Ao final deste ano, os consumidores de energia elétrica terão redução média de 4,4% nas tarifas de suas contas, em relação ao fim de 2006, de acordo com simulação do Copom do Banco Central.

Ao final deste ano, os consumidores de energia elétrica terão redução média de 4,4% nas tarifas de suas contas, em relação ao fim de 2006, de acordo com simulação do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A estimativa integra a ata da reunião do comitê realizada na semana passada e divulgada na quinta-feira. Na ata da reunião anterior, a previsão era de uma redução menor, 3,6%. O colegiado de diretores do BC projeta ainda menor reajuste para a telefonia fixa, estimando aumento acumulado de 2,8% em 2007, com queda em relação aos 3,3% calculados anteriormente. De acordo com a ata do Copom, o ano terminará sem majoração nos preços da gasolina e do gás de cozinha, em que pese o preço internacional de petróleo ser fonte constante de incerteza e permanecer em um patamar de preços elevado.

Essas projeções sobre preços entram no item da ata denominado "avaliação prospectiva das tendências da inflação", ou seja, elas são importantes para que o BC calcule quais são as pressões inflacionárias que podem haver sobre o conjunto dos preços no país.

O documento do BC diz que, a despeito da “considerável incerteza inerente às previsões sobre a trajetória futura dos preços do petróleo”, permanece plausível o cenário que prevê preços domésticos da gasolina inalterados no ano. O fator contribui para manutenção da projeção de 3,2% para o conjunto dos chamados "preços administrados" (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação, água, saneamento, transporte coletivo urbano e outros).

Essa projeção está, porém, acima das expectativas dos analistas financeiros que todas as sextas-feiras são pesquisados pelo BC sobre tendências do mercado. Essa pesquisa, divulgada toda segunda-feira no Boletim Focus, estima reajustes acumulados de 2,50% neste ano e de 3,50% no ano que vem – também abaixo da simulação do Copom para 2008, que prevê aumentos de 4,50%.

O conjunto dos preços administrados corresponde a 31% em média do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve de parâmetro para a trajetória de metas de inflação que orienta as decisões do Banco Central sobre os juros básicos da economia, a chamada taxa Selic.