Clarice Lispector, homenagens de primeiro centenário

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Além das homenagens prestadas pela Bienal Virtual do Livro de São Paulo que acontece até 13 de dezembro, mas com portal no ar até 13 de janeiro, gratuitamente (www.bienalvirtualsp.org.br), o centenário de Clarice Lispector tem outros programas comemorativos, Acompanhe:

A editora Rocco e a Tocalivros lançam acervo de 18 obras transformadas em audiolivros de uma das escritoras mais aclamadas da literatura modernista brasileira, Clarice Lispector. O lançamento reverencia, neste 10 de dezembro de 2020, o centenário de nascimento da autora que além de romancista, contista e cronista, também foi tradutora, jornalista e pintora.

O projeto Vozes de Clarice teve início em dezembro de 2019 com o aniversário de 99 anos da escritora. As edições comemorativas do centenário contaram com novo projeto editorial e capas que retrataram pinturas feitas pela própria homenageada.

De lá para cá, já foram produzidos 13 títulos e, até esta quinta-feira, mais cinco novos audiolivros serão colocados na plataforma: Outros Escritos, A Paixão Segundo G.H, Um Sopro de Vida, Hora da Estrela e Onde Estiveste de Noite, esses dois últimos narrado pela atriz Mel Lisboa.

Entre as produções já lançadas e celebradas pela crítica está o primeiro livro de Clarice: Perto do Coração Selvagem e os contos mais famosos: Laços de Família – com narração da crítica literária e escritora Adélia Nicolete. Uma das produções mais aguardadas pelos fãs é a obra publicada por Clarice no ano de sua morte: Hora da Estrela.

O acervo completo pode ser acessado no link: https://www.tocalivros.com/audiobook/aniversario-clarice-lispector e os preços por audiolivro variam de R$ 23,90 a R$ 55,90. As produções não fazem parte do pacote de assinatura da plataforma e são vendidas separadamente.

 Audiolivros já lançados:

A Via Crucis do Corpo (Antônio Fagundes)

Água Viva (Adélia Nicolete)

O Lustre (Adélia Nicolete)

A Descoberta do Mundo (Stella Tobar, Adélia Nicolete, Zeza Mota e Priscila Scholz)

Perto do Coração Selvagem (Priscila Scholz)

A Maçã no Escuro (Zeze Mota)

A Cidade Sitiada (Zeze Mota)

Laços de Família (Adélia Nicolete)

A Legião Estrangeira (Carol Badra)

A Bela e a Fera (Priscila Scholz)

Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (Beth Goulart)

Felicidade Clandestina (Stella Tobar)

Para Não Esquecer (Alexandre Mercki)

 Novos audiolivros:

Outros Escritos (Priscila Scholz)

Paixão Segundo G.H (Carol Badra)

Hora da Estrela (Mel Lisboa)

Onde estiveste de Noite (Mel Lisboa)

Um Sopro de Vida (Paola Molinari)

 

 

O LIVRO DOS PRAZERES  GANHA FILME

Em comemoração aos 100 anos de Clarice Lispector, a obra Uma Aprendizagem ou Livro dos Prazeres ganha um filme que foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e premiado  na Competição Oficial do Festival de Vitória. Sua diretora, Marcela Lordy, vem participando de uma série de lives e homenagens à autora do romance, enquanto se espera a estreia, agendada para 2021 com distribuição da Vitrine Filmes.

Produzido pelo Group.Br, única companhia de teatro brasileiro em Nova York, o painel Clarice e o Cinema pode ser acompanhado neste 10 de dezembro, via Zoom, às 15h45 (horário de Nova York) e 17h45 (Horário de Brasília), com uma hora de duração.

O painel contará também com a presença de Regina Miranda (diretora do filme Vislumbres), e dois outros convidados. Moderado por Candice Feio (Globo News).

O Livro dos Prazeres, uma coprodução Brasil-Argentina,  traz para os tempos atuais a narrativa do romance publicado em 1969. O roteiro acompanha Lóri (vivida pela atriz curitibana Simone Spoladore), uma professora que vive a monotonia de uma rotina de trabalho e relacionamentos furtivos até que conhece Ulisses (Javier Drolas, ator argentino), um professor de filosofia argentino, egocêntrico e provocador. É com ele que Lóri aprende a amar enfrentando sua própria solidão. Uma jornada de investigação íntima, de cara a cara com a angústia e a dor, numa trajetória só possível pelo encontro, troca e aprendizado entre os dois.

“O filme é um romance psicológico erótico sobre o ponto de vista de uma mulher contemporânea em busca de conexões afetivas reais”, define a diretora Marcela Lordy, que divide o roteiro com a argentina Josefina Trotta. E, desde a primeira versão do roteiro, o papel de Lóri já era da atriz Simone Spoladore, com quem Marcela Lordy trabalhou anteriormente no telefilme A Musa Impassível e no curta metragem Sonhos de Lulu. O Festival de Vitória concedeu o prêmio de melhor atriz para Simone Spoladori. O filme foi premiado também pelo roteiro e menção honrosa para fotografia.

Fórum das Letras promove debates

Promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto,  o Fórum das Letras realiza versão online, até 18 de dezembro, com programação conjunta com a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo. E homenageia Clarice Lispector, tendo como tema o título de sua obra, A Hora da Estrela (1977), que virou um clássico também nas telas.

Graças a uma parceria com a Embaixada da França, o Fórum e a Bienal apresentam mesas que debatem os pontos de contato entre a nossa Clarice e a França, o primeiro país a publicar a escritora, em 1956, com a obra Perto do Coração Selvagem. Nesses encontros serão discutidos pontos de contato entre as obras de Clarice Lispector, e as escritoras francesas Marguerite Duras e Nathalie Sarraute.

As traduções das obras de Clarice para o francês, bem como os desafios na edição delas, no Brasil e na França, serão abordados nas mesas do Fórum das Letras que entrarão na programação da Bienal de São Paulo. Além das mesas em parceria com a Bienal, o Fórum das Letras de 2020 terá uma vasta programação que irá debater a obra e a vida de Clarice Lispector, contando com seus tradutores, editores do Brasil e da França e especialistas como Nadia Batella Gotlib e Teresa Montero.

Dentre os convidados deste ano, estão o pensador Roger Chartier, Nélida Piñon, Mario Magalhães, Betty Milan, Ricardo Lísias, Tiago Ferro, entre outros.

A professora Mônica Gama, do Curso de Letras da UFOP, coordenadora executiva do Forum, discorre sobre A Hora da Estrela lembrando que “desafiando as categorias do humano e inumano, as palavras do narrador-escritor se encontram com o silêncio e o apagamento de Macabéa, lá onde o futuro se faz também presente, onde a dimensão ordinária da existência grita. Mônica lembra as palavras do narrador: “Trata-se de livro inacabado porque lhe falta a resposta”, assim como faltam respostas para o presente Ao fim desse ano de 2020 estranhamente excepcional e revelador do pior em nosso “normal” social, repor as perguntas de Clarice Lispector continua urgente.

Para Guiomar de Grammont, coordenadora geral do Forum das Letras, “o romance, que encena o poder da linguagem e as redes de sustentação da existência humana e dos laços sociais, é potente para pensarmos nossa realidade. Ao expor o isolamento e a fragilidade da condição humana de uma massa de pessoas deslocadas e segregadas, o texto continua emocionando os leitores da atualidade. A história acontece em um estado de emergência e de calamidade pública, que têm muito a ver com o momento que estamos atravessando, de pandemia e reflorescimento do autoritarismo e da supressão das liberdades individuais.”

A programação do evento é inteiramente gratuita, Confira em www.forumdasletras.com

FUNARTE-SP presta seu tributo

A Fundação Nacional de Artes, na programação do Funarte SP – ConectArte 2020 Festival, neste 10 de dezembro, promove a palestra Cem anos de Clarice Lispector: A vastidão do amor, com Stella Tobar. Transmissão online, de forma gratuita, pelo canal da Funarte no YouTube, às 21h.

A palestra , com a atriz, diretora, professora e produtora teatral Stella Tobar, celebra a vida e obra de Clarice Lispector, apresentando fatos marcantes de sua trajetória: o nascimento na cidade ucraniana de Tchetchelnik, a vinda para o Brasil, a infância em Recife, a paixão por histórias, o romance de estreia , o casamento, a vida no exterior, a maternidade e a morte precoce.

Haverá também leitura de trechos da obra de Clarice e a citação de frases de sua autoria. A autora,. que completaria cem anos no dia 10 de dezembro de 2020, deixou como legado sete coletâneas de contos, nove romances, crônicas reunidas em cinco livros infantis, além de entrevistas e textos para colunas jornalísticas.

Programação no canal www.youtube.com/funarte