A Arauplast Indústrias de Plásticos pediu a autofalência que deverá ser decretada nos próximos dias.


André Molina

Na opinião do advogado da empresa Edson Isfer, o que motivou o pedido não foi a superioridade do passivo sobre o ativo. A ausência de liquidez incentivou a empresa tomar tal atitude. “A escassez de matéria prima comprometeu a atividade da empresa. Depois que a Braskem comprou o controle societário da Ipiranga, o grupo ficou sem crédito. A representação do fornecedor no mercado é equivalente a 80%, caracterizando monopólio”, justificou.

O advogado ainda disse que o pedido de falência não gerou grandes transtornos aos funcionários da indústria de embalagens plásticas. A empresa mantinha uma folha de pagamento com 200 funcionários. “As rescisões foram providenciadas antes para os funcionários não serem obrigados a esperar o processo para receber. Eles não vão ter problemas para levantar seguro desemprego, verbas rescisórias e fundo de garantia”, declara.

Segundo o Simpep (Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná), alguns fatores conjunturais colaboraram com o processo de falência da Arauplast. A entidade também citou o monopólio no setor. “As empresas enfrentam dificuldades. A guerra fiscal entre os estados, a alta carga tributária do segmento e o alto preço das resinas plásticas levaram a essa situação. É uma pena, porque o diretor presidente Celso Gusso é bem conceituado no mercado”, declarou o assessor do Simpep, Eugênio Torres.

Histórico

A empresa paranaense foi fundada em 1985 e chegou a produzir 700 toneladas de embalagens plásticas flexíveis por mês. A Arauplast tinha uma carteira formada por 5 mil clientes e, além do Brasil, atuava também na América Latina. Sua produção era destinada para o varejo e o mix de produtos abrangia embalagens para frios, sacos de lixo, sacolas para supermercado e outros.