Estudo do escritório Barcellos Tucunduva revela que sistema de governança corporativa pode ser uma boa estratégia para perpetuação de  organizações familiares.

Ter uma administração profissional é hoje um fator decisivo para obter credibilidade com os investidores. A opinião é de 94% dos economistas-chefe dos principais bancos do País em levantamento realizado pelo escritório de advocacia Barcellos Tucunduva. Nenhum profissional consultado apontou a gestão familiar como opção e somente 6% elegeram o item como indiferente. De acordo com José Luís Leite Doles, especialista em mercado financeiro e sócio do escritório Barcellos Tucunduva, a administração profissional não significa necessariamente não ter familiares na gestão do negócio. “Um bom sistema de governança corporativa pode auxiliar as empresas familiares a obter transparência e ajuda na percepção no mercado”, explica. “Aliás, o sistema de governança pode ser um passo fundamental de preparação para a abertura de capital, de modo a garantir credibilidade com os investidores”, explica.  No Brasil, 65% do Produto Interno Bruto (PIB) está nas mãos de empresas familiares. O desempenho histórico desse tipo de gestão confirma a impressão dada pelos analistas de investimentos na pesquisa. Apenas 15% dos herdeiros dos maiores empresários do século passado permanecem hoje no mundo dos negócios.  Além disso, cerca de 66% das empresas privadas brasileiras – que estavam na lista das 50 maiores há 30 anos – já desaparecem do ranking. 

O levantamento do escritório Barcellos Tucunduva foi realizado entre os 30 principais bancos do País em lista oficial do Banco Central. A amostra foi aleatória com profissionais indicados pelas próprias instituições financeiras em entrevistas por meio de questionário com perguntas fechadas.