A expectativa para a inflação ficou acima dos 4% na última avaliação feita pelos analistas do mercado e divulgada ontem no Boletim Focus, do Banco Central (BC).

A expectativa para a inflação ficou acima dos 4% na última avaliação feita pelos analistas do mercado e divulgada ontem no Boletim Focus, do Banco Central (BC), mas não ultrapassou a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5%. A projeção já estava subindo há cinco semanas. A taxa esperada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que era de 3,77% há quatro semanas, passou para 3,99% na semana passada e, agora, foi estimada em 4,01%.

Os aumentos de preços de alimentos agropecuários foram os principais responsáveis pelo aumento na expectativa do mercado em relação à inflação, segundo o Boletim Focus. Os produtos que mais subiram, pelo IPCA, nos meses de julho e agosto, foram a carne e o leite. Apesar disso, os valores desses itens devem cair para o patamar de 0,30% neste mês e 0,28% em outubro.

A projeção dos analistas de mercado para a inflação nos próximos 12 meses também subiu, passou de 3,71% para 3,76%. A menor estimativa se refere aos preços administrados por contrato ou monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, educação, medicamentos e outros). Esses preços devem ser corrigidos em não mais que 2,5% neste ano, e eles representam quase um terço na composição do IPCA, que é o índice que serve de parâmetro para a trajetória de metas.

O comportamento de preços no varejo é medido também pelo Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo (UP). Mas, ele se refere apenas à capital paulista, onde a projeção evoluiu de 3,94% para 3,96% na comparação semanal.