Semana de pequena variação positiva para as ações do Ibovespa!


A bolsa paulista encerrou a sexta-feira aos 54.671 pontos, alta de 0,19% em relação à quinta anterior – lembro que sexta – 07/09 – foi feriado e não houve pregão. Abrindo a segunda-feira nos 54.554 pontos, o índice logo tratou de mostrar que não estava de bom humor: por volta das 12:30 hs. já havia perdido 2.234 pontos, acabando os 52.350 por virem a ser a sua mínima diária e semanal. Invertendo a tendência, a partir daí o que se viu foi uma consistente recuperação, com a alta não encontrando maiores obstáculos até a manhã de sexta, oportunidade na qual o mercado fez a sua máxima semanal em 55.465. No período da tarde deste derradeiro pregão da semana, o Ibovespa apresentou alguma indecisão, caindo para 54.378 e encerrando o período, como já falei, em 54.671. Desde que partiu dos 44.937 (16/08) o Ibovespa fez a seguinte seqüência de movimentos: atingiu 55.566 (04/09), caiu para 52.320 (10/09) e, na última sexta, alcançou 55.465, antes de recuar e encerrar o pregão nos novamente citados 54.671. Ainda há espaço para a principal dúvida que atormenta a cabeça dos investidores desde 16/08: a queda dos 58.293 (19/07) aos 44.937 (16/08) representou o declínio total em si ou, por outro lado, apenas a primeira de três pernas de uma queda maior? Nesta segunda alternativa, a subida dos 44.937 seria a segunda perna (altista) do movimento de queda, podendo este repique se estender até a região onde hoje se encontra ou, em um outro cenário, até o topo histórico de 58.293. Sem embargo, em uma ou outra hipóteses o mercado ainda cairia em sua terceira perna. A diferença estaria apenas por conta dos objetivos: abaixo dos 44.937 (para o término de um eventual repique nesta região dos 55.000/500) ou nos próprios 44.937 (para a eventualidade de nova queda apenas a partir do topo histórico). Em um cenário mais otimista do que estes dois, acima, a partir dos 44.937 o Ibovespa teria iniciado uma nova perna de alta de médio prazo, similar às que já fez nos últimos 3 anos, quando então partiu dos 17.601 (2004), dos 23.679 (2005) e dos 32.057 (2006). Na segunda-feira, de todo jeito, próximo das 16 horas fui às compras. Saí determinado a pegar Petrobrás, Vale, um banco e uma siderúrgica. O banco acabou ficando por conta de Bradesco; a siderúrgica, Gerdau. Foi uma atitude ousada, sem dúvida, afinal àquela altura o mercado caía mais de 3% no pregão. O que me motivou a comprar não foi nem o Ibovespa em si, mas sim o Dow Jones e a convicção de que o mercado brasileiro sempre o acaba seguindo. Sabe-se que o similar no índice americano aos 58.293 do Ibovespa são os 14.021 de 17/07, ao passo que aos 44.937 correspondem os 12.517 de 16/08. Interpretei o movimento total (i) dos 13.387 de 27/08 aos 13.034 do dia seguinte, (ii) a subida deste ponto aos 13.494 de 04/09 e, por fim, (iii) a queda daí aos 13.021 da última segunda-feira como uma onda 2 (em forma de correção lateral) de um possível ciclo de alta iniciado nos 12.517. Em outras palavras, “os 13.021 como o fim da onda 2”. A retração de fibo dos 13.387 aos 12.517 coloca no nível de 38,2% 13.055, apenas poucos pontos acima da mínima de 13.021, como se pode perceber. E, se considerarmos uma onda 1 dos 12.517 aos 13.494, seguida de uma correção em pivot de baixa até os 13.021 (13.494 – 13.248 – 13.398 – 13.021), temos os 13.006 como o nível de 50% da retração fibo dos 13.394 aos 12.517, igualmente muito próximo dos 13.021. Isto sem contarmos que após a formação da mínima de 13.034 em 28/08, tal região passou a constituir um forte suporte aos preços. E há ainda mais um importante elemento a ser apreciado: levando-se em conta uma onda 1 dos 12.057 aos 13.387, a onda 4, interna a esta 1, ocupa o intervalo limitado acima pelos 13.166 e abaixo pelos 12.906. Ondas de correção tendem a terminar no intervalo da onda 4 interna à onda que está sendo corrigida. E se a 1 tiver sido dos 12.057 aos 13.394, estaremos falando em onda 4 interna a esta onda 1 dos 13.386 aos 13.035. Os 13.021, apesar de estarem fora do intervalo, encontram-se colados nos 13.035. Se o índice que comandasse o mundo fosse o Ibovespa, e não o Dow Jones, eu não teria comprado na segunda-feira. Explico: é possível interpretar a subida dos 44.937 aos 55.556 como a onda 1 de um novo mercado de alta, sendo a 2 dos 55.566 aos 52.320 (segunda-feira) e, finalmente, a 3 daí em diante. Ocorre, todavia, que esses 52.320 nem mesmo se aproximam da primeira das importantes retrações de fibo aplicáveis ao movimento dos 55.556 aos 44.937. Refiro-me aos 38,2% em 51.506. Não que uma onda 2 não possa corrigir algo em torno de apenas 30% da 1. Tal não é a regra, mas ocorre. Regra por regra, no que tange à correção da onda 1 pela 2 nem mesmo a faixa dos 38,2% é a que mais acontece. As de 50% e 61,8% são mais comuns e, em casos extremos, ondas 2 chegam a corrigir toda a extensão de ondas 1. Mas, voltando ao ambiente do Dow Jones, a par das variáveis positivas, há também algumas negativas a serem consideradas. A principal e pior delas é tratar a correção dos 14.021 aos 12.517 como ainda não encerrada. Outra, mais leve, é entender uma eventual onda 2 (baixista) de um mercado de alta como ainda em andamento. De repente, a sua primeira perna seria dos 13.494 aos 13.021; a segunda, dos 13.021 até a região onde hoje se encontra o DJ (13.343) e; a terceira, daí à região dos 13.021 novamente. Não veria essa segunda hipótese como problemática! Eventual retorno do índice aos 13.021, dependendo de como lá chegasse, seria motivo para reforço de posições nas blue chips do Ibovespa. A coisa realmente começa a assustar um pouco na perda deste suporte. No mais, o fechamento de sexta não foi ruim e, no que tange a volume, também não está mal o DJ. É certo que após o índice americano alcançar 12.517, a disposição para renda variável por parte do investidor não foi nenhuma maravilha, pois o OBV ainda está relativamente longe de seus níveis máximos anteriores – curioso notar que o Ibovespa trilhou caminho diverso: já há muito o topo histórico do indicador foi superado! Isolando o pós-12.517, todavia, percebe-se comprometimento crescente com o mercado, tanto que na linha do OBV o correspondente à máxima de 13.394 já foi superada com folgada margem.