Assespro-Pr alerta empresas sobre adequação à LGPD

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Ana Lúcia Bittencourt Starepravo, Diretora da Assespro-PR: “deixar para a última hora esta adequação trará consequências financeiras às empresas e principalmente perda de reputação”

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei 13.709/18) deve mesmo entrar em vigor em agosto desse ano. É o que afirma Ana Lúcia Bittencourt Starepravo, Diretora da Assespro-PR, entidade que representa o setor de Tecnologia da Informação no Paraná. Depois de um vai e volta de mudanças de datas devido à pandemia do coronavírus, a especialista em TI acredita que a LGPD passará a valer ainda em 2020, e faz um alerta para as empresas sobre a adequação para que penalidades sejam evitadas.

A LGPD prevê diversas sanções administrativas como: advertência, publicação da infração, bloqueio e eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração e multas, que variam de acordo com o impacto do incidente e tipo de dados que foram vazados. A multa pode chegar até 2% do faturamento da empresa, grupo ou conglomerado até o limite de R$ 50 milhões de reais por infração. “Esta é uma resposta aos escândalos de vazamento de dados que atingem milhares de pessoas, provavelmente influenciando eleições e expondo de forma abusiva informações de cidadãos ao redor do mundo. A correta utilização de nossos dados fidelizará os consumidores”, salienta Ana Bittencourt.

Qualquer empresa ou organização que processe os dados de pessoas no Brasil está sujeita à Lei, independentemente de porte ou segmento. O órgão responsável pela fiscalização será a ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados, ligado à Presidência da República. “Vale ressaltar que em vésperas da entrada da LGPD, a ANPD ainda não foi criada, mas apesar disso é preciso ter em mente que deixar para a última hora esta adequação trará consequências financeiras às empresas e principalmente perda de reputação”, explica Ana.

Laboratório para aprender a empreender

Aline Venditti, fundadora do MentLab

Pensando em auxiliar novas empreendedoras de negócios pequenos e médio porte, é que nasceu a MentLab, um laboratório de mentorias que através de aulas gratuitas coloca essas novas empresárias em contato com diversos assuntos desse universo. “As aulas falam de habilidades primárias para que essas mulheres alcancem o sucesso na carreira e no empreender”, explica Aline Venditti, fundadora do laboratório.

Sua ideia nasceu depois de perceber que muitos dos seus clientes tinham experiência, milhares de ideias, mas que não sabiam por onde começar a resolver situações que nem sempre eram administrativas. “Percebi que elas tinham potencial, mas que sempre se deparavam com a mesma barreira: como seguir, como organizar, como ter apoio”, conta Aline. O conteúdo oferecido aborda temas financeiros que sugerem algumas mudanças de comportamento, já que é preciso saber lidar com orçamento e rastreio de finanças; tem aula que refere-se a um mapa mental e micro metas, afinal para desenvolver o sucesso é preciso ter clareza sobre metas alcançáveis, entre outros temas. Para ter acesso ao conteúdo basta se cadastrar no link https://mentlab.kpages.online/solicitacaolivesgravadas . São 15 aulas, muito dinâmicas, com duração de até 15 minutos. Além disso, Aline também promove lives sobre o assunto diariamente no perfil do instagram @laboratoriodementorias

Contações de histórias virtuais

Roseli Bassi, fundadora e gestora do Instituto História Viva

Desde o início da pandemia, o Instituto História Viva tem feito contações de histórias virtuais, tanto pelo SOS Contadores de Histórias quanto pelo Disk Histórias. O Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, no Paraná, foi o primeiro a aceitar essa modalidade, em que os voluntários enviam histórias personalizadas e gravadas em formato de vídeo para as crianças que estão internadas.

“Para evitar o contato físico entre crianças e voluntários, e seguindo as orientações de isolamento social, vimos no movimento virtual uma oportunidade para continuar alegrando a vida das pessoas que se encontram hospitalizadas”, relata Roseli Bassi, fundadora e gestora do Instituto História Viva.  Informações e voluntariado: contato@historiaviva.org.br ou (41) 98865-4218 e www.historiaviva.org.br .


Estratégias para superar a crise

Tania Luza, de Pato Branco, adotou novas estratégias em vendas

Atualmente, 294 empreendedoras de todo o Paraná  participam do Programa do Sebrae Nacional, que tem como estratégia a disseminação da cultura empreendedora de negócios geridos por mulheres.

Dianalu de Almeida Caldato, gestora estadual do Programa no Sebrae/PR, relata que, no ano passado, o “Sebrae Delas” trabalhou aspectos de inovação. Para este ano, o tema seria mercado, mas a pandemia forçou mudanças.

“Tivemos que reformatar o projeto e, alinhados à demanda das empreendedoras, abordamos estratégias para sobrevivência das empresas na crise”, conta Dianalu.

O “Sebrae Delas” passou a seguir lógica digital, com jornadas semanais que abordam temas como gestão estratégica de crise e de pessoas, finanças, controles essenciais neste período e negócios digitais, entre outros.

“Na última semana, trabalhamos novos canais de vendas, tanto presenciais quando digitais”, acrescenta Dianalu. O Programa conta ainda com mentorias coletivas, o “Divã Delas”, em que empreendedoras que são referências no Brasil compartilham suas experiências, por videoconferência.

Tania Terezinha Luza, proprietária de uma loja de colchões em Pato Branco, é uma das participantes do Programa. “Ninguém estava preparado para a situação (pandemia). Foi muito válida a maneira como o pessoal do Sebrae reestruturou o formato do programa. É tudo novo, com reuniões on-line e atendimentos por Whatsapp. Sinto que não tivemos parada e continuamos evoluindo.”