beneficiado por condições favoráveis da economia.

Pereira disse que esse mês de julho não foi diferente dos meses anteriores pelas condições favoráveis da economia. Ele explicou que as variáveis renda, taxa de juros, e principalmente o crédito, vêm beneficiando o comércio varejista. "A renda do trabalho vem aumentando, o emprego vem aumentando, e isso beneficia o comércio varejista em termos de aumento de renda real por conta também da queda da inflação."

Além disso, destacou o economista, o crédito vem apresentando alargamento dos prazos para pagamento. "Pelos números da pesquisa, a curva de tendência é ainda de crescimento”, acrescentou.

De acordo com o levantamento, todas as atividades avaliadas tiveram em julho expansão nas vendas em relação ao mesmo mês no ano passado. O segmento que mais contribuiu para o bom desempenho do setor foi o de móveis e eletrodomésticos, onde a alta foi de 18,2%.

Também aumentaram as vendas de tecidos, vestuário e calçados (10,4%) e de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (9,9%). Embora com menor peso na taxa global, a atividade ligada a equipamento e material para escritório, informática e comunicação foi a que obteve o maior crescimento, com aumento de 34% no volume comercializado. “Isso mostra importância que esses bens vêm assumindo na cesta de consumo das famílias”.

No segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que vinha puxando a alta das vendas do comércio nos últimos meses, o crescimento foi de 4,6%, abaixo do registrado no mês de junho (8,2%) na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para Pereira, o “arrefecimento momentâneo” no ritmo das vendas ocorreu por causa dos aumentos acima da inflação nos preços dos alimentos no mês em julho deste ano.

Ao considerar as vendas no chamado varejo ampliado, que incluem também veículos e peças e material de construção, o destaque foi o segmento automobilístico, que teve crescimento de 21,2% nas vendas.

De janeiro a julho de 2007, o comércio varejista acumula alta de 9,7% nas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com junho deste ano, apesar do resultado global positivo do setor (alta de 0,5%), houve redução nas vendas de tecidos, vestuário e calçados (3,4%), de móveis e eletrodomésticos (1,4%) e de combustíveis e lubrificantes (0,5%). Segundo Pereira, o recuo pode ter refletido a queda do rendimento real dos trabalhadores (1,2%) apurada pelo IBGE de junho para julho e também uma acomodação dos segmentos depois de terem apresentado crescimento acentuado nas vendas em meses anteriores.