Wasyl em estúdio de rádio, na juventude...
Wasyl em estúdio de rádio, na juventude
... e filmando futebol amador
… e filmando futebol amador

 

 

 

 

 

 

 

Bastam poucos minutos de visita ao estúdio de gravação de Wasyl Stuparik, em Curitiba, e outros tantos de contato com ele, para se compreender que se está diante do mais importante memorialista do rádio e da televisão paranaenses.

Ele é dono de um impressionante acervo – este é o termo correto – que contém até as primeiras gravações, por exemplo, de dramaturgia no rádio do país. No caso, um teatro radiofonizado apresentado em 1933 pela Rádio Clube Paranaense, AM, a antológica PRB-2.

2 – DOUTOR EM RÁDIO

Wasyl é um autêntico “doutor”, título a que faz jus pelo persistente e amplo acervo que foi colecionando, catalogando, analisando, e dando vida.

Tem os primórdios do rádio e televisão do Estado em fitas K-7, vinil, filmes, CDs, DVS. Para mim, uma das melhores provas do reconhecimento da obra desse ucraniano que, criança, veio da Europa com a família para Curitiba, foi a preocupação do histórico radialista Euclides Cardoso, em legar-lhe todo seu acervo de documentos sobre o rádio do Paraná.

Wasyl nasceu em 1947. Pode ser encontrado ainda no batente: filmando, gravando, fazendo vídeos.

3 – RÁDIO-TEATRO

Atores Ary Fontoura...
Ator Ary Fontoura

Sua trajetória no rádio começou cedo, em 1959, quando se tornou aprendiz de operador de som da Rádio Paranaense, então aos 12 anos. Entre passagens por rádios como a Guairacá – onde fez parte da famosa greve de radialistas e jornalistas, em 1963 – a Independência e a Curitibana, trabalhou com figuras do calibre de Jair Brito, Alcides Vasconcelos, Euclydes Cardoso, Elon Garcia e Fritz Bassfeld.

... e Lala Schneider
… e Lala Schneider

Isso sem falar da “geração de ouro” da rádio dramaturgia: Wasyl conviveu ainda com atores como Ary Fontoura, Odelair Rodrigues e Lala Schneider.

A carreira de Wasyl foi feita ainda de teatro. Sonoplasta e depois diretor de produção do Teatro Guaíra, foi responsável pela divulgação nacional do célebre balé “Gisele”, que lançou a bailarina Ana Botafogo – formada na Europa, então desconhecida no Brasil.

4- NA EDUCATIVA E BALÉ

Bastante crítico, no que tem propriedade e autoridade de mais de 20 anos de profissão, Wasyl considera falha a preparação dos comunicadores sociais na faculdade. “Os estudantes se formam muitas vezes sem ter conseguido estagiar. Daí fazem mestrado e vão dar aula sem a experiência prática da profissão. Isso é um grande pecado. Acredito que a rádio educativa, a EParaná, por exemplo, teria que se dedicar a isso. Hoje em dia ela é mais uma repetidora de São Paulo”, pondera o radialista.

Para Wasyl, a escola de teatro do Guaíra, repassada à UFPR, também está sendo subaproveitada. “Infelizmente, hoje o Guaíra está sucateado. Houve uma involução, jogaram fora a escola de teatro, que foi passada para a UFPR. O Balé Guaíra está morrendo, conta com apenas um pianista para atender todas as turmas. Tiraram o balé do teatro, agora está num barracão na R. Itupava. Burocratizaram tanto o teatro que a estrutura está sendo usada por ‘aspones’. É muito triste”.

5 – CLAUDETE BARONI

Mesmo com vasto acervo radiofônico já acessível em seu site (www.oradiodoparana.com.br), Wasyl Stuparik conta que ainda há muito o que ser descoberto. “Ainda estou ouvindo tudo o que me chega as mãos, e colocando no site. Tem coisas muito raras. Esses dias, achei dois capítulos de uma novela da PRB2 gravados em 1959! Participavam Mário Vendramel como ator, Sinval Martins, Ilvo Ferro e Elaine Garcia”.

Mesmo trabalhosa, a empreitada vale a pena, diz Wasyl, quando relíquias são encontradas. “Já falecida, a atriz Claudete Baroni não tem nenhuma gravação, apenas fotos. Um dia, achei uma gravação de ‘off’ feita por ela, de uma novela. É uma coisa que nunca ninguém ouviria, a não ser esses 30 segundos do ‘off’ que ela gravou naquela época. É muito significativo achar esses 15 ou 20 segundos. É a única lembrança que temos dela falando… Isso faz valer a pena nosso trabalho, e nos deixa muito feliz”, assegura.

 


 

 

 

‘MACHADO É MAIOR QUE DALTON E RUBEM’

Aroldo,

Machado de Assis, aos 57 anos
Machado de Assis, aos 57 anos

A afirmativa de que “Feliz Ano Novo” do Rubem Fonseca é o melhor conto da literatura brasileira é ignorante e indigna de fanático de futebol nascido ontem. “Feliz Ano Novo” (FAN) sequer é o melhor conto do Rubem. Muito melhor que o Rubem e o Dalton, juntos, somados, é o MACHADO DE ASSIS! Que tem melhor estilo, mais humor (a dupla caipira Rubem-Dalton não tem humor), mais leitura, mais poder de observação, análise, mais profundidade, para não falar da sugestão, numa palavra, gênio; Rubem e Dalton são talentosos, não genais. (A crônica O VELHO SENADO vale por toda a obra do Rubem e do Dalton).

abs. Nêgo Pessôa.

p.s.

Rubem quando acerta ultrapassa o Dalton, mas o Dalton não tem altos e baixos.

Além de ser poeta&cronista, o que não é o caso do Rubem, que decai desde a publicação do LÚCIA McCARTNEY. Seus dois primeiros livros –  OS PRISIONEIROS, COLEIRA DO CÃO (da primeira metade dos 60s) são os meus preferidos, mas isto também é somente uma opinião. Ah! Como romancista o RF é absolutamente de 2º time. Em tempo; Daltina, como a ele se referia o Ernani Gomes Correa, como Machado de Assis, é traduzido para “oropa, frança, bahia”; não é o caso do RF.

CARLOS ALBERTO, “NÊGO PESSOA”, Curitiba

BIOGRAFIA DE WILSON BUENO

Prezado Aroldo:

Escritor Wilson Bueno
Escritor Wilson Bueno

Agradeço-lhe pela deferência de me incluir no Vozes 7. Já reservei a data.

Estarei lá.

Aproveito para lhe informar que trabalho na biografia de Wilson Bueno e, oportunamente, gostaria de ouvi-lo pois, nas palavras do próprio Wilson, você lhe foi ajuda essencial quando ele retornou do Rio, em fins de 1977.

E também aproveito para lhe pedir uma nota em sua prestigiosa coluna, inclusive solicitando aos leitores que tiveram alguma relação com o Wilson, ou sabem alguma história relacionada com sua vida e obra, que me procurem por e-mail ou telefone.

Jornalista Luiz Manfredini
Jornalista Luiz Manfredini

Não sei se você sabe, mas o Wilson e eu fomos o melhor amigo um do outro nos anos finais da infância e na adolescência, entre 1959 e 1966. Na Rua Augusto Stellfeld, entre Desembargador Motta e Presidente Taunay, onde fomos vizinhos, construímos os alicerces do que viríamos ser nas décadas seguintes. Líamos e escrevíamos compulsivamente. Era o que nos unia em nossos encontros diários, em nossas caminhadas pelo bairro. Aos 10 anos de idade produzimos o jornal “O Rui Barbosa”, impresso na Biblioteca Pública em mimeógrafo e tinta e papel jornal. Em 1967 ele radicalizou sua intenção literária e foi par o Rio. Eu radicalizei minha opção política e entrei na luta contra a ditadura. Mais tarde, entreguei-me ao jornalismo.

Voltaríamos a nos encontrar 11 anos depois.

Bem, caríssimo, é isso.

LUIZ MANFREDINI, Curitiba

PS: Em anexo, o folder do projeto biográfico que está pleiteando inscrição na Lei Rouanet.

CASSIANA AGRADECE

Que belo livro será (Vozes do Paraná 7). Estou em Roma e envio daqui meus parabéns.

Abraço,

CASSIANA LÍCIA DE LACERDA, Roma

NB: mensagem da professora e historiadora a propósito do convite que recebeu para lançamento de Vozes do Paraná 7.

SESC DA ESQUINA

Prezado amigo Aroldo,

Carlos Alberto Sotti Lopes
Carlos Alberto Sotti Lopes

Parabéns pelas lembranças de obras memoráveis de Curitiba, frutos dos projetos de nosso maior arquiteto, o dr. Rubens Meister.

Gostaria apenas de incluir, no rol dos seus projetos para obras magníficas em Curitiba, o prédio e o teatro do SESC da ESQUINA, na confluência das ruas Visconde do Rio Branco, Augusto Stellfeld e Prof. Fernando Moreira.

Esse projeto inovador (1983/1984), cuja obra foi inaugurada em 13.set.1985, teve a participação do arquiteto Elias Lipattin, que fazia parte (ou ainda faz, não sei) de seu escritório.

CARLOS ALBERTO SOTTI LOPES,

Advogado – SESC Paraná

 


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