Os ministros da Agricultura do Brasil e do Paraguai discutiram na sexta-feira, em Foz do Iguaçu, medidas de combate à febre aftosa na fronteira entre os dois países.

Os ministros da Agricultura do Brasil, Reinhold Stephanes, e do Paraguai, Alfredo Molinas Maldonado, discutiram na sexta-feira, em Foz do Iguaçu, medidas de combate à febre aftosa na fronteira entre os dois países.

Segundo o ministro brasileiro, uma das soluções para reduzir os riscos de circulação de animais portadores do vírus da doença entre os dois países é o ajuste do calendário de vacinação contra a aftosa para que os rebanhos possam ser imunizados no mesmo período nos dois países, o que poderá ser feito já no próximo mês de novembro.

“Os governos do Brasil e do Paraguai vivem um dos melhores momentos em termos de integração, propício para  a busca de soluções conjuntas”, afirmou Stephanes. Ele ressaltou o interesse brasileiro no controle da aftosa, por ser o país o maior exportador de carne do mundo. Como a vacinação faz parte de um programa de governo já definido, é só uma questão de acertar o calendário e cumprir com as metas estabelecidas, reforçou o ministro.

Para auxiliar o trabalho de controle dos rebanhos, será entregue aos serviços de sanidade animal dos dois países um software livre desenvolvido no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), O Sanidade Net, apresentado sexta-feira aos ministros. De acordo com a assessoria de imprensa da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, todas as 2,7 mil propriedades rurais da fronteira localizadas no Paraná já foram cadastradas no Sanidade Net. A experiência será levada agora para o Paraguai.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, disse que a iniciativa deve servir de exemplo. “Os países da América do Sul estão mobilizados para erradicar a febre aftosa. A integração que a Itaipu proporciona ao Brasil e ao Paraguai servirá de referência para o continente.”

O encontro de sexta foi terceiro entre ministros da Agricultura de Brasil e do Paraguai para discutir ações conjuntas de controle da sanidade animal. De acordo com a assessoria, o ministro paraguaio demonstrou intenção de adotar o sistema de controle de sanidade animal também nas fronteiras com a Argentina e a Bolívia.