A coluna de domingo, apontou um fato irreversível: o aumento de população nos grandes centros e o esvaziamento dos pequenos.

 PANORAMA POLÍTICOPEDRO WASHINGTON      E.mail: prpress@terra.com.br

A coluna de domingo, apontou um fato irreversível: o aumento de população nos grandes centros e o esvaziamento dos pequenos. Tem a ver com programação e investimentos equivocados feitos no passado, privilegiando sempre os grandes centros. A concentração de benefícios como educação, saúde, desenvolvimento econômico, o que implica em falar de oportunidade  de emprego, para só ficar em alguns tópicos, fez com que o fluxo migratório ocorrido no início do século passado, para só nos atermos ao Paraná, cuja colonização do norte, noroeste, oeste e sudoeste só ocorreu de 1940 a 1970, num sentido migratório, daí para frente fez caminho inverso. Faltou visão para construir um progresso consolidado pela ação dos governos, como aconteceu com Brasília, ao ser transformada em capital do país. Com uma infraestrutura de primeiro mundo. As colonizadoras que lotearam o oeste e o sudoeste não tiveram por exemplo, a visão da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (Cianorte), sucessora de uma empresa inglesa que ao lotear de Jacarezinho a Londrina, construiu cidades  planejadas. Infelizmente apenas em níveis locais. A própria estrada de ferro construída acabou transformando-se em escoadouro das riquezas que o norte do Paraná em sua fase áurea, a do café, produziu. Os governos ao invés de construírem infraestrutura, inclusive educacional, capaz de reter os colonizadores e seus descendentes em suas terras, investiram em melhorias nos grandes centros. Com isso criaram inversão de fluxo para as segunda e terceira gerações. As primeiras universidades interioranas, para só ficar num exemplo, já que o governo federal pela nossa proverbial (até hoje) incapacidade de reivindicar, deixou o Paraná restrito à primeira, UFPR, vieram no governo Paulo Pimentel (1976/70). Quanto maiores se tornavam os centros populacionais mais demandas de recursos exigiam. Daí as distorções noticiadas pelos jornais. Pequenas cidades ficam cada vez menores populacionalmente, inchando os centros de regiões. Com todos os problemas inerentes. Necessário agora será planificar a inversão de valores, coisa que se tivesse sido feita anos atrás, evitaria o caos urbano de hoje nos centros cada vez maiores e conturbados.

 PressaAs oitivas dos réus do mensalão acusados na decisão do STF, deve ser iniciada este ano em 1a. instância. Para alguns ministros o julgamento deve ocorrer nos próximos três anos. Se coincidir com o período eleitoral em 2010, pode ter influência direta nas eleições presidenciais, avaliam petistas.    Denúncia

 A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal aprovou por unanimidade, requerimento pedindo ao Ministério de Comunicações que tome providências contra o uso indevido da TV Educativa do Paraná. O requerimento encaminhado pelo deputado Eduardo Sciarra, tem também a assinatura de Gustavo Fruet, ambos titulares da Comissão.

  Comunicação…

Uma informação a propósito do uso político dessa TV. Inúmeros candidatos a prefeito e vereador estão com espaços gratuitos na telinha da Educativa. Carlos Moreira Jr. e  Dra. Clair pretendem disputar a convenção que indicará o candidato a prefeito de Curitiba pelo  PMDB.

 …privilegiada

Fernando Gomes (PMDB) deve repetir a disputa a uma vaga na Câmara Municipal de Curitiba. De Algaci Túlio (PMDB), Luizão Stellfeld (PCdoB), Nizan Pereira (PMDB) e William, da dupla William e Renan (não  Calheiros) que esta semana ingressa no PMDB, não se conhece os projetos políticos. Mesmo sendo uma emissora oficial, não há espaço para adversários políticos.

 De casa

Uma informação que a coluna já divulgara, tão logo o nome de Carlos Alberto Menezes Direito circulou como provável novo ministro do STF (ele vem do STJ): a ligação com o Paraná surgiu através os anos em que atuou como Chefe de gabinete do Ministério da Educação, com Ney Braga. Por sinal que o primeiro complexo esportivo no período veio para Marechal Cândido Rondon.

 

Preparação…

A petista Gleisi Hoffmann está levando a sério seu projeto de disputar a prefeitura de Curitiba. Além dos inúmeros contatos que está fazendo, pretende também conversar com Jaime Lerner e outros ex-prefeitos e técnicos que construíram o prestígio de Curitiba.

 …objetiva

O detalhe inteligente, pouco comum nos políticos locais: ela não desmerece a administração de Beto Richa que reconhece estar realizando um bom trabalho. Seu projeto porém não contempla apenas obras. Quer investir em capacitação dos jovens, com ênfase à informática.

 Doação

Um dos grandes avanços da medicina, a realização de transplantes de órgãos, não encontra grande receptividade no Paraná. Ocupa o estado  o décimo-segundo lugar entre os estados brasileiros em que as doações são feitas. O Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina lideram a lista de doadores.

 Mais opiniões

Depois dos conceitos emitidos pela atriz Ítala Nandi, que tantas reações provocaram, o estado recebe mais uma classificação. Foi dos dirigentes de associações que reúnem transsexuais que desfilaram domingo em Curitiba (25.000 pessoas) na parada da diversidade GLBT 2007.

 Em choque

De Toni Reis presidente da AGLBT: “A discriminação existe por desconhecimento do assunto”. Já a presidente do grupo Dignidade, Simone Valêncio vê “o Paraná como um estado homofóbico” (hostil à homossexualidade).