O porta-voz dos pais da menina britânica que desapareceu enquanto passava férias com a família em Portugal, pediu que o foco da investigação volte a ser encontrar Madeleine.

Clarence Mitchell atacou o que classificou de "especulação desenfreada, sem fundamento e inexata dos últimos dias".

O ex-jornalista da BBC disse que os McCann eram "vítimas inocentes de um crime hediondo" e acrescentou que qualquer sugestão de que Kate e Gerry McCann teriam feito mal à filha era absurda.

"Na verdade, seria engraçado se não fosse tão sério", disse Mitchell, substituto da assessora Justine McCann, que pediu demissão na semana passada, sob alegações de cansaço e que a ordem de silêncio da Justiça portuguesa contra os McCann impedia o trabalho dela.

O novo porta-voz, que pediu demissão do seu emprego no governo britânico para assessorar os McCann, disse que há explicações perfeitamente inocentes para tudo o que a polícia possa ter encontrado durante a investigação.

Guinada

Madeleine McCann desapareceu na Praia da Luz, no balneário português do Algarve, no dia 3 de maio.

Seus pais, os médicos Gerry e Kate McCann, lideraram uma campanha internacional para tentar encontrar a filha.

Mas o caso tomou um rumo inesperado, quando a polícia portuguesa decidiu declarar o casal suspeito pelo desaparecimento da filha.

Um juiz investigador português está examinando os documentos sobre o caso e pode decidir ainda esta semana qual o rumo a ser tomado.

Testes feitos em um laboratório governamental na Grã-Bretanha encontraram vestígios do DNA de Madeleine no porta-malas de um carro alugado pela família após o sumiço da menina.

Entretanto, o chefe nacional da polícia de Portugal, Alipio Ribeiro, disse na semana passada que os resultados dos testes não eram conclusivos e que a investigação deveria continuar.