O amparo dos símbolos históricos, arquitetônicos, artísticos e religiosos constitui demonstração dos interesses clarividentes do Estado e da sociedade.

Pedro Antônio Bernardi

O amparo dos símbolos históricos, arquitetônicos, artísticos e
religiosos constitui demonstração dos interesses clarividentes do
Estado e da sociedade. O cidadão consciente cuida dos bens públicos
como parte integral de sua vida social. A cidade, o povo e os
governantes ganham notoriedade quando concentram esforços em objetivos
estratégicos, ações conjuntas e serviços de excelência. A igreja é
território de todos, lugar freqüentado por pobres e ricos, doutores e
iletrados, crianças, jovens e adultos.
A Catedral Basílica de Curitiba precisa de restauração e reforma. É
admirável o empenho exercido pela Associação dos Amigos da Catedral,
de autoridades, empresários e cidadãos de fé. À frente deste grandioso
projeto em andamento está o vigário, cônego Pedro Vílson Alves de
Souza Filho, homem sensível, engajado e de larga visão.
Uma obra desse porte exige coragem, responsabilidade, boas parcerias,
espírito comunitário e nobreza de coração. É gratificante ver a
dedicação, o amor e a doação deste vigário. É líder de tarefas e de
adesão, de humanismo e de pregações profundas. Vive a missão de
sacerdote rezando, ministrando sacramentos, pregando e ensinando a
praticar a solidariedade e caridade. A caridade leva a pessoa a
vivenciar planos do Criador. É contato direto entre coisas terrestres
e estado transcendental. A caridade é uma ação livre e espontânea,
praticada à base de um aprendizado do coração. É aproximação e
vivência da sabedoria de Deus.
Padre Pedro vê o projeto de restauração e reforma da Catedral como
uma necessidade premente da sociedade curitibana, um empreendimento
que beneficia a todos, independente da religião que a pessoa pratica.
Por ser uma ação conjunta, cada habitante, dentro de suas
possibilidades, tem um papel a desempenhar e operar. A Pessoa Física
pode destinar até 6% do Imposto de Renda devido para a restauração da
Catedral, enquanto a Pessoa Jurídica pode repassar para o projeto até
4% do Imposto devido. As doações também podem ser feitas diretamente
no interior da igreja e na CEF – Agência 370, operação 003, CC 1294-4.
Vale a pena investir em obras dessa magnitude. Há muitos bens
incrivelmente mal utilizados. É oportuno denunciar a forma como os
recursos financeiros e intelectuais estão sendo utilizados. Parece que
a humanidade vive em paz, sem grandes guerras. Engana-se quem pensa
nesse sonho maravilhoso. Atualmente, são gastos 1.4 milhão de dólares
por minuto em armamentos ou cerca de 700 bilhões de dólares
anualmente. Atuam em atividades bélicas mais de 20% dos cientistas e
engenheiros do mundo. Também por conta disso, morrem mais de 40 mil
crianças de fome e desnutrição diariamente.
Incessantemente, por vários meios, o cônego Pedro Vílson tem
refletido e manifestado preocupações com valores dissociados da ética
e da moral. A bem da verdade, a humanidade é livre e dona dos próprios
triunfos ou fracassos. Nenhuma obra nasce feita, mas Curitiba, pela
sua projeção modelar, pode criar uma sociedade admirada
universalmente. A boa imagem valoriza, dá mais visibilidade e
identifica melhor os símbolos públicos. Mais ainda, a imagem intui
impressões e conceitos do povo, bons ou ruins. Do ponto de vista
artístico, arquitetônico, cultural e religioso, a Catedral é bela, um
cartão de visita atrativo. Cabe a todos participar deste projeto de
restauração, mantendo em ordem e preservando esse palácio religioso de
fé e de luz.
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Pedro Antônio Bernardi é jornalista, professor, consultor de
comunicação social e autor do livro Palavra amiga.
(pedro.professor@gmail.com)