A briga do momento, depois da proibição imposta ao governador pela Justiça deixando a imprensa em paz, promete.

PANORAMA POLÍTICOPEDRO WASHINGTON     E.mail: prpress@terra.com.br  A briga do momento, depois da proibição imposta ao governador pela Justiça deixando a imprensa em paz, promete. Novos lances virão após o cancelamento de duas cláusulas do convênio firmado no governo anterior entre a Paranaprevidência e o Ministério Público. O governador avocou a si a concessão de aposentadorias, como já o fizera quando desconfiou que uma gangue estava montada para a concessão de medicamentos especiais pela Secretaria de Saúde. O certo naquele caso seria uma investigação com punição de culpados, se houvessem. Jamais deixar um assunto como esse, tal a sua gravidade, limitado a uma simples suspeita. Da mesma forma, as concessões de aposentadorias ilegais e de alto valor, só podem ter ocorrido com a conivência de setores do órgão previdenciário. Simplesmente avocar a si as novas concessões, não exime os responsáveis de outra investigação. Fica assim o governo que tantas acusações já assacou contra seu antecessor, na condição de acobertador de situações que mereceriam um exame acurado. São muitos os casos a serem explicados, tais como a briga que envolveu dois secretários no mandato anterior com troca de acusações pesadas; os supostos aditivos na secretaria de Obras e na Sanepar, além de outras questões nebulosas como a compra dos televisores e a transferência da responsabilidade pela construção de obras da Secretaria de Educação, antes vinculadas à de Obras. Todas essas  situações deixam sobre a cabeça dos titulares no mínimo a suspeição de incompetência, sem apelar para outros qualificativos. Há ainda a compra da Usina de Araucária, “a que ia explodir” segundo o próprio governador, e a compra da Elejor, envolvendo centenas de milhões de reais.  A auréola que sempre cercou o governador de não pactuar com a desonestidade em sua vivência política, sem explicações satisfatórias fica bastante arranhada. Vai sobrar…A briga com o MP, motivada pelo combate que o órgão tenta promover ao nepotismo no governo estadual terá outra conseqüência que atingirá no mínimo, uma parcela dos aposentados pelo Estado.  …para muitosO governo estuda taxar os que recebem mais de R$ 5 mil mensais com os 11% autorizados no país desde a reforma previdenciária de 2003.  Desconto  que no Paraná não vigora, por decisão do próprio governador.      Nome em alta

Um nome do PT do Paraná começa a ganhar força para presidir o partido em nível nacional. O do deputado federal André Vargas, atual presidente estadual. Com apoio de nomes ligados ao ex-Campo Majoritário e da ministra do Turismo, Marta Suplicy. Em contrapartida fortaleceriam o grupo de Marta para conquistar o comando de São Paulo.

 

Disputa local

A ascensão de Vargas abrirá espaço para uma disputa no Paraná. Com várias facções do partido em constante disputa interna, certamente vários nomes estarão na berlinda. Gleisi Hoffmann, Tadeu Veneri, Dr. Rosinha são algumas das possibilidades.

 Sem solução

Com a negativa de Goiás, Espírito Santo e estados do nordeste, a solução amigável da guerra fiscal não aconteceu. Restará ao governo federal a outra solução aventada: a incorporação  do tema na reforma tributária que será enviada ao Congresso, anulando favorecimentos fiscais ocorridos após este setembro.

 Apoio

A nova investida do presidente Hugo Chavez para ampliar a sua força regional, intervindo agora junto ao grupo guerrilheiro colombiano das Farc para obter o resgate de pessoas seqüestradas, conta também com o apoio do presidente Lula. Em telefonema ao líder venezuelano, ofereceu “toda a colaboração política e diplomática necessária”.

 Mesa farta

Com reajuste de salários garantido os servidores da UFPR voltaram ao trabalho após 100 dias de greve. A comemoração maior foi feita pelos estudantes com a reabertura dos restaurantes universitários, onde 107 mil refeições são servidas diariamente a R$ 1,30.

 Falta sentida

Um dos setores mais afetados pela greve dos funcionários foi o Hospital das Clínicas, que teve alguns serviços reduzidos pela falta de funcionários, inclusive  leitos na Unidade de Terapia Intensiva. Situação normalizada em 22 de junho com liminar expedida pela Justiça Federal.

 Encontros

Os encontros regionais do PMDB vão ter seqüência. Depois do realizado em Telêmaco Borba, em agosto, setembro sediará quatro novas reuniões. Respectivamente em Ponta Grossa (11), Londrina (14), Paranavaí (15) e Curitiba e Região Metropolitana (22). À frente o presidente Renato Adur, preparando os filiados para 2008.

 Paranaguá de fora

Ontem a coluna afirmou o crescimento da movimentação no porto de Itajaí e a preocupação com a concorrência que o de Navegantes certamente trará. A euforia atual foi confirmada pelo ranking dos 100 maiores movimentadores de contêineres no mundo. Do Brasil, só Santos e Itajaí.

 Confirmação

O conselheiro do TC, Fernando Guimarães, ouvido pela Comissão de Comunicação da AL, confirmou o aumento exagerado de gastos publicitários pelas estatais Sanepar e Cohapar, em 2006, ano eleitoral.

 Em choque

Do líder da oposição na AL, deputado Élio Rusch, em discurso sobre segurança: “O problema dos investimentos anunciados pelo governo federal é privilegiar as capitais, uma das  pontas de consumo de drogas. O combate tem que ser intensificado nas áreas de entrada. De Foz a Guaira onde o tráfico é mais intenso”.