O PMDB, por ter aberto mão de disputar eleições majoritárias no plano federal virou um partido a reboque. Menos mal que nas províncias conseguiu manter um certo brilho.

O PMDB, por ter aberto mão de disputar eleições majoritárias no plano federal virou um partido a reboque. Menos mal que nas províncias conseguiu manter um certo brilho. Colocou nos governos estaduais alguns de seus figurões, gente de alta quilometragem na política Ocorre que nas principais cidades das áreas estaduais repete o fiasco nacional. Poucas são as cidades médias e grandes  do Paraná, isso só para ficarmos em termos locais, em que venceu as eleições municipais. O jeito aí foi recorrer a um “mensalão caboclo”, cooptando  prefeitos que normalmente vivem com o pires na mão, situação visível na eleição de 2006. Nada dos milhões individuais colocados nas mãos de deputados e dirigentes do PT e  de partidos apoiadores como aconteceu no “mensalão nacional” e que à partir de ontem começaram a dar novas dores de cabeças ao governo graças ao processo que corre no STF. Quirerinhas que incluíam a troca de partido, um ou outro carguinho para parentes e talvez até um “jabaculê” por fora. Agora, especialmente em Curitiba, embora não tenha um nome com densidade para apresentar, já que Rafael Greca, sua expressão mais conhecida  perdeu espaço e se vê a braços com uma situação que cheira a armação de seu tempo de prefeito, começa a articular uma solução de emergência. O nome de  Carlos Moreira, mais uma candidatura pelo PR (ex-PL com tempero petebista) e os adjacentes de sempre – PcdoB, etc.., poderiam levar ao segundo turno, objetivo inicial, para uma composição com  o PT de Gleisi Hoffmann, que pelo jeito “vem com muito” no segundo turno. Resta saber se o prestígio de Beto Richa, hoje em alta, evitará que a disputa chegue  a uma segunda etapa.

Redução de poder
Na esteira da lei aprovada pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais, também os deputados paranaenses da situação, em apoio à disputa movida pelo governador Roberto Requião contra o Ministério Público Estadual, apresentam projeto que reduz o poder do MP.

Blindagem
Se aprovado 1326 personagens da área pública ficarão blindadas. Como caberá ao Procurador Geral da Justiça a decisão sobre abertura de processos sobre personalidades acusadas, e sendo o Procurador pessoa da escolha do governante de plantão, o uso político desse poder é altamente provável.

Livres
O projeto livra governador, vice, deputados, secretários de estado, procuradores, promotores, juízes, desembargadores e conselheiros do Tribunal de Contas, de processos. Só não salva a pele de prefeitos e vereadores, estes mais sujeitos à ira de adversários políticos.

Cópia
Um exemplo de Curitiba está para ser seguido na Câmara federal. O primeiro secretário da Casa, deputado paranaense Osmar Serraglio, quer abrir concorrência para contratação do banco que movimentará as contas da Câmara, especialmente a folha de pagamento dos deputados e funcionários.   

Resultado positivo
O resultado obtido por Curitiba que escolheu a proposta do Banco Santander que renderá ao tesouro do município R$ 140 milhões, foi um exemplo que frutificou. Enquanto isso o Estado praticamente cedeu de graça ao Banco do Brasil e á Caixa Econômica Federal o benefício do manuseio de suas contas.

Passivo
Algo em torno de R$ 170 milhões de reais é o passivo acumulado pelas várias ações diretamente realizadas pelo governo ou apoiadas por ele, caso das depredações de praças de pedágio pelo MST e derrubadas na Justiça. Some-se a isso as isenções dadas pela nova lei do pedágio aos carros de cidades que tem praças e se terá o tamanho da dívida que o contribuinte um dia vai pagar.

Crise
A crise desencadeada na Urbs, empresa municipal de Curitiba que administra o transporte coletivo e o trânsito local, com o afastamento de dois diretores, obrigou o presidente Paulo Schmidt a comparecer a uma audiência na Câmara Municipal para prestar esclarecimentos.

Sem controle
Embora alguns vereadores, despreparados para questionar, limitassem suas participações  a tecer elogios à administração de Schmidt, coube a este afirmar que a Urbs não tem absoluto controle sobre todos os valores apresentados pelas empresas concessionárias dos serviços de transporte coletivo.

Investigação
Como tais custos fazem parte da planilha que determina o valor a ser cobrado dos usuários, necessário se faz uma investigação. Esta sim uma boa causa a ser encampada pelo  Ministério Público. Afinal, o prefeito Beto Richa  tem lutado para baixar o custo das passagens, sem muito êxito, sabe-se agora porque.

Tensão
Não sem motivo, o ambiente no Palácio do Planalto nesses dois próximos dias vai continuar tenso. Desde ontem os ministros do STF debruçam-se sobre as provas compiladas pelo Procurador Geral da República, para julgar os mensaleiros, 40 envolvidos no maior escândalo do primeiro governo do presidente Lula.

Réus
Se a decisão for pelo acatamento da denúncia, gente como José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Silvio Pereira e outros 36 envolvidos, entre os quais três paranaenses, passam de suspeitos a réus na ação.

Em choque
Do deputado Osmar Serraglio, 1º Secretário da Câmara Federal e relator da CPI do mensalão: “Para que se arquive uma denúncia é preciso que não exista nenhum indício sobre a incidência ou não de uma lei penal sobre a conduta de um cidadão. Não posso imaginar um José Dirceu não ser processado depois do que apuramos”.