BOCA GRANDE

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O mercado de câmbio e de ações no Brasil vive dias de forte tensão. Qualquer pequeno fato já é suficiente para vermos ações caírem e o dólar subir às alturas. Parece que o ministro da Economia, Paulo Guedes, resolveu colocar “gasolina” nesta fogueira. Guedes propôs um perdão para permitir gastos de R$ 30 bilhões ou mais fora do teto de gastos com o objetivo de financiar o Auxílio Brasil, o novo nome que o atual governo deu ao Bolsa Família. Imediatamente o mercado reagiu com o dólar chegando a R$ 5,67 durante o dia, nesta quinta-feira, e baixa na bolsa de valores que chegou a 2,46%.

CORREIOS

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, declarou que a privatização dos Correios deve acontecer até julho do próximo ano. Este tempo deve levar em conta o tempo de análise pelo Congresso Nacional e a avaliação do edital pelo Tribunal de Contas da União. Faria ainda afirmou que os Correios têm perdido receitas com a entrega de encomendas e que, se a privatização não for aprovada agora, a iniciativa privada não terá mais interesse em adquirir a estatal. O projeto prevê a privatização de 100% dos Correios.

SEM ÁGUA

A Usina hidrelétrica Itaipu registrou sua menor produção de energia elétrica desde que começou a operar em sua plenitude, em 2005. O problema é a crise hídrica, que reduziu o volume de água do Rio Paraná. A usina fornece 86% de toda a energia elétrica do Paraguai e 10% da energia elétrica no Brasil. A produção de Itaipu ficará entre 65 mil e 67 mil gigawatts hora (GWh) neste ano. Isto é 15% a menos do produzido em 2020.

VAI GERAR CRISE

A empresária Luíza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luíza, disse que teme as novas altas de juros que o Banco central pretende fazer para conter a inflação. Para ela, “as medidas vão acabar com o consumo e com os empregos”. “Um país emergente como o nosso vive de renda e crédito, não tem dinheiro sobrando. Precisamos ter o juro num patamar bom e ter credibilidade com os investidores”, disse a empresária durante evento promovido por um banco em São Paulo.

GASOLINA IMPORTADA

A Petrobras pode aumentar o volume de combustíveis importados para evitar um possível desabastecimento do setor. A Petrobras já elevou as importações de derivados em 116,1% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, o avanço chegou a 86,3%. A demanda por gasolina é a maior no país desde 2017 e a estatal teme não conseguir atender a demanda do mercado. De acordo com o relatório de produção da empresa, as vendas da gasolina subiram 17,9% no terceiro trimestre. Assim, no acumulado do ano, a alta ficou em 18,5%.

RAMO FUNERÁRIO

Estão sendo formadas grandes empresas no ramo funerário no Brasil. Grandes conglomerados estão comprando empresas menores em todo o país. É o caso do Gruo Zelo, com origem em Belo Horizonte, que comprou mais quatro empresas do ramo, sendo três no Ceará e uma em São Paulo. A empresa tem sido agressiva em seu plano de expansão e já adquiriu mais de 40 empresas do setor em todo o país. Hoje, o Grupo Zelo tem mais de 3 milhões de vidas em sua carteira de planos e está presente em 12 estados e no Distrito Federal, empregando 3,4 mil pessoas.

OVOS

A exportação brasileira de ovos continua indo muito bem. As vendas ao exterior somaram 7,3 mil toneladas no acumulado de janeiro a setembro deste ano. Isto representa um crescimento na exportação de ovos na ordem de 137,7% a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita das exportações de ovos cresceu 111,8% no mesmo período.

OS COMPRADORES

Os Emirados Árabes Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras: no acumulado de janeiro a setembro, as vendas de ovos ao país cresceram 367,7% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado, para 4,4 mil toneladas. Japão, com 649 toneladas (aumento de 185,8%) e Omã, com 271 toneladas, aparecem na sequência.

NUTRIÇÃO ANIMAL

A De Heus, uma das maiores empresas de nutrição animal do mundo, vai investir R$ 40 milhões até o próximo ano em duas de suas unidades de produção no Brasil, sendo que uma delas fica em Toledo, no Paraná e a outra em Itaberaí (GO).

FATURAMENTO

Atualmente, a De Heus, que fatura mais de € 3 bilhões globalmente, tem capacidade anual de produção de 320 mil toneladas no Brasil, onde conta com fábricas também em Apucarana (PR) e Guararapes (SP) e tem, no total, 450 funcionários Entre premixes, núcleos, concentrados, rações e especialidades, a produção representa 750 mil toneladas convertidas de ração.

AZUL NO PR

A Azul quer ampliar sua malha e chegar a 20 destinos servidos no Paraná. O plano de expansão foi detalhado em encontro entre representantes da companhia aérea e o governador do estado paranaense, Ratinho Junior, na UniAzul, universidade corporativa da empresa, em Campinas (SP). Ponta Grossa, Toledo, Pato Branco e Guarapuava, cidades atendidas pela Azul antes da pandemia, voltam a receber voos em dezembro e já contam com passagens sendo comercializadas em todos os canais oficiais da empresa desde terça-feira.

RETOMADA DE VOOS

A retomada das frequências nos quatro destinos se soma às operações que a Azul já realiza em Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina e Maringá, totalizando nove cidades. Os voos para Ponta Grossa, Toledo, Pato Branco e Guarapuava serão cumpridos três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas, com as aeronaves modelo ATR 72-600, para 70 Clientes. A partir de março de 2022, a expectativa da companhia é estar presente nestas cidades com frequências diárias. A novidade deste retorno será a operação em Toledo.

NOVOS DESTINOS

A Azul planeja servir mais onze regiões no estado paranaense, sendo Umuarama com os aviões ATR da Azul, e Guaíra, Paranavaí, Francisco Beltrão, Cornélio Procópio, União da Vitória, Cianorte, Campo Mourão, Telêmaco Borba, Arapongas e Apucarana com os Cessna Gran Caravan, para nove clientes, da sub-regional Azul Conecta. Com isso, a Azul teria 20 destinos atendidos no Paraná, um recorde que tornaria o estado com o maior número de cidades operadas pela companhia no Brasil.