BOLSONARO SABOTA

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Enquanto auxiliares do Palácio do Planalto se articulam para demonstrar alguma união com outros poderes e governadores no combate à pandemia de covid-19, o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) joga contra a sua equipe. Assessores da presidência, da Casa Civil e da secretaria do Governo trabalham para seguir as linhas traçadas por um pacto nacional que vem sendo pleiteado pelos Estados e o Congresso. Mas, o presidente reitera em suas ações que não tem a menor intenção de mudar sua estratégia.

Em duas aparições públicas, na sua live de quinta, e numa conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a criticar governadores que impõem medidas de restrição de circulação, reforçou que entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para impedir esses decretos e citou que, em algum momento, o Governo Federal tenha de tomar uma “medida dura”, por causa da pandemia. Foi uma repetição do discurso que vem adotando há um ano.

A diferença é que agora o Brasil registra quase 300.000 óbitos em decorrência do coronavírus e encontra dificuldades em adquirir vacinas, já que ignorou as ofertas de preferência de compras apresentadas no ano passado, e está prestes a ficar sem remédios básicos para UTIs em 18 Estados.

INFLAÇÃO DE 4,71%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu de 4,60% para 4,71%. É a 11ª semana consecutiva de aumento. A estimativa está no boletim Focus desta segunda (22), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,51%. Tanto para 2023 como para 2024 as previsões são de 3,25%.

MAIS CORRUPÇÃO 

A expectativa de que haja mais corrupção no Brasil subiu ao maior nível desde que Jair Bolsonaro (sem partido) assumiu a Presidência, em 2019: 67% dos brasileiros dizem esperar que haverá mais malfeitos daqui para a frente, diz o Datafolha.

VACINAÇÃO AVANÇA 

Com 63.320 novas doses de Coronavac recebidas do Ministério da Saúde, a vacinação contra a Covid-19 em Curitiba alcança os idosos com 71 anos completos ou mais. As novas doses recebida ontem começam a ser aplicadas a partir de amanhã. Seguindo nova orientação do governo federal, todas estas novas doses serão destinadas à primeira aplicação. Ou seja, não será necessário guardar metade da remessa para a segunda dose, pois o Ministério da Saúde se comprometeu a enviar em tempo hábil vacinas para a reaplicação.

CRONOGRAMA

A aplicação das novas doses entregues agora ocorrerá de quarta-feira (24/3) a sábado (27/3), uma faixa etária por dia. Na quarta-feira (24/3) serão vacinadas pessoas com 74 anos completos. Na quinta (25/3), será a vez de idosos com 73 anos completos. Na sexta-feira (26/3), serão vacinadas pessoas com 72 anos completos. E no sábado (27/3), serão vacinadas pessoas com 71 anos completos.

CONTRA LULA CANDIDATO

Com a anulação das condenações, Lula está apto a participar da eleição presidencial de 2022. A pesquisa mostra que os brasileiros se dividem sobre uma eventual candidatura do petista, no limite da margem de erro. Os percentuais são: 51% acham que Lula não deveria concorrer em 2022; 47% acham que Lula deve concorrer; 2% não sabem

CONDENAÇÃO JUSTA

A pesquisa Datafolha mostra que 57% dos brasileiros consideram justa a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá. E 51% acham que o ministro Edson Fachin, do STF, agiu mal ao anular essa e outras decisões envolvendo o petista em da Operação Lava Jato.

AGILIDADE NAS VACINAS 

Vacina é a principal pauta da reunião da Frente Parlamentar contra o Coronavírus, da Assembleia Legislativa. Segundo o coordenador do colegiado, deputado Michele Caputo (PSDB), a vice-diretora da OMS, Mariângela Simão vai participar da reunião e falar sobre a situação das vacinas no mundo e medicamentos que já foram aprovados para o tratamento da COVID-19.

BETO PEDE SOCORRO

O secretário estadual da Saúde do Paraná, Beto Preto, afirmou, na manhã desta segunda-feira (22), que são necessários cerca de 1 mil cilindros de oxigênio para abastecer o sistema de saúde do estado. Beto Preto pede aos empresários que cedam cilindros para oxigênio que são usados na linha de produção em suaS empresas.

MORREU HENRIQUE ALMEIDA

Morreu, vítima de Covid19. Henrique do Rego Almeida, 84 anos. Empresário, industrial e político, formado em Economia pela Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná, foi diretor da CR Almeida, ao lado de seu irmão Cecílio do Rego Almeida. Em 1990 foi eleito senador pelo PFL do Amapá para um mandato de quatro anos.

NEM LULA, NEM BOLSONARO

O Paraná Pesquisas divulgou sondagem em que 46,3% dos brasileiros não se considera nem lulista nem bolsonarista. São declaradamente bolsonaristas 27,6% e lulistas, 22,3%. Não sabe ou não opinou: 3,8%.

DORIA E MORO REJEITADOS

A 1 ano e meio das eleições de 2022, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro são os 2 possíveis candidatos à Presidência da República com maior rejeição. Pesquisa PoderData realizada nesta semana em todo o país com 3.500 pessoas indica, ainda, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a menor rejeição entre os postulantes.

LULA VENCERIA BOLSONAO

Pesquisa PoderData realizada de 15 a 17 de março em todo o país com 3.500 pessoas indica que, se a eleição presidencial fosse hoje, Jair Bolsonaro (sem partido) iria para o 2º turno com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atual presidente tem 30%, e o petista, 34%. Como a margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, há quase um empate técnico no limite desses percentuais.

POLARIZAÇÃO É GRANDE

A polarização é grande. Depois de Bolsonaro e Lula, todos os demais candidatos testados ficam com menos de 10%. O ex-juiz federal da Lava Jato Sergio Moro (sem partido) tem 6%. Ciro Gomes (PDT), 5%. O empresário e apresentador da TV Globo Luciano Huck (sem partido) fica com 4%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 3%. João Amôedo (Novo) tem 3% e Luiz Henrique Mandetta (DEM), 2%.

OAB QUER INTERVENÇÃO DO STF

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a adquirir vacinas suficientes para a imunização em massa da população contra a covid-19. A ação é assinada pelo presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, que acusa o governo federal de encarar a vacinação ‘mais como um problema do que uma solução’, levando a atrasos nas campanhas de imunização e aumento do risco do surgimento de novas variantes no país.

PROBLEMA U SOLUÇÃO?

“A Presidência da República e o Ministério da Saúde têm encarado as vacinas mais como um problema do que uma solução. Em inúmeros episódios, aqueles que deveriam ser responsáveis por gerir as crises se valeram de seus discursos e cargos para deslegitimar a vacinação, discriminando os imunizantes de determinados países e fazendo terrorismo sobre os possíveis efeitos da vacina na saúde da população”, anotou Santa Cruz.

PRIVATIZAÇÃO EM MARCHA

Naquela famosa e tumultuada reunião ministerial de 22 de abril, na qual o presidente Bolsonaro havia exercitado com maestria uma coleção de palavrões, ficou clara certa intervenção do ministro da Economia, embora pouco explorada depois, ao garantir que, no contexto do programa da desestatização, o Banco do Brasil “estava prontinho” para ser privatizado; o que naquela hora não sofreu contestação, nem do presidente.

SE DESVENCILHAR

Quem viu e ouviu Paulo Guedes sentiu que, com base na segurança de tal informação, o governo já havia esgotado avaliações dos pontos favoráveis para desvencilhar-se da principal instituição financeira que o país preserva desde os idos de Dom João VI. Ministros do passado que estiveram na cadeira de Guedes também achavam que se tratava de uma boa ideia, por considerar que o banco deixou de ser do Brasil para ser apenas dos funcionários e dos políticos. Mas preferiram passar ao largo e escapar dos ataques dos estatizantes, quase sempre violentos.

QUEREM COMPENSAÇÃO

A Associação Comercial do Paraná encaminhou cartas ao prefeito Rafael Greca e ao governador Ratinho Júnior solicitando medidas de apoio às empresas afetadas pelas paralisações. Em março, o comércio de Curitiba só esteve autorizado a funcionar durante três dias, primeiro obedecendo ao decreto estadual e em seguida ao decreto municipal. Na última sexta-feira, as medidas restritivas foram estendidas até o próximo dia 28.

FRASES

“Estão esticando a corda.”

Jair Bolsonaro ameaçador contra restrições e isolamento