A chancelaria brasileira tenta viabilizar a visita ao Brasil até o fim do ano de líderes de países árabes.

Segundo o presidente da República, Jair Bolsonaro, o Itamaraty está negociando a vinda do príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, do emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, do rei do Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa, e do presidente dos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayed Al Nahyan.

“Estamos trabalhando para receber ainda este ano em Brasília o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita, o emir do Catar, o rei do Bahrein e o novo presidente dos Emirados Árabes”, afirmou Bolsonaro em fala gravada e exibida hoje (4) no Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, da Câmara Árabe-Brasileira. “Na minha gestão, o Brasil intensificou relações com o Mundo Árabe. Fui o primeiro presidente a visitar os países do Golfo no mesmo mandato”, disse.

Na fala, Bolsonaro destacou outras aproximações com os países árabes. Entre elas, a criação da Embaixada do Brasil no Bahrein, a 18ª representação na Liga Árabe, que tem 22 países. O presidente mencionou também visita a nove países da região do secretário de assuntos estratégicos, Almirante Flávio Rocha, e a missão do ministro da Agricultura, Marcos Montes, à Jordânia, ao Egito e ao Marrocos para ampliar a importação de fertilizantes, ambas no primeiro semestre.

Para Bolsonaro, a Liga Árabe já é o terceiro maior mercado para os produtos brasileiros, atrás da China e dos Estados Unidos. A corrente de comércio com a região já somaria US$ 24 bilhões e deve seguir avançando. Entre janeiro e abril, as exportações do Brasil para a Liga somaram US$ 5,2 bilhões, frente aos US$ 4 bilhões alcançados no mesmo período do ano passado, segundo o presidente.

Bolsonaro também disse que os fundos árabes já investem US$ 20 bilhões no Brasil e que quer estimular a vinda de mais capital. “É nosso objetivo concluir com os países árabes acordos de facilitação de investimentos que evitem a dupla tributação”, disse em referência ao fato de o Brasil ter acordo desse tipo apenas com os Emirados Árabes na Liga.

O presidente disse também que o Brasil busca mais acordos de livre comércio com a região, além do Mercosul-Egito, o único em vigor. Bolsonaro afirmou que já há negociações com os Emirados Árabes para firmar um entendimento em termos similares aos do Mercosul-Egito, mirando a diversificação da pauta comercial dos dois lados.

O Fórum Econômico Brasil-Países Árabes tem o patrocínio da Apex Brasil e da BRF Sadia Halal. Também viabilizam a iniciativa a zona franca KIZAD, a certificadora FAMBRAS Halal, a Pantanal Trading e a Embratur.

Fonte: Câmara de Comércio Árabe-Brasileira