Bolsonaro afirma que não irá se vacinar contra a Covid-19

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou nesta quarta-feira, 13, a sua posição de não se vacinar contra a Covid-19. Ele reforçou o seu argumento de que por ter contraído a doença já está imunizado e não precisa receber a vacina. Diferente de outras vezes, em que deixou a possibilidade em aberto para o futuro, o chefe do Executivo cravou que não se vacinará.

“Eu decidi não tomar mais a vacina. Eu estou vendo novos estudos, a minha imunização está lá em cima, para que vou tomar a vacina? Seria a mesma coisa que você jogar R$ 10 na loteria para ganhar R$ 2. Não tem cabimento isso”, disse em entrevista à Jovem Pan.

Já foi comprovado cientificamente que pessoas vacinadas estão mais protegidas contra casos graves do vírus, além de terem menor possibilidade de ser infectado. Um recente estudo do Reino Unido também mostrou que os vacinados que são infectados trasmitem muito menos do que os não imunizados.

Bolsonaro citou a liberdade individual como justificativa. “Para mim, a liberdade acima de tudo. Se o cidadão não quer tomar a vacina, é um direito dele e ponto final”, falou o presidente.

Sem a vacina, Bolsonaro foi proibido de assistir o jogo entre Santos e Grêmio no último domingo, 10, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. Para acessar os estádios no Brasil é necessário comprovar a vacinação completa. Alguns locais aceitam teste negativo para covid-19. Em setembro, em encontro da ONU em Nova York, ele foi proibido de acessar áreas internas de restaurantes por não estar vacinado.

O chefe do Executivo pode tomar a vacina desde o dia 3 de abril, quando o governo do Distrito Federal começou a aplicar o imunizante em idosos a partir de 66 anos no DF. Bolsonaro completou 66 anos em 21 de março.

A maior proteção gerada pelas vacinas faz com que o Brasil viva o seu melhor momento desde o início da pandemia. Na terça-feira, 12, o Imperial College informou que a taxa de transmissão do coronavírus no Brasil alcançou o menor índice desde abril de 2020, quando começou a ser medida, ficando 0,60. Isso significa que 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 60, o que diminui o ritmo de contágio.