As bolsas nos Estados Unidos e na Europa reagiram bem nesta sexta-feira às boas notícias em relação à economia americana, inclusive no setor imobiliário, pivô da atual crise nos mercados financeiros.

O índice Dow Jones, de Nova York, reverteu as quedas que havia registrado na abertura para ganhos. Às 13h (14h em Brasília), registrava alta de 0,49% (13.301,24 pontos).

O Nasdaq, que reúne empresas de tecnologia, também registrou alta após a divulgação de dados dos setores imoboliários e industrial. Às 13h (14h em Brasília), estava em 2.556,45 pontos (alta de 0,58%).

Na Europa, Londres fechou em alta de 0,37% e Paris, com ganhos de 0,83%. Apenas o índice DAX, de Frankfurt, encerrou o dia em ligeira baixa, de 0,06%.

A Bovespa acompanha a alta nos Estados Unidos. Às 14h15, o Ibovespa registrava alta de 1,41%. O dólar era negociado a R$ 1,962, com queda de 1,45%.

Boas notícias

Os dados, divulgados pelo Departamento do Comércio, que mais agradaram os mercados indicaram que as vendas de novas propriedades aumentaram 2,8% em relação a julho de 2006.

Até esta sexta-feira, analistas previam uma nova queda na venda de casas, que já havia caído 4% em junho.

Além do aquecimento inesperado no setor imobiliário, foram divulgados nesta sexta-feira dados indicando um aumento nas encomendas à indústria em julho.

Segundo as informações do Departamento do Comércio, o número de pedidos de bens duráveis aumentou 5,9% no mês passado, o maior aumento em mais de dez meses.

Para o economista da consultoria Decision Economics, de Nova York, os dados sobre as vendas de casa são "surpreendentemente firmes" e, aliados às boas notícias na indústria, mostram que a economia americana estava razoavelmente "robusta" no mês que antecedeu a crise imobiliária.

As recentes turbulências no mercados foram geradas por calotes no setor de hipotecas "subprime", como são chamados os créditos imobiliários de alto risco nos Estados Unidos.

Os calotes atingiram nível recorde no último ano, provocando temores sobre os possíveis impactos negativos que uma crise de crédito nos Estados Unidos poderia ter na economia americana e mundial.

Na Ásia, o fechamento estável da Bolsa de Nova York na véspera desestimulou os investidores.

As principais bolsas da região fecharam em baixa, com exceção de Xangai, que mais uma vez se diferenciou ao registrar forte alta, de 1,49%, graças ao otimismo em relação às empresas chinesas.

A bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,41%. Hong Kong registrou perda de 0,2% após uma semana de fortes valorizações.