Duas das autoridades mais inclinadas a estímulos do Federal Reserve sinalizaram nesta terça-feira que elas e seus colegas continuam firmes e “completamente unidos” em elevar os juros dos Estados Unidos para um nível que irá restringir de forma mais significativa a atividade econômica e controlar a inflação mais alta desde os anos 1980.

Além disso, uma delas – a presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly – disse estar “intrigada” com os preços do mercado de títulos que refletem expectativas de investidores de que o banco central passe a cortar os juros no primeiro semestre do próximo ano.

Pelo contrário, ela disse que sua expectativa é de que o Fed continue aumentando os juros por enquanto e depois os mantenha “por algum tempo”, observações que desencadearam uma onda de vendas em mercados futuros de juros.

O chair do Fed, Jerome Powell, disse na semana passada que o banco central poderá considerar outro aumento “extraordinariamente grande” nos juros em sua reunião de 20 e 21 de setembro, com as autoridades buscando orientação para sua tomada de decisão em mais de uma dúzia de pontos críticos em dados que abrangem inflação, emprego, gastos dos consumidores e crescimento econômico entre agora e a data do encontro.

O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse nesta terça-feira que se a inflação não diminuir até lá, ele defenderá tal movimento.

O banco central aumentou sua taxa de empréstimo em mais 0,75 ponto percentual na semana passada, para uma faixa entre 2,25% e 2,50%. O Fed aumentou os juros em 2,25 pontos desde março, já que as autoridades têm sido cada vez mais agressivas na tentativa de anular uma inflação teimosamente alta, mesmo quando os receios de recessão se intensificam.

Fonte: Reuters