Acontece nesta quarta-feira (27) mais uma edição do tradicional Café das Nações, realizado pelo Diário Indústria & Comércio. O evento homenageia a Argentina que celebrou o aniversário de sua independência no dia 25 de maio e a Polônia que comemorou sua data nacional em 03 de maio. O evento tem como objetivo reunir informalmente representantes oficiais de diversos países que integram a comunidade do corpo consular no Paraná.

 

Argentina comemora sua independência

foto-1A República Argentina que iniciou seu processo de independência da Espanha em 25 de maio de 1810 é o segundo maior país da América do Sul em território e o terceiro em população, constituída como uma federação de 23 províncias e uma cidade autônoma, Buenos Aires. É o oitavo maior país do mundo em área territorial e o maior entre as nações de língua espanhola, embora México, Colômbia e Espanha, que possuem menor território, sejam mais populosos.

A área continental da Argentina está entre a Cordilheira dos Andes a oeste e o Oceano Atlântico, a leste. Faz fronteira com Paraguai e Bolívia ao norte, Brasil e Uruguai a nordeste e com o Chile a oeste e sul. A Argentina reivindica uma parte da Antártida, sobrepondo as reivindicações do Chile e do Reino Unido no continente antártico, mesmo após todas as reivindicações terem sido suspensas pelo Tratado da Antártida de 1961. O país reivindica ainda as Ilhas Malvinas e Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, que são administradas pelo Reino Unido como territórios britânicos ultramarinos.

O mais antigo registro de presença humana na área atualmente conhecida como Argentina é datado do período paleolítico. A colonização espanhola iniciou-se em 1512. A Argentina emergiu como o Estado sucessor do Vice-Reino do Rio da Prata, uma colônia espanhola fundada em 1776. A declaração e a luta pela independência (1810-1818) foi seguida por uma longa guerra civil, que durou até 1861 e terminou com a reorganização do país como uma federação de províncias, com a cidade de Buenos Aires como capital. Durante a segunda metade do século XX, a Argentina enfrentou vários golpes militares e períodos de instabilidade política, juntamente com crises econômicas periódicas que contiveram seu pleno desenvolvimento econômico e social.

Uma potência média reconhecida, a Argentina é uma das maiores economias da América do Sul, com uma classificação alta no Índice de Desenvolvimento Humano. Na América Latina, a Argentina possui o quinto maior PIB per capita (nominal) e o maior PIB per capita em paridade do poder de compra. Analistas argumentam que o país tem uma base “para o crescimento futuro, devido ao tamanho do seu mercado, níveis de investimento direto estrangeiro e o percentual de exportações de alta tecnologia como parte do total bens manufaturados” e é classificado pelos investidores como uma economia emergente.

A Argentina é um membro fundador da Organização das Nações Unidas, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas e da Organização Mundial do Comércio e continua sendo um dos G20.

Vista aérea de Buenos Aires, capital da Argentina
Vista aérea de Buenos Aires, capital da Argentina

 

Economia
A economia da Argentina é a terceiro maior da América Latina, com uma alta qualidade de vida e um PIB per capita elevado, além de ser considerada uma economia de renda média-alta.
O país possui ricos recursos naturais, uma população altamente alfabetizada, um setor agrícola orientado para a exportação e uma base industrial diversificada. Historicamente, no entanto, o desempenho econômico da Argentina tem sido muito desigual, onde o crescimento econômico elevado alternou-se com períodos de graves recessões, especialmente durante o final do século XX, além de problemas como uma má distribuição de renda e o aumento da pobreza. No início do século XX, a Argentina era um dos países mais ricos do mundo e um dos mais prósperos do hemisfério sul, embora atualmente seja uma nação de renda média-alta.
A Argentina é considerada um mercado emergente pelo FTSE Global Equity Index e é uma das economias do G20. No entanto, os altos índices de inflação tem sido uma fraqueza constante da economia do país durante décadas. Oficialmente oscilando em torno de 9% desde 2006, a inflação do país é estimada em mais de 30% por fontes independentes, o que gera críticas de que o governo tem manipulado as estatísticas oficiais de inflação. A taxa de pobreza urbana caiu abaixo dos índices da crise econômica de 2001. A distribuição de renda melhorou desde 2002, mas ainda é consideravelmente desigual. A Argentina começou um período de austeridade fiscal em 2012, devido a um processo de desaceleração econômica.
O país foi classificado na 102ª posição entre as 178 nações avaliadas no Índice de Percepção de Corrupção de 2012, realizado pela Transparência Internacional. Entre os problemas apontados, estão a corrupção do governo, a falta de independência judicial, impostos e tarifas enormes e interferência regulatória, o que prejudica a eficiência e o aumento da produtividade do país. A administração Kirchner respondeu à crise financeira global de 2008 com um grande programa de obras públicas, novos cortes de impostos e subsídios, além da transferência de pensões privadas para o sistema de segurança social. Planos de previdência privada, que exigiam subsídios crescentes para serem cobertos, foram nacionalizados para financiar os altos gastos do governo e as obrigações de dívida argentina.
A Argentina tem o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e PIB per capita (em paridade do poder de compra – PPC) da América Latina, atrás somente do Chile. Além de ser uma das economias do G20, o país tem o 19º maior PIB do mundo em PPC.

Indústria

A indústria é o maior setor único na economia do país (19% do PIB) e está bem integrado à agricultura argentina, sendo que metade das exportações industriais do país são de natureza agrícola.Tendo como base o processamento de alimentos e de produtos têxteis durante o seu desenvolvimento inicial na primeira metade do século XX, a produção industrial argentina tornou-se altamente diversificada. Os principais setores em termos de valor de produção são: processamento de alimentos e bebidas, veículos automóveis e autopeças, produtos de refinaria,biodiesel, produtos químicos e farmacêuticos, aço e alumínio, máquinas agrícolas e industriais, e aparelhos eletrônicos. Estes últimos incluem mais de três milhões de itens, bem como uma variedade de produtos eletrônicos, eletrodomésticos e de telefones celulares, entre outros.

A indústria automotiva produziu 829.000 veículos em 2011 e exportou 507 mil (principalmente para o Brasil, que, por sua vez, exportou um número um pouco maior para a Argentina). As bebidas são outro setor importante e a Argentina é atualmente um dos cinco maiores produtores de vinho do mundo. A produção de cerveja ultrapassou a de vinho em 2000 e hoje lidera com quase dois bilhões de de litros por ano.

Outros produtos industriais produzidos no país incluem: vidro e cimento, plásticos e pneus, produtos de madeira, têxteis, produtos de tabaco, suportes de gravação e impressão, móveis, vestuário e couro. A maior produção está organizada em torno de 280 parques industriais, com outros 190 programados para abrir durante o ano de 2012. Quase metade das indústrias argentinas estão sediadas na área da Grande Buenos Aires, apesar de cidades como Córdoba, Rosário e Ushuaia também serem importantes centros industriais, sendo esta última o principal centro de produção de eletrônicos do país desde a década de 1980. A produção de computadores, notebooks e servidores cresceu 160% em 2011, para quase 3,4 milhões de unidades e cobriu dois terços da demanda local. Outro importante setor historicamente dominado pelas importações – máquinas agrícolas – também terá fabricação principalmente nacional.

Licenças de construção cobriam quase 19 milhões de m² pelo país em 2008. As contas do setor de construção civil respondem por mais de 5% do PIB e dois terços do setor foi voltado para edifícios residenciais. O país tornou-se um centro de investimento para empresas de alta tecnologia, tem um desenvolvimento significativo na indústria eletrônica, eletromecânica e ótico, 70% das empresas do setor são exportadoras. Em 2013 exportou US $ 700 milhões para mais de 60 países, incluindo a Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Índia, Itália e África do Sul, entre outros.

Na última década, dobrou a participação da indústria no PIB, registrando um aumento de 105%, com um forte aumento da produtividade do trabalho.

Ele também obteve um crescimento diversificado, especialmente em sectores de alto valor acrescentado: o setor automotivo cresceu neste período, de 409%, os minerais não-metálicos 177%, 175% metalúrgicas, têxteis, de 158%, ou de 102% de borracha e plástico, 95 % substâncias e produtos químicos.

Polônia celebra sua data nacional

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A República da Polônia que celebrou sua data nacional no último dia 03 de maio é um país da Europa Central que tem fronteiras comuns com a Alemanha a oeste; com a República Checa e a Eslováquia ao sul; com a Ucrânia e a Bielorrússia a leste; com o Mar Báltico, o Kaliningrad Oblast e a Lituânia ao norte. A área total da nação é 312 679 quilômetros quadrados, o que a torna o 69º maior país do mundo e o 9º maior da Europa. Com uma população de mais de 38,5 milhões de pessoas, a Polônia é 34º país mais populoso do mundo, o sexto membro mais populoso da União Europeia (UE) e o Estado pós-comunista mais populoso da UE. A Polônia é um Estado unitário dividido em 16 subdivisões administrativas.

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Muitos historiadores traçam o estabelecimento do Estado polonês em 966, quando Mieszko I, governante de um território mais ou menos com a mesma extensão que o da atual Polônia, se converteu ao cristianismo. O Reino da Polônia foi fundado em 1025 e em 1569 cimentou uma associação política de longa data com o Grão-Ducado da Lituânia, assinando a União de Lublin, que acabou por formar a Comunidade Polaco-Lituana. A Comunidade gradualmente deixou de existir nos anos 1772-1795, quando o território polaco foi dividido entre o Império Alemão, o Império Russo e a Áustria. A Polônia recuperou sua independência (como a Segunda República Polonesa), no final da Primeira Guerra Mundial, em 1918.

Duas décadas depois, em setembro de 1939, a Segunda Guerra Mundial começou com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista e a União Soviética (como parte do Pacto Molotov-Ribbentrop). Mais de seis milhões de cidadãos poloneses morreram na guerra. Em 1944, a República Popular da Polônia foi proclamada e, em 1947, depois de um breve período de conflitos, referendos e eleições fraudadas, o país se tornou um Estado satélite do chamado “Império Soviético”. Durante as Revoluções de 1989, o governo comunista polonês foi derrubado e a Polônia adotou uma nova constituição, que estabeleceu o país como uma democracia e o renomeou para Terceira República Polonesa.

Apesar da enorme destruição causada no país pela Segunda Guerra Mundial, a Polônia conseguiu preservar grande parte da sua riqueza cultural. Há no país 14 lugares inscritos na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, além de outros 54 “Monumentos Históricos”. Atualmente, a Polônia é considerada um país com um desenvolvimento humano “muito alto”.

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Economia

A economia de alta renda da Polônia é considerada uma das mais saudáveis dos países pós-comunistas e é uma das que mais cresce dentro da UE. Por ter um mercado interno forte, baixo endividamento privado, moeda flexível e não ser dependente de um único setor de exportação, a Polônia é a única economia europeia que conseguiu evitar a recessão de 2008-2009. Desde a queda do governo comunista, a Polônia tem seguido uma política de liberalização da economia. É um exemplo do processo de transição de uma economia planificada para uma economia essencialmente baseada no mercado. Em 2009, o país apresentou o maior crescimento do PIB na União Europeia – 1,6%. O setor bancário polaco um dos maiores do mundo, com 32,3 agências bancárias para cada 100 mil adultos.

A Polônia tem um grande número de fazendas particulares em seu setor agrícola, com o potencial para se tornar um dos principais produtores de alimentos na União Europeia. As reformas estruturais na área da saúde, da educação, do sistema de aposentadoria e da administração do Estado resultaram em pressões fiscais maiores do que o esperado. Varsóvia lidera na Europa Central em investimentos estrangeiros. O crescimento do PIB tinha sido forte e constante entre 1993 e 2000, com apenas uma curta desaceleração entre 2001 e 2002. A economia teve um crescimento de 3,7% ao ano em 2003, um aumento de 1,4 % ao ano em 2002. Em 2004, o crescimento do PIB alcançou 5,4%, em 2005 de 3,3% e em 2006 de 6,2%. De acordo com dados do Eurostat, o PIB polaco PPC per capita situava-se em 67% da média da UE em 2012.

O desafio econômico mais notável em 2014, é a preparação da economia (através da continuação de reformas estruturais) para permitir que a Polônia atenda aos critérios econômicos para entrar na zona euro. De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco Radosław Sikorski, o país poderia aderir à zona euro antes de 2016. Algumas empresas já aceitam o euro como pagamento. No entanto, a capacidade de estabelecer e realizar negócios facilmente tem sido motivo de dificuldades econômicas. Em 2012, o Fórum Econômico Mundial classificou a Polônia perto da parte inferior dos países da OCDE em termos de clareza, eficiência e neutralidade do seu quadro jurídico empresarial de resolução de disputas.

De acordo com um relatório do Credit Suisse, os poloneses são o segundo povo eslavo mais rico (depois dos tchecos) da Europa Central. Apesar da Polônia ser um país etnicamente homogêneo, o número de estrangeiros está crescendo a cada ano.