Ágide Meneguette: foco no fortalecimento dos sindicatos rurais

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Presidente da Faep,  Ágide Meneguette  ladeado por Livaldo Gemim ,   Diretor Secretário  e Paulo Buso, Diretor Financeiro

A Federação da Agricultura do Paraná-FAEP reelegeu  a diretoria que ficará à frente da entidade pelos próximos três anos: de 2021 a 2024. Presidida por Ágide Meneguette, a chapa tem como principal plataforma o fortalecimento do sistema sindical e, por conseguinte, dos sindicatos rurais, por meio de uma série de ações, programas e políticas.

Uma das prioridades será o Programa de Sustentabilidade Sindical, lançado em 2018, após o fim de contribuição sindical obrigatória. No total de 138 sindicatos habilitados a votar, a chapa teve 125 votos a favor, dois contra, um em branco e 10 ausências.

A eleição foi realizada durante Assembleia Geral realizada na sede da entidade, em Curitiba. Em razão da pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez na história, o evento foi realizado de forma online. Cada sindicato votou da sua cidade, por meio de um sistema digital criptografado desenvolvido por uma empresa externa, o que garantiu total segurança à votação.

“A nossa intenção é continuar trabalhando para apoiar os sindicatos rurais a se viabilizarem, como forma de fortalecer o sistema como um todo, visando atender aos interesses dos produtores rurais e suas famílias”, disse Meneguette.

Dentre diversas propostas, a plataforma contempla o desenvolvimento de ações junto a produtores rurais, para que reconheçam e apoiem os sindicatos como instrumentos de representação; a continuidade de treinamentos e de formação de lideranças sindicais e gestores do setor; o estímulo a diversificação de fontes de receita e de financiamento do sistema sindical do Paraná; a integração das entidades afins do associativismo rural do Estado a Faep  e a manutenção das ações que visam o incremento de renda ao produtor.

“O nosso foco são os sindicatos rurais e os produtores rurais. É isso o que estamos fazendo e é isso que continuaremos a fazer”, resumiu Meneguette.

Para atingir os objetivos definidos em cada proposta, a diretoria eleita definiu diretrizes a serem implantadas nas áreas de política agrária (em defesa da propriedade e do produtor rural), política agrícola (com ações de desenvolvimento das cadeias produtivas, que vão desde análises a realização de comissões técnicas) e política sindical (estreitando relacionamento com os sindicatos). Outras áreas prioritárias são informática (integrando digitalmente o sistema sindical), comunicação social (ampliando o acesso a informações do setor) e contribuição sindical rural (com a busca de mecanismos que visem a manutenção dos sindicatos).

Faep recebe homenagem da Assembleia Legislativa

A propósito da reeleição da Diretoria da  Federação da Agricultura do Estado do Paraná – Faep, o deputado estadual Luiz Fernando Guerra solicitou  inserção em ata da Assembléia Legislativa do Paraná votos de louvor e congratulações com menção honrosa pela reeleição da Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Delegados Representantes daquela entidade.

Segundo o deputado Luiz Guerra, “a Faep a sob a destacada liderança e Presidência de  Ágide Meneguette e seus atuantes representantes do agronegócio paranaense mantém o compromisso com foco nos seus objetivos, cuja principal plataforma é o fortalecimento do sistema sindical e, por conseguinte, dos sindicatos rurais, por meio de uma série de ações, programas e políticas voltadas ao atendimento dos interesses dos produtores rurais e suas famílias.”

Enfatizou o parlamentar que “parabenizamos a  diretoria que ficará à frente da entidade pelos próximos três anos  (de 2021 a 2024). Fazemos votos que a gestão seja profícua e realizadora e que efetivamente contemple o desenvolvimento de ações junto a produtores rurais, para que reconheçam e apoiem os sindicatos como instrumentos de representação; a continuidade de treinamentos e de formação de lideranças sindicais e gestores do setor; o estímulo a diversificação de fontes de receita e de financiamento do sistema sindical do Paraná; a integração das entidades afins do associativismo rural do Estado à Faep  e a manutenção das ações que visam o incremento de renda ao produtor.”

Pecuária brasileira pode se beneficiar com Joe Biden

Engenheiro agrônomo Francisco Beduschi:  “Precisamos comunicar nosso progresso e mostrar onde e como o boi está sendo criado.”

As questões ambientais voltaram a ser prioridade para os Estados Unidos com o governo Joe Biden. Além do retorno para o Acordo de Paris, existe uma proposta de um aporte de US$20 bilhões para apoiar ações voltadas à conservação de florestas. Essa mudança pode beneficiar a pecuária brasileira que vem trabalhando fortemente para seus resultados nos quesitos socioambientais.

Para citar apenas dois exemplos: no Pará produtores e frigoríficos se uniram e estão desenvolvendo uma plataforma online para ajudar àqueles que desejam regularizar pendências socioambientais; e no Mato Grosso, a Liga do Araguaia, um movimento de produtores rurais, promove a adoção de práticas sustentáveis na pecuária.

De acordo com o engenheiro agrônomo Francisco Beduschi Neto, executivo da National Wildlife Federation (NWF) no Brasil, esses e outros bons exemplos reforçam o movimento do setor para dar transparência aos resultados. “Precisamos comunicar nosso progresso e mostrar onde e como o boi está sendo criado. Com isso, poderemos ter acesso a mais recursos e a novos mercados”.

Ele lembra ainda que a lei da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, publicada no dia 14 de janeiro ajudará a beneficiar os produtores. “Ela será essencial para o dinheiro chegar às mãos dos produtores. Assim, temos os meios – a floresta em pé, a produção com qualidade; e as ferramentas institucionais para vender mais e ainda trazer mais recursos para o Brasil”. Contudo, Beduschi ressalta a importância do cumprimento de algumas obrigações, como por exemplo, finalizar a implementação do Código Florestal.

Além do fator socioambiental, o executivo da NWF no Brasil também avalia dois outros fatores relevantes na pecuária: oferta e demanda. No primeiro item, as projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento são positivas, com um aumento até 2030 de 16% na produção. A seu ver, esse crescimento se dará, principalmente, pelo aumento da produtividade, como a redução de idade e aumento do peso de abate.

Em termos de demanda, o Ministério aponta um consumo doméstico com uma alta de apenas 10% neste período. Beduschi analisa a relevância de expandir internacionalmente a atuação do país para manter equilibrados os dois lados da balança. “A China se manterá como um forte comprador da carne bovina brasileira na primeira metade dessa década, mas com declínio gradual de demanda na segunda metade, ao reverter a situação causada pela peste suína africana em 2019”, pondera. “Portanto, num cenário de vendas concentradas e retomada da produção de bens substitutos no mesmo mercado, será necessário diversificar os compradores para seguir expandindo”, finaliza.

Curso sobre Governança Corporativa

Com o objetivo de contribuir com o crescimento e profissionalização das instituições filantrópicas e sem fins lucrativos nas áreas da educação, saúde e assistência social, o Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif) se uniu à Universidade Corporativa Semesp e ao Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para desenvolver o primeiro programa em formato interativo e 100% online sobre “Governança Corporativa em Organizações Sem Fins Lucrativos”. As inscrições e matrículas poder ser feitas diretamente no  site www.semesp.org.br.  Ao final do curso, o participante receberá o certificado de conclusão emitido pelas Universidades Corporativas Fonif, Semesp e IBGC. As vagas são limitadas e o início está sujeito a número mínimo de alunos.

Destinado a aperfeiçoar diretores, gestores e mantenedores, o curso será realizado de 3 de março a 5 de maio, com carga horária de 36 horas, dividido em nove encontros semanais e apresentará às instituições filantrópicas ou sem fins lucrativos um panorama da governança corporativa no setor.

“Lançamos a Universidade Corporativa Fonif com o objetivo de compartilhar conhecimento para o aperfeiçoamento das lideranças do setor filantrópico e sem fins lucrativos nas várias áreas do conhecimento e que agreguem valor ao desenvolvimento e melhores práticas para este importante setor” comenta Custódio Pereira, presidente do Fonif, que será um dos professores do curso, abordando cases de boas práticas em instituições filantrópicas e sobre captação de recursos.