A absolvição de Renan Calheiros pode agravar ainda mais a crise do senado brasileiro. A oposição ameaça prejudicar a votação da prorrogação da CPMF.

André Molina
da redação

A absolvição de Renan Calheiros da representação do P-SOL pode agravar ainda mais a crise do senado brasileiro. O parlamentar ainda vai enfrentar mais três processos e a oposição ameaça prejudicar a votação da prorrogação da CPMF. O PSDB e o DEM ainda entraram com representação no Conselho de Ética do Senado pedindo cassação do mandato de Renan por quebra de decoro parlamentar.

O senador Romeu Tuma (DEM-SP) afirmou que Renan Calheiros precisa conquistar novamente a confiança dos parlamentares e da sociedade. Segundo ele, “botaram Renan na forca e esqueceram de puxar o banco”.

Após a “vitória” do presidente do senado em uma votação com 40 votos contrários a cassação, 35 a favor da perda de mandato e seis abstenções, o primeiro vice-presidente do senado, Tião Viana (PT), afirmou que o ambiente da casa está tenso. “Acredito que Renan Calheiros não vai se licenciar do cargo”, disse.

O senador Renato Casagrande (PSB) diz que os parlamentares que não votaram a favor da cassação assumiram uma posição política. Não foi pela inexistência de provas contra Renan. “É uma situação difícil aqui internamente. Nessa convivência entre um presidente representado, que dividiu o plenário ao meio. O Senado tem necessidade de votar suas matérias".

Ao ser questionado na Dinamarca sobre a decisão do Senado, o presidente Lula afirmou que o problema foi resolvido. “Para um presidente da República, o que interessa é que o Senado volte a funcionar com normalidade, porque temos coisas muito importantes a serem votadas: a CPMF, a reforma tributária, coisas do interesse do povo brasileiro”, declarou.