– Água em Pauta – Simepar apresenta trabalhos no Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos

1176

 

O engenheiro hidrólogo e pesquisador Arlan Scortegagna coordenou a apresentação de trabalhos do Simepar no encontro nacional: “acelerar a inovação tecnológica” (Crédito da foto: Alessandro Vieira)

Profissionais do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) participaram do XXIV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que aconteceu entre 21 e 26 de novembro em Belo Horizonte, tendo como tema “Água em Pauta: Múltiplas Dimensões”.

Realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), o evento reuniu trabalhos sobre planejamento, hidrologia urbana, proteção de mananciais, recuperação de bacias hidrográficas, segurança hídrica, reservatórios de usinas hidrelétricas, barragens, poluição difusa nas cidades, inovações em monitoramento e gestão de dados, mudanças climáticas e mitigação de impactos, entre outros assuntos relacionados à governança das águas. Os anais do XXIV SBRH estão disponíveis em https://eventos.abrh.org.br/xxivsbrh/.

“O Simepar tem como base de seu trabalho a componente técnico-científica, que está presente em todos os seus produtos e serviços operacionais de tempo, clima e recursos hídricos. Temos buscado incentivar a participação ativa de nossos colaboradores em eventos dessa natureza, sempre com trabalhos próprios, publicados e apresentados. Este é um dos caminhos para acelerar a inovação tecnológica e agregar ciência, através da exposição à crítica da academia e da troca de experiência em temas correlatos”, afirma o diretor presidente Eduardo Alvim Leite.

Os trabalhos apresentados por pesquisadores do Simepar são os seguintes:

– “Estudo de caso: Regionalização de vazão utilizando a base de dados Camels”, de autoria de Louise Kuana, Emílio Mercuri, Arlan Scortegagna Almeida, Eduardo Alvim Leite, José Eduardo Gonçalves, Cesar Beneti, Raul Marcon, Adriana Lobo e Ester Mendes; – “Operacionalização de previsões de vazão afluente ao reservatório de Fiu, Paraná”, de autoria de Bruno Henrique Toná Juliani, Arlan Scortegagna Almeida, José Eduardo Gonçalves, Eduardo Alvim Leite, Cássia Silmara Aver Paranhos, Camila Freitas, Rafael Schinoff Mércio Pereira e Mônica Irion Almeida; – “Regionalização de curvas de permanência no Estado do Paraná”, de autoria de Arlan Scortegagna Almeida, Eduardo Alvim Leite, Louise Kuana, Emílio Mercuri, José Eduardo Gonçalves, Eduardo Gobbi, Cesar Beneti, Raul Marcon, Adriana Lobo e Ester Mendes; – “Aplicação dos modelos GR4J e GR6J utilizando o conjunto de dados desenvolvido para o Estado do Paraná”, de autoria de Louise Kuana, Arlan Scortegagna Almeida, Emílio Mercuri, Eduardo Alvim Leite, José Eduardo Gonçalves, Cesar Beneti, Raul Marcon, Adriana Lobo e Ester Mendes; – “Previsão hidrometeorológica na operação do Sistema Cantareira nas bacias PCJ” (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), de autoria de Arlan Scortegagna Almeida, José Eduardo Gonçalves, Rafael Toshio Inouye, Marco Antonio Rodrigues Jusevicius, Sheila Radmann da Paz, Eduardo Alvim Leite, Cesar Beneti, Mayara Sakamoto Lopes, Patrícia Gobet de Aguiar Barufaldi, Eduardo Cuoco Léo, Alexandre Luís Almeida Vilella, Jorge Antonio Mercanti, Ísis da Silva Franco, José Cezar Saad e André Luiz Sanchez Navarro e  – “Veículo de superfície não tripulado de baixo custo para monitoramento aquático”, de autoria de Gabriel Borges Vargas e José Eduardo Gonçalves. Os vídeos das apresentações realizadas em transmissão aberta podem ser assistidos no canal da ABRHidro no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=6avOxiTb9pw.

Cresce multipropriedade imobiliária no Brasil 

O direto de usufruir do imóvel próprio como hotel ou resort por algumas semanas e dividir custos com outros donos, tem crescido de forma considerável no mundo e deve promover novos hábitos de consumo

Segundo estudos, o modelo de venda fracionada de imóveis cresce e promove hábitos de consumo mais conscientes. Novo projeto multipropriedade deve chegar ao Brasil em 2022 aliado às construções ecológicas e atividades turísticas sustentáveis

O levantamento  da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)  aponta para o crescimento de 68% para 81% no número de pessoas dispostas a adotar mais práticas de consumo colaborativo cotidianamente nos próximos dois anos.

Para o canadesense Alvise Migotto, que reside no Brasil desde 1994 e tem mais de 20 anos de experiência com a gestão de projetos relacionados à sustentabilidade em diversos países, essa é uma tendência que deve continuar crescendo e alcançar outros setores.

“Os hábitos de consumo da população, em especial das gerações Z (aqueles nascidos desde 1997) e Millennials (aqueles nascidos entre 1981 e 1996), estão cada vez mais conectados com a consciência ambiental. Prova disso são as pesquisas internacionais como da ONG americana DoSomething que apontam como tendência a compra de produtos de marcas ambientalmente atuantes, ainda que sejam mais caros. É algo que deve impactar diversos setores, inclusive o imobiliário”, avalia Migotto.

Mais  adiante, o especialista diz que “o direto de usufruir do imóvel próprio como hotel ou resort por algumas semanas e dividir custos com outros donos, tem crescido de forma considerável no mundo e deve promover novos hábitos de consumo. A internet possibilitou o crescimento de profissões viajantes ou daqueles considerados ‘nômades digitais’ e do movimento ‘work in nature’, de trabalho home office ou na natureza. A multipropriedade está conectada com essas tendências já que também permite o intercâmbio de residências com outros proprietários de frações de imóveis ao redor do mundo”, explica Migotto.

Dentro do mercado imobiliário, o serviço de compartilhamento mais utilizado é o de moradias por meio de aplicativos. E, embora seja recente no Brasil, o regime de multipropriedade, ou venda de uma fração do imóvel, também tem crescido de forma considerável no país. É um modelo de negócios vinculado ao título do imóvel e dá ao dono o direito de fazer uso deste imóvel pelo tempo proporcional à fração que comprou.

Primeira usina solar com dinheiro digital do Brasil

Marcos Silva, CEO da EnergyPay: “Brasil, além de ser uma potência no segmento de energia solar, é um exportador de inovações”

Com financiamentos provenientes das taxas de transação de uma moeda digital, a EnyCoin (ENY), foi dada a largada para a construção da primeira usina de energia fotovoltaica do Brasil com recursos de criptomoedas. O ativo, representando uma geração renovável, é visto como uma tendência que deve se intensificar a cada dia.

No parecer de Marcos Silva, CEO da EnergyPay, o propósito da fintech é deixar um legado no País e mostrar que o Brasil, além de ser uma potência no segmento de energia solar, é um exportador de inovações. “O interesse do mercado nos ativos sustentáveis é uma predisposição irreversível. Inclusive, as práticas ESG (Environmental, social and corporate governance) estão se tornando fator legítimo de competitividade das empresas, sendo que muitas já estão adotando essas condutas. Não tem como voltar ao passado: a cada dia a preocupação com o meio ambiente se tornará o direcionamento do processo produtivo para uma gestão eficaz”.

De acordo com Marcos Silva, a primeira usina fotovoltaica brasileira com recursos de criptomoedas será entregue em dezembro de 2022, em um evento que terá, entre os destaques, uma ação social com repasse da arrecadação para pagamento da conta de luz de instituições beneficentes parceiras da EnergyPay.

De acordo com as informações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil possui 4.357 usinas fotovoltaicas em operação com uma capacidade de aproximadamente 3,84 GW.

A cidade escolhida para o lançamento oficial das obras da primeira usina que será montada com recursos do dinheiro digital foi Itaobim, em Minas Gerais,  e na sequência serão contemplados com a novidade os estados da Bahia e Rio de Janeiro – dois polos importantes na produção de energia renovável no País.