Foto: Alan Santos/PR

Em nota divulgada após a reunião entre os presidentes Jair Bolsonaro e Joe Biden, a Casa Branca informou que os líderes falaram em “apoiar a renovação democrática”, sem citar se a conversa foi específica a respeito do Brasil.

O presidente norte-americano, Joe Biden, fez da questão do apoio à democracia uma pauta central no encontro. As notas escritas divulgadas pela Casa Branca após bilaterais indicam o tom que Washington quer dar aos encontros de Biden.

Ainda de acordo com o governo norte-americano, os EUA e Brasil também se comprometeram a “seguir com colaboração contínua em assuntos comerciais, inclusive por meio do apoio dos EUA à candidatura do Brasil à OCDE”.

Os EUA também informaram que Biden e Bolsonaro discutiram redução de desmatamento na Amazônia, a coordenação no Conselho de Segurança da ONU a respeito da invasão da Ucrânia.

A reunião bilateral com ministros dos dois países foi curta. Biden começou fazendo um mea culpa histórico e falou que EUA há séculos não se preocuparam em preservar suas florestas e falou que, atualmente, o país trabalha pela preservação ambiental.

Biden seguiu com falas genéricas, segundo uma fonte, e falou de geopolítica mundial. Já Bolsonaro, também segundo relatos, focou na agenda nacional e falou que a democracia brasileira não está em risco.

Depois de pouco mais de 20 minutos, Bolsonaro disse a Biden que gostaria de ter uma conversa reservada com o norte-americano. Ficaram na sala apenas os dois presidentes, o chanceler, Carlos França, o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, e os intérpretes. O tête-à-tête também durou cerca de 20 minutos.

Os presidentes Joe Biden e Jair Bolsonaro concordaram, durante uma reunião às margens da Cúpula das Américas, em Los Angeles, em trabalhar juntos na prevenção do desmatamento da Amazônia, disse a Casa Branca nesta quinta-feira.

Os dois líderes também concordaram em uma coordenação no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a atual crise na Ucrânia, disse a Casa Branca.

Ainda segundo a Casa Branca, Biden e Bolsonaro concordaram em apoiar a renovação democrática. O presidente brasileiro seguidamente tem atacado as urnas eletrônicas e o que chama de perigo de fraude eleitoral, sem, no entanto, apresentar evidências.

A Casa Branca informou também que no encontro Biden ofereceu apoio à candidatura do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Fonte: Reuters