Comandante França em ação (Arquivo familiar)
Comandante França em ação (Arquivo familiar)

Aristogiton França, o Comandante França como ficou conhecido na moderna história da aviação brasileira, e morreu este ano em Curitiba, pode ser nominado entre aqueles que tiveram grande importância na vida da FAB e também da lendária Panair.

Viveu anos dourados, únicos, como quando fez parte do grupo restrito de oficiais brasileiros que foram preparados no Texas, nos anos 1940s, para enfrentar a aviação alemã.

Depois, na vida civil, França dedicou anos de trabalho à Panair do Brasil e, depois ainda, ao transporte de aviões civis dos Estados Unidos para o Brasil. Foram centenas deles.

A vida do comandante França – pai de uma vigorosa família, parte da vida curitibana – estará no volume 7 do meu livro Vozes do Paraná, a ser lançado em 10 de setembro próximo.

O breve relato é apenas mostra da narrativa que o leitor encontrará sobre a vida e obra desse histórico aviador:

2 – O ENCONTRO

“Encontrei apenas uma vez Aristogiton França, o Comandante França, como foi sempre chamado por todos que o conheceram. Aconteceu em outubro de 2014, numa tarde ensolarada, quando, levado pelo colunista da Gazeta do Povo, Wilson de Araujo Bueno, fui ao apartamento dele, no Batel, para entrevista para o perfil biográfico do Vozes do Paraná 7.

3 – NA FORÇA AÉREA

Lá entrei sabendo, de antemão, que iria encontrar uma espécie de lenda viva, testemunha raríssima e privilegiada de dias heroicos da aviação militar – e também comercial – do Brasil. Talvez o único brasileiro vivo que ainda podia ostentar um brevê raríssimo, de longa data, o concedido pela Força Aérea dos Estados Unidos nos anos 1940, que lhe dava direito de pilotar aviões no território norte-americano. No mesmo nível de igualdade, com direitos e deveres dos norte-americanos, privilégio que conseguiu no período em que se especializou em aviões de combate, em terras ianques, preparando-se para eventual entrada em combate na Segunda Guerra Mundial.

O que, felizmente, não se consumou, pois no ano seguinte, o grande conflito terminaria.

Num dos lances mais historicamente significativos, França chegaria anos depois às asas da lendária Panair do Brasil, do qual se tornaria comandante. Para quem era do ramo, naqueles dias, vestir o uniforme da Panair era galardão. Um currículo.

4 – O DEVER CUMPRIDO

Para mim, o grande momento na visitação que fiz à história de Aristogiton foi quando começamos a examinar os álbuns fotográficos cuidadosamente conservados. Nas fotos, a maioria de boa qualidade – uma delas, o garboso aviador aparece paramentado, num flagrante ideal para capa de revista, eles com seus 40 anos -, falam eloquentemente.

Mais do que me insinuar nesse relicário de lembranças de um homem especial, o meu encontro com o Aristogiton me restaurou boa parte da confiança no ser humano que eu estava perdendo diante da sucessão de escândalos na política brasileira.

Do nosso encontro, sai confiante e agradecido por um testemunho de vida raro: o Comandante provou que felicidade e senso de dever cumprido são parceiros para sempre. Isso ele deixou bem claro na nossa entrevista. E foi o seu legado final, ao partir da vida terrena, em abril de 2015. ”


 

BAMERINDUS: O NOME QUE FICA

 

A persistência do nome do extinto Banco Bamerindus como uma das marcas ainda muito presente na vida paranaense – quando se responde sobre a questão bancos – tem sólidas e poucas explicações. A primeira, a maneira como o banco fundado por Avelino Vieira se inseriu na vida paranaense, das pequenas às grandes cidades.

Os programas culturais patrocinados pelo banco, assim como o apoio que deu maciçamente a iniciativas de cunho social e comunitário, foram outros fatores notáveis para a permanência da marca, tal como identificada pela avaliação da revista Amanhã, de Porto Alegre. A pesquisa foi abordada nesta coluna, ontem.

Não tenho dificuldade em classificar o trabalho de superior qualidade desenvolvido pelo publicitário Sérgio Reis – com o apoio de notáveis homens de marketing como Eloi Zanetti – entre ações continuadas que fizeram do Bamerindus algo quase “imorredor”. Quem não se lembra do “Bicho do Paraná” e da série de TV “Gente que Faz”?

BAMERINDUS (2)

Acrescento a essas ações do Bamerindus o Projeto Memória Paraná, o mais amplo e consistente projeto de entrevistas com personalidades paranaenses do século 20. Foram cerca de 300 gravações em DVD, feita por uma equipe de bom conhecimento do Paraná de hoje: jornalistas Freitas Neto, Hélio Puglielli, Luiz Geraldo Mazza, Renato Schaitza, Aramis Millarch. Fui parte do grupo. O acervo do Memória Paraná Bamerindus pertence, exclusivamente, ao Museu da Imagem e do Som.

Sergio Reis, João DeDeus Freitas Neto, Luiz Geraldo Mazza
Sergio Reis, João DeDeus Freitas Neto, Luiz Geraldo Mazza

 


CIDADES NERDS

 

Levantamento feito, no Brasil, pela Amazon, identificou as dez cidades “Mais Nerds” do país. Em primeiro lugar, Rio Claro, SP, seguida de Caruaru, PE, e depois Florianópolis. A grande surpresa – para nós –foi o nono lugar, que ficou com Guarapuava.

A Amazon chegou a essa conclusão das dez mais nerds a partir de levantamento que levou em conta a compra de livros, ‘graphics novels’, histórias em quadrinhos – mais associados à chamada “cultura nerd”.


 

 

 

 

AINDA SOBRE AGRICULTURA

Caro Aroldo:

Assino embaixo o depoimento do jornalista Odailson Spada sobre a Secretaria da Agricultura no governo Richa/João Elísio, pois ocupei a chefia do Centro de Comunicação (Cecom) durante os quatro anos, prestando assessoria de imprensa a três secretários, a saber, Claus Magno Germer, Francisco Albuquerque e Brazílio de Araújo Neto, grande pecuarista de Londrina e sobrinho do ex-governador Jaime Canet, escolhido por João Elísio.

Os projetos iniciados na gestão do Claus não saíram do papel, muito embora a conservação de solos tenha alcançado um desenvolvimento extraordinário dada a conscientização dos próprios produtores rurais, por falta de recursos orçamentários na pasta e, também porque o lado “conservador” do governo Richa não via com bons olhos a liderança em ascensão do secretário da Agricultura e sua equipe, que pela primeira vez reconheceram o esforço e a importância da agricultura familiar.

Consta que na época a Copel contratou uma pesquisa de opinião pública sobre a gestão Richa, constatando que Claus somente tinha boa aceitação nas regiões Oeste e Sudoeste, onde predominavam os minifúndios.

Um reparo, creio que óbvio, ao texto de abertura da coluna de ontem (26), sobre a vice Cida Borghetti na representação estadual em Brasília. Também fui assessor de imprensa dos governadores Álvaro Dias e Roberto Requião (primeiro mandato) e, estive várias vezes a serviço no escritório da capital federal. Até por uma questão de lógica e hierarquia nenhum dos titulares da representação se ocupava de funções administrativas ou burocráticas. Para isso o escritório sempre teve uma espécie de gerente.

IVAN SCHMIDT, jornalista, Curitiba.


PARANAENSE É PREMIADO EM DUBAI

 

Thiago Gonçalves, recebendo premiação
Thiago Gonçalves, recebendo premiação

O artista plástico paranaense Thiago Gonçalves, do Centro Cultural Gagliastri, foi premiado nos Emirados Árabes, onde participou da Index Exhibition (International Design Exhibition United Arab Emirates), em Dubai. Gonçalves exibiu três retratos em óleo sobre tela, representando o grupo do centro cultural junto aos artistas Luiz Gagliastri, Nanda Gagliastri e Francisco Borges. O jovem desenvolve um trabalho voltado para a alta performance no mundo das artes, e usa o Método DeRose como uma das fontes de inspiração e desenvolvimento pessoal. Gonçalves é aluno do Espaço Cultural Centro Cívico do Método DeRose, comandado pelo empresário Ricardo Poli.


72-Palestra Studium Theologicum


 

 

COMPARTILHAR
AnteriorCapital Criativo
PróximoCidadania em ordem