Quando o governo federal buscava uma maneira de abafar as denúncias de desvio de conduta do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, que prejudicam a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro, eis que surge uma nova denúncia: o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, estaria assediando funcionárias do banco. Já são várias denúncias feitas ao Ministério Público Federal. Guimarães vai deixar o comando do banco e a nova presidente deve ser Daniella Marques, que é secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia. Além de Pedro Guimarães, o Ministério Público Federal investiga denúncias contra um vice-presidente do banco, também por assédio sexual. Vale lembrar que Pedro Guimarães chegou a ser cotado para ser o vice na chapa de reeleição de Jair Bolsonaro.

GREVE NO BC

Em greve há quase três meses, os servidores do Banco Central (BC) manterão o movimento até a próxima segunda-feira (4). Em assembleia, a categoria decidiu continuar parada até o último dia possível para a concessão de aumentos salariais determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De acordo com o Sindicato Nacional de Funcionários do BC (Sinal), os servidores farão um ato virtual pela valorização da carreira no dia 4, com protestos contra o que consideram intransigência na postura do presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Na terça-feira (5), os funcionários farão nova assembleia para decidir os rumos do movimento.

REIVINDICAÇÕES

Em greve desde 1º de abril, os funcionários do BC reivindicam a reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chegam a 27%. Eles também pedem a mudança da nomenclatura de analista para auditor e a exigência de nível superior para ingresso de técnicos no BC. Em 19 de abril, a categoria suspendeu a greve, mas retomou o movimento por tempo indeterminado desde 3 de maio. Desde então, só serviços considerados essenciais estão sendo executados, como as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e a divulgação do déficit primário no primeiro quadrimestre.

IGP-M

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,59% em junho deste ano, percentual maior que o de maio: 0,52%. Segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), com o resultado o indicador acumula 8,16% em 2022. Em 12 meses, o IGP-M é de 10,70%, abaixo dos 35,75% acumulados em junho de 2021. A alta do IGP-M de maio para junho foi puxada pelos preços no varejo e pelo custo da construção. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, subiu de 0,35% em maio para 0,71% em junho. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 1,49% para 2,81% no período. E o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, teve queda ao passar de 0,45% em maio para 0,30% em junho.

CONFIANÇA DE SERVIÇOS

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,4 ponto de maio para junho deste ano. O ICS atingiu 98,7 pontos, em uma escala de 0 a 200, o maior patamar desde outubro de 2021 (99,1 pontos). Cinco dos 13 segmentos dos serviços pesquisados pela FGV apresentaram alta na confiança. O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado de serviços no futuro, subiu 0,8 ponto e atingiu 99,3. O Índice da Situação Atual, que mede a percepção dos empresários sobre o presente, ficou estável em 98,1 pontos.

MUTIRÃO DE EMPREGO

Para celebrar o mês do comerciante e os 132 anos da Associação Comercial do Paraná (ACP), a entidade promove, de 4 a 29 de julho, o Mutirão de Empregos do Comércio. A ação pretende ligar as pessoas que procuram trabalho e empresas com vagas em aberto, possibilitando um primeiro contato para triagem de currículos e agendamento de entrevistas. O mutirão visa o reaquecimento da economia e a preparação antecipada do comércio para o período do natal. “Nós vamos trabalhar indicando para as pessoas as empresas que estão com vagas disponíveis, assim como os locais onde os empregadores estarão disponíveis esperando pelos possíveis candidatos, a partir de uma breve triagem de currículo, para entrevistas e, se possível, a contratação imediata”, explicou o presidente da ACP, Camilo Turmina. O trabalho será realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho, por meio da Agência do Trabalhador, e conta com o apoio do Sistema Fecomércio do Paraná e Senac.

PERFUMARIA E COSMÉTICOS

corrente de comércio do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) atingiu US$ 599.2 milhões de janeiro a maio de 2022, representando um aumento de 3,8% na comparação com o mesmo período de 2021 (US$ 577,2 milhões). O saldo da Balança Comercial também apresentou superávit no valor de US 20,7 milhões. Em 2021, no mesmo período, o saldo foi um déficit de US$ 34,3 milhões. A marca alcançada no consolidado de janeiro a maio é a melhor desde 2010, quando o saldo foi de quase US 60 milhões. O cenário é positivo para os cinco primeiros meses do ano, apesar do déficit da balança comercial do mês de maio, que apresentou queda no valor de US$ 1,6 milhão. Uma das razões para o déficit em maio pode ser observada devido ao aumento de importação de alguns itens, como os de higiene oral, valor importado acima dos meses anteriores e a queda nas exportações de sabonetes, que variou 2,4% para baixo no mês de maio, sendo um item de destaque das exportações do setor em 2022.

EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES

No geral, em maio de 2022, as exportações do setor alcançaram o valor de US 63.2 milhões, o que representou um aumento de 1,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior (US$ 62.4 milhões). Já as importações totalizaram US 64.8 milhões, uma redução de 0,4% em comparação a maio de 2021 (US$ 65.0 milhões). A corrente de comércio em maio de 2022 atingiu US 128.0 milhões, aumento de 0,5% na comparação com o mesmo período em 2021 (US$ 127.4 milhões). Ao olhar para o consolidado de janeiro a maio deste ano, as exportações dos produtos de HPPC alcançaram o valor de US$ 309.9 milhões, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo período de 2021 (US$ 271.4 milhões). Em importações, o resultado total foi de US$ 289.3 milhões, redução de 5,4% em comparação ao período de janeiro-maio do ano anterior (US$ 305.8 milhões).

RETOMADA DA AUDI

A Audi anunciou, nesta quarta-feira, investimentos de R$ 100 milhões para retomar a produção de veículos no Brasil. A fábrica em São José dos Pinhais pertencente à montadora está sem atividades desde dezembro do ano passado. Os recursos serão usados na modernização da linha de montagem, que ganhou novas máquinas, ferramentais, equipamentos de controle de qualidade e sistemas de tecnologia da informação, além da infraestrutura logística. Inicialmente, a linha da Audi, que fica na mesma fábrica da Volkswagen, do mesmo grupo, terá capacidade produtiva de quatro mil veículos por ano, em dois turnos. Os veículos produzidos serão destinados, inicialmente, apenas ao mercado nacional.