O Grupo Volvo é o primeiro fabricante de veículos a produzir sete caminhões para demonstração que podem rodar sem a emissão danosa de dióxido de carbono para o meio ambiente.

Estes caminhões foram mostrados pela primeira vez esta semana, em Estocolmo, capital da Suécia, sede mundial do Grupo Volvo.

Os caminhões são equipados com motores diesel modificados para operar com sete tipos diferentes de combustíveis renováveis, líquidos ou gasosos. “A Volvo é parte do problema do clima, porém hoje estamos mostrando que é possível promover o transporte por meios livres de dióxido de carbono e que nós, enquanto fabricantes de veículos, tanto podemos quanto seremos parte da solução para a questão do clima”, declarou Leif Johansson, presidente e CEO do Volvo Group.

Os sete caminhões Volvo FM estão equipados com motores Volvo de 9 litros, especialmente modificados pelos engenheiros do Grupo para ilustrar as possibilidades de transportes livres de dióxido de carbono. De acordo com o relatório Stern amplamente divulgado, aproximadamente 14% do total global de emissões de dióxido de carbono virão do setor de transportes. O transporte rodoviário é responsável por cerca de 10% do total.

Porém, não há informação quanto ao percentual do transporte de cargas no volume dessas emissões. Um cálculo com base nas condições e estatísticas européias, onde os veículos de passageiros representam 60% das emissões de dióxido de carbono e o transporte de cargas os outros 40%. O transporte de cargas será responsável por cerca de 4-5% do total global de emissões de dióxido de carbono.

Parte do problema e da solução

“Como um dos maiores fabricantes de caminhões pesados, motores diesel e ônibus, o Grupo Volvo é parte do problema do clima,” diz Johansson. “Porém, as questões ambientais são uma área para qual atribuímos a mais alta prioridade, e com nossos recursos e conhecimentos, seremos parte da solução.”

Os sete caminhões exibidos em Estocolmo podem rodar usando uma série de diferentes combustíveis e/ou combinações de combustíveis renováveis: biodiesel, biogás combinado com biodiesel, etanol/metanol, DME, diesel sintético e gás de hidrogênio combinado com biogás. Como todos estes combustíveis são produzidos a partir de materiais renováveis, eles não geram contribuições de dióxido de carbono para o ecossistema ao serem queimados e, portanto, não têm impacto no meio ambiente.

“O motor diesel é um conversor de energia extremamente eficiente e perfeitamente adequado para a queima de uma série de combustíveis renováveis, líquidos ou gasosos”, disse Jan-Eric Sundgren, membro da diretoria do Grupo Volvo e vice-presidente sênior para relações públicas e ambientais. “Com nosso conhecimento de tecnologia de motores e nossos grandes volumes, podemos produzir motores para os diferentes tipos de combustíveis renováveis, além de criar possibilidades para transportes livres de dióxido de carbono em outras áreas, como ônibus, equipamentos de construção e barcos”, afirma Sundgren.

06 de setembro de 2007

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Volvo analisa combustíveis mais adequados para o transporte livre de emissões

O abastecimento dos diferentes combustíveis renováveis ainda é significativamente limitado e não há produção ou distribuição em larga escala para a maioria das alternativas que poderiam ser usadas em transporte livre de dióxido de carbono. “Com os veículos que podem rodar sem emissões de CO2, nós estamos demonstrando que a Volvo está pronta, que dispomos da tecnologia e dos recursos para transporte livre de dióxido de carbono, porém não podemos fazê-lo sozinhos,” disse Leif Johansson.

“Precisamos da produção de combustíveis renováveis em larga escala e colocar em operação este tipo de produção exige investimentos intensivos em pesquisa e desenvolvimento, além de diretrizes comuns e bem definidas publicadas pelas autoridades do maior número de países possível”, observa o CEO do Grupo Volvo.

A Volvo realizou sua própria análise dos combustíveis renováveis que são mais adequados para conseguir um transporte livre de dióxido de carbono. Nestas análises, a Volvo levou em consideração aspectos importantes como o impacto no meio ambiente, eficiência energética, o nível de eficiência no uso do solo para o cultivo das plantas necessárias para os respectivos tipos de combustíveis, as quantidades de combustíveis que poderiam ser potencialmente produzidas, o nível de adaptação exigido no veículo em termos puramente técnicos, os custos dos combustíveis e a facilidade de distribuição de cada combustível.

“Sabemos que em um futuro previsível, não haverá biomassa suficiente para efetivamente substituir os combustíveis fósseis,” disse Jan-Eric Sundgren. “Por isso é importante que as decisões sobre a produção dos futuros combustíveis seja precedida por avaliações abrangentes como esta – do contrário, existe o risco de focarmos um número excessivo de soluções ou em alternativas simplesmente inadequadas, o que acabará por atrasar a introdução do transporte livre de dióxido de carbono.”

Gaseificação

Apesar da atual falta de ambos – biomassa para a produção de combustíveis renováveis, e de combustível pronto -, o Grupo Volvo não vê o transporte livre de dióxido de carbono como uma idéia utópica. Um dos motivos para isto é a segunda geração de combustíveis renováveis produzidos pela gaseificação com a geração, tanto de grandes volumes quanto de um maior número de combustíveis para escolha.

“Gaseificação é uma linha promissora que pode levar a um nível de substituição significativamente maior que das tecnologias atuais,” disse Leif Johansson. “Nossa própria história nos ensinou que muito daquilo que acreditávamos ser impossível não o era, e que foi possível resolver alguns anos mais tarde. Podemos aplicar este preceito a áreas importantes como eficiência energética e controle de emissões de exaustão. Sou um otimista e acredito que haja uma tendência semelhante em transporte livre de dióxido de carbono.”

Sete veículos – sete combustíveis

Os caminhões exibidos em Estocolmo funcionam com os seguintes sete combustíveis/combinações de combustíveis renováveis:

Biodiesel

O biodiesel é produzido por esterificação de óleos vegetais. Óleo de colza e de semente de girassol são os materiais mais comuns na Europa.

Biogás

Biogás é um combustível gasoso composto em grande parte de hydrocarbonetos de metano. Biogás pode ser extraído em sistemas de tratamento de esgoto, aterros sanitários, e outros sites nos quais haja materiais biodegradáveis.

Biogás + biodiesel

Biogás + biodiesel são combinados em tanques e sistemas de injeção separados. Um baixo percentual (10%) de biodiesel, ou diesel sintético, é usado para obter ignição na compressão. O biogás nesta alternativa é resfriado e usado em forma líquida aumentando sua faixa de aplicação.

DME

Dimetil éter é um gás manuseado em forma líquida sob baixa pressão. DME é produzido pela gaseificação de biomassa.

Etanol/Metanol

Metanol é produzido pela gaseificação de biomassa e etanol através da fermentação de plantas ricas em açucares e amidos.

Diesel Sintético

O Diesel Sintético é uma mistura de hidrocarbonetos sintetizados através da gaseificação de biomassa. O diesel sintético pode ser misturado com o diesel mineral normal sem problemas.

Hidrogênio

Hidrogênio é misturado em pequenos volumes ao biogás comprimido (8% volume). Níveis mais altos de mistura também são possíveis. O gás de hidrogênio pode ser produzido através da gaseificação de biomassa ou eletrólise de água por energia elétrica de fonte renovável.

06 de setembro de 2007