Bolsonaro mantém auxílio

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O presidente Jair Bolsonaro informou que o Auxílio Emergencial será de R$ 300 por mais 4 meses. O valor do benefício, criado para anteder trabalhadores informais que perderam renda em razão da pandemia do novo coronavírus, foi anunciado após reunião do presidente com ministros e parlamentares aliados no Palácio da Alvorada.

“Agora resolvemos prorrogá-lo [o auxílio] por medida provisória até o final do ano. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do Bolsa Família. R$ 300 reais”, disse o presidente. Bolsonaro disse que o valor é menor que os atuais R$ 600, mas “atende” o que se espera do programa.

“O valor como tínhamos dizendo, R$ 600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Podemos dizer que não é um valor suficiente muitas vezes para todas as necessidades. Mas basicamente atende”, completou o presidente. A criação do auxílio, em abril, previa três parcelas de R$ 600, até julho.

Dallagnol fora

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, vai deixar o comando da operação nos próximos dias. De acordo com informações obtidas pela reportagem, ele vai se afastar em razão de problemas familiares.

Consumo caiu

Base da recuperação econômica após a recessão iniciada em 2014, o consumo das famílias brasileiras caiu 12,5% no segundo trimestre de 2020 em relação aos três meses anteriores.

Economias em queda

A pandemia do novo coronavírus derrubou as economias de praticamente todos os países no segundo trimestre 2020. As quedas variam de 3% a 20%, de acordo com dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para quase 30 países que já divulgaram o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no período. Na média, a queda foi de 9,5%. A exceção é a China, que cresceu 11,5% no período

Vacina em 2021

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, informou que a previsão é que, se tiver a eficácia comprovada, as primeiras doses da vacina contra o coronavírus sejam distribuídas no início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização, que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).

Guedes na frigideira

Paulo Guedes está na frigideira. Ou Bolsonaro quer dar a impressão de que está. As cotoveladas do presidente no ministro da Economia não vêm de hoje. Em vários momentos de um governo que parece ser interminável, o Capitão enquadrou o seu subordinado. Queria sempre demonstrar que aquela história de “posto Ipiranga” era mais para inglês ver.

Renda Brasil

O MPF estima que os pagamentos de contas pessoais de Fabrício Queiroz teriam sido feitos por pessoas próxima a Frederick Wassef, ex-advogado de Flávio Bolsonaro. As benesses se juntariam aos suposto custeio de tratamento de Queiroz por Wassef, suspeita levantada pelo MPF com base nos relatórios do Coaf.

Ex-aliados

Joice Hasselmann e Janaina Paschoal não tem nada contra Bolsonaro retornar ao PSL. Joice dá uma condição: “Pelo menos, pode ficar neutro ou pelo menos entender que, para o caso dele, eu sou a melhor opção”. O Major Olímpio não quer Bolsonaro no PSL e ameaça se retirar levando parlamentares com ele. Já Luciano Bivar abre as portas do partido para o presidente, mas a entrada deve ser julgada pela bancada do Congresso. Bolsonaro queria ser aclamado em seu retorno.

Menos

Informações do Conselho Nacional de Educação, o colegiado projeta que o segmento de ensino superior vai fechar o ano com um terço a menos de postos de trabalho em relação a dezembro de 2019.

Vítima

A CSN acionou a Polícia Federal para investigar um esquema de fraudadores que estaria usando ilegalmente o nome da siderúrgica junto a fornecedores e clientes da empresa, inclusive no exterior. Há denúncias de emissão de notas fiscais frias atribuídas à campanha e até de tentativa de extorsão de parceiros da CSN

Roteiro

O assassinato do pastor Anderson do Carmo por Flordelis dos Santos é digna de novela, a começar pelo nome dela. O assassinato daria um excelente roteiro. Uma mulher mandando assassinar o marido a tiros, com ajuda dos filhos, depois de tentar matá-lo por envenenamento. Há detalhes sexuais na história: o morto e um filho de Flordelis namorou uma irmãs, antes de se amasiar com a mãe. Tem também uma orgia numa casa de swing. Nelson Rodrigues, perto disso, é um anjo de procissão.

Religião

A prisão do Pastor Everaldo trouxe de volta o batismo de Bolsonaro e Wilson Witzel no Rio Jordão. Não é um caso isolado; em 2007, Sônia e Estevam Hernandes, da igreja Renascer, foram presos nos Estados Unidos por transporte ilegal de dólares. Agora, tem a rocambolesca história de Flordelis. Mas, a igreja católica também está encrencada com o padre Robson  de Oliveira Pereira, suspeito de ter desviado R$ 120 milhões de fiéis.

“Quinto irmão”

Pedro Guimarães, da Caixa, bem cotado para substituir Paulo Guedes, faz de tudo para agradar a família Bolsonaro. Fala sobre a conjuntura e diz ao clã o que ele quer ouvir. É chamado de “05”, uma distinção afetiva ao “quinto irmão” da família. Guedes está aguentando isso, além de carregar o desenvolvimentista Rogério Marinho. Ele tem muita vontade de pegar seu boné. Mas, acha que sairia derrotado nessa novela.

Mulheres

Damares Alves lançou um campanha no Ministério da Família em defesa de maior presença de mulheres na política. A causa é rechaçada pela própria base de Bolsonaro, a começar pela deputada Caroline de Toni. Discípula de Olavo de Carvalho, ela é autora do projeto de lei que propõe acabar com a cota de 30% de candidatas mulheres.

Serviços

Mesmo tento durado apenas dois trimestres até agora, a crise gerada pela pandemia é a mais severa já registrada para o setor de serviços, que abarca mais de 70% do PIB. Segundo a FGV, o valor adicionado dos serviços teve perda de 9,7% na recessão atual, maior tombo já observado em dez ciclos recessivos inteiros. O quadro ainda é pior no segmento “outros serviços” que reúne atividades que demandam maior convívio social, como restaurantes e serviços prestados às famílias. O setor teve queda de quase 23% no primeiro semestre.

Quem quer?

Difícil será encontrar na privatização dos correios uma empresa quebrada por privilégios com plano de saúde de meio bilhão de reais, único no mundo que beneficia para trás (pais, avós, etc.).

Assustador

Ao criticar o Supremo por proibir a polícia de combater o crime em favelas do Rio, o procurador Marcelo Rocha Monteiro desabafou, indignado. Para ele “é assustador como o STF está sempre disposto a atender demandas dos bandidos”, referindo-se à proibição ao uso de helicóptero que é “antigo sonho dos bandido”. No Morro de São Carlos, no Rio, por dois dias da semana passada teve um tiroteio de 27 horas entre facções.

Tráfico com selo

A Polícia Federal e a Receita estão intensificando a vistoria de pacotes que passam pelos Correios. Traficantes estão se aproveitando da greve da estatal e do menor número de funcionários nos centro de distribuição para aumentar o despacho de drogas disfarçadas de compras em sites de e-commerce. Ou seja: o Brasil não é para amadores.

Inspiração

Quem melhor observar as irregularidades cometidas nos gastos de Wilson Witzel, poderão ver as mesmas manobras cometidas no passado por Sérgio Cabral. Deve ser uma questão de inspiração.

Encantado

O presidente Jair Bolsonaro está encantado com o ex-presidente Michel Temer. Cogita até oferecer a ele a embaixada do Brasil no Líbano.

Calendário

Com a licença médica de Celso de Mello, a expectativa no entorno de Jair Bolsonaro é que ele antecipe as conversas com potenciais candidatos à vaga no STF. A princípio, a aposentadoria de Mello estava prevista para novembro. Jorge Oliveira, secretário-geral da Presidência é o grande favorito.

Burlando sentenças

O MP junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal tentou driblar decisão do Supremo que o obriga abordar órgãos do governo do DF somente através da presidência da Corte e não mais diretamente como fazia. O problema é que os membros do chamado MP de Contas continuaram a agir como antes, utilizando-se de um subterfugio: a lei de Acesso à Informação. Vai dar um imbróglio.

Almanaque

O Brasil é um dos poucos – senão o único – países do mundo que tributam a intermediação financeira, o que torna o crédito muito elevado. A cada R$ 100 de spread bancário, cerca de 20% ficam com o Estado. É uma parceria maior que os lucros. Os bancos não cobram juros elevados porque querem, há causas estruturais que impactam no spread.

Frases

“Estender o auxílio emergencial é uma decisão correta, já que a atividade econômica ainda não foi totalmente retomada.”

Ricardo Barros, l[líder do governo na Câmara Federal.