COMBUSTÍVEIS SUBINDO

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A Petrobras, ainda sob o comando de Roberto Castello Branco, segue reajustando os preços dos combustíveis. A companhia informa que os valores têm como referência os preços de paridade de importação e acompanham as variações dos produtos no mercado internacional e da taxa de câmbio. A partir desta terça-feira, diesel, gasolina e gás de cozinha ficam mais caros nas refinarias. O preço médio de venda de diesel para as distribuidoras sofre 5% de reajuste e passará a ser de R$ 2,71 por litro. Já o preço médio da gasolina terá um reajuste de 4,8% e subirá para R$ 2,60 por litro.

NA BOLSA

A rede de atacarejo Assaí estreia na bolsa de valores, a B3. Os valores a serem arrecadados devem ficar entre R$ 20 bilhões e R$ 27 bilhões. A entrada do Assaí na bolsa acontece após cisão no Grupo Pão de Açúcar, dono das marcas Extra e Pão de Açúcar.

DE SAÍDA

O Banco Santander agendou assembleia geral extraordinária de seus acionistas para o dia 31 de março com o objetivo de ratificar a cisão parcial da subsidiária Getnet, que atua no mercado de cartões de crédito e débito. Segundo o Santander, o objetivo é “possibilitar que a Getnet possa explorar o pleno potencial dos seus negócios, como parte da estratégia do grupo Santander de concentrar os negócios de tecnologia e meios de pagamento do grupo na PagoNxt.

GIGANTE DA SAÚDE

As duas maiores operadoras de planos de saúde do Brasil, a Hapvida e o Grupo Notre Dame Intermédica, que não atuam no Paraná, mas estão presentes em 16 estados do país, estão anunciando uma fusão. O valor da nova empresa, criada por esta fusão, chega aos R$ 110,5 bilhões.

13 MILHÕES DE USUÁRIOS

A nova empresa é a décima mais valiosa da B3, a bolsa de valores de São Paulo. A empresa combinada passa a ter 13,6 milhões de usuários de planos de saúde e dental e uma receita líquida de R$ 18,2 bilhões, o que a coloca como uma das maiores operadoras de saúde verticalizadas do mundo.

CADE AVALIA

O novo plano de saúde terá sob seu guarda-chuva 84 hospitais, 280 clínicas e 257 laboratórios. A companhia combinada passa a deter uma carteira com 8,4 milhões de usuários de planos de saúde. A Bradesco Saúde tem 3,3 milhões. Na sequência, vem Amil com 2,9 milhões de usuários de saúde e 2,21 milhões de clientes de planos dentais. A SulAmérica, por sua vez, conta com 2,2 milhões de usuários de convênio médico e 1,7 milhão no segmento odontológico. A fusão é avaliada pelo Cade antes de ser aprovada oficialmente.

LOCADORAS

As locadoras de veículos tiveram excelentes resultados no balanço final de 2020. O setor sofreu forte queda no segundo trimestre, no início da pandemia do coronavírus, mas se recuperaram bem e tiveram uma taxa de ocupação de 84% ao final do ano. Os motivos para o aumento são que muitas pessoas optaram por viagens curtas de lazer e outros alugaram carros para fugir do transporte coletivo. O setor sofreu com a falta de veículos novos no mercado e por isso a renovação das frotas foi menor.

FRÍSIA

A mais antiga cooperativa do Paraná, a Frísia, completou 95 anos em 2020. A antiga Batavo, cuja marca foi vendida para a Parmalat, se mantém firme e forte em Castro, na região dos Campos Gerais. O faturamento da Frísia no ano passado chegou a R$ 3,7 bilhões, com aumento de 27,6% em relação a 2019. Já os lucros cresceram 96%, que farão com que R$ 63 milhões sejam distribuídos entre seus 895 cooperados. A maior parte dos produtores da Frísia atua na área de grãos, mas muitos têm também pecuária de leite e suínos.

CARTA DOS GOVERNADORES

Dezesseis governadores divulgaram uma carta, na manhã desta segunda-feira, para responder as publicações do presidente Jair Bolsonaro, que acusou os governadores de serem os responsáveis pelo aumento de casos de Covid em todo o país e pela escassez de leitos de UTI. “Mais uma vez, o governo federal utiliza instrumentos de comunicação oficial, bancados por gastos públicos, para produzir informação distorcida, gerar interpretações equivocadas e atacar governos locais”, diz a carta dos governadores. A carta é assinada até por aliados de Bolsonaro, como governador de Goiás, Ronaldo Caiado e o governador do Paraná, Ratinho Jr., que não é de apresentar posturas mais fortes na maioria das vezes.

NÃO É FAVOR

No texto, os autores dizem que a Constituição estabelece receitas e obrigações a todos os entes federativos. Eles afirmam que boa parte dos impostos federais pertence a estados e municípios, “em nenhum caso por um favor dos ocupantes dos cargos de chefe do respectivo Poder Executivo e sim por expresso mandamento constitucional”. Bolsonaro trata dessas verbas como se fosse uma concessão política da sua gestão.