Waldemar Niclevicz lança livro e DVD e conversa com o público em evento gratuito.


Com 8.611 metros de altitude, superado apenas pelo Everest (8.848m), o K2 é considerado a montanha mais difícil de se escalar do mundo, devido a um clima imprevisível, aliado ao ar rarefeito e a grande dificuldade técnica. Mas o paranaense Waldemar Niclevicz venceu esse desafio e subiu o monte em 2000. E o que não faltou no meio do caminho foram dificuldades, imprevistos, muito frio e condições quase nunca vistas em escaladas.  Para contar os bastidores dessa subida, o alpinista participa de um bate-papo com o público na próxima quinta-feira (20 de setembro), a partir das 19h30, na Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Estação. No encontro, ele vai lançar o livro “Um Sonho Chamado K2 — A Conquista Brasileira da Montanha da Morte” (editora Record, 402 pág., R$ 45,00) e o DVD “Um Sonho Chamado K2 — A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte” (Sagarmatha Produções, 107 minutos, R$ 40,00). A entrada é franca. “O livro e o DVD estão impressionando as pessoas, afinal, ninguém realmente sabia de tantos detalhes da escalada e eu nunca havia divulgado tantas imagens do K2, a mais grandiosa experiência, linda e dramática, da minha vida”, conta Niclevicz. ContextoPrimeiro brasileiro a escalar o Monte Everest por duas vezes e outras quatro montanhas com mais de oito mil metros de altitude, o alpinista conta como conquistou a montanha mais difícil de se escalar e fala que o sonho precisou de três tentativas para ser realizado. A saga começou em 1998, quando foi obrigado a desistir da escalada devido ao elevado risco de avalanches. No ano seguinte, o mau tempo mais uma vez o impediu de chegar ao cume. Finalmente, em 2000, acompanhado pelos italianos Abele Blanc e Marco Camandona, e sem o uso de garrafas de oxigênio, a vitória tão perseguida foi alcançada. Um Sonho Chamado K2 é o testemunho inegável da vitória de um homem sobre a natureza. De um brasileiro sobre a montanha mais desafiadora do planeta. O relato e imagens não apenas das três expedições de Niclevicz ao K2, como também das escaladas preparatórias ao Shisha Pangma, ao Cho Oyo e ao Gasherbrum, além de diversos aspectos geográficos e culturais do Nepal, do Tibete e do Paquistão. Carregado de tristezas e da mais profunda e angustiante felicidade alcançada por Waldemar, a obra e o DVD são o testemunho da força de vontade que leva alguns homens a arriscarem a própria vida em busca de um objetivo.  PreparativosA estratégia para a escalada do K2 em 2000 foi diferente. “Eu já estava satisfeito com minha experiência em outras montanhas com mais de 8 mil metros e já me julgava perfeitamente preparado para ir direto ao K2”, diz.  “Além do mais, acreditava como nunca nas palavras do meu amigo espanhol Pepe Garces: ‘Esta montanha estará aqui nos esperando e, com certeza, algum dia, não muito longe, cederá ao poder da nossa força, da nossa técnica e, sobretudo, da nossa mente. Que assim seja, e assim será’, completa. “E assim foi, acabei trazendo para o Brasil uma das mais raras vitórias que se pode atingir no alpinismo mundial, me tornando a 175ª pessoa a conseguir esta proeza”, explica Niclevicz. Gosto pelo esporteEmbora tenha nascido em Foz do Iguaçu, bem longe das montanhas, Waldemar acabou se tornando um alpinista de uma maneira natural. Até os 12 anos vivia com os pés no chão, subia em árvores, brincava na barranca dos rios e saía sempre para pescar e caçar com o seu pai.  “Mudamos então para Curitiba, eu perdi minha floresta, meus rios, mas logo descobri um novo paraíso, a Serra do Mar do Paraná. Comecei a caminhar, a acampar e aos poucos ter as primeiras noções do que é o montanhismo”, conta. Com 18 anos ele se mudou para a região de Itatiaia, onde morou por três anos. Foi lá que viu e aprendeu a usar o equipamento técnico, como cordas e mosquetões. Nesta mesma época, 1985, ele realizou a primeira grande aventura: uma viagem através da Bolívia e Peru, com o desejo de fazer o Caminho Inca a Machu Picchu. “Foi uma viagem decisiva para a minha vida, respirei pela primeira vez o ar rarefeito das altas montanhas, pisei pela primeira vez na neve, apaixonei-me pela cultura e pelo povo andino”, lembra. Após a primeira grande escalada, a do Aconcágua (Argentina – fevereiro de 1988), outras montanhas foram marcando a vida do alpinista, entre elas o Ojos del Salado (Chile), o Illimani (Bolívia), o Huascaran (Peru), o Chimborazo (Equador), o Matterhorn (Suíça/Itália), o Mont Blanc (França/Itália), o Elbrus (Rússia), o Kilimanjaro (Tanzânia), o Vinson (Antártida), o Mc Kinley (Alasca), o Carstensz (Nova Guiné), o Shisha Pangma (Tibete), o Cho Oyo (Tibete) o Gasherbrum (Paquistão), o Lhotse (Nepal), o El Capitan (USA), a Trango Tower (Paquistão), o Mont Cook (Nova Zelândia), o Totem Pole (Tasmânia), o Gunnbjørns Fjeld (Groenlândia), mas nenhuma dessas montanhas foi tão importante para ele quanto o Everest ou o K2. “Hoje posso me considerar um alpinista profissional, pois estou conseguindo realizar belos e importantes projetos em várias montanhas ao redor do mundo” finaliza. PerfilObstinação, paixão e disciplina são as palavras que melhor definem Waldemar Niclevicz, o primeiro brasileiro a escalar o Everest por duas vezes, o K2 e os Sete Cumes do Mundo – a maior montanha de cada um dos continentes. Em seus livros “Tudo pelo Everest”, “Everest, O Diário de Uma Vitória” e “Everest, Sagarmatha, Chomolungma”, bem como em seus vídeos “Everest, A Conquista Brasileira” e “Um Sonho Shamado K2”, é possível descobrir um ser preocupado com o mais profundo sentimento da existência humana. Niclevicz busca, além do inigualável sabor da vitória, um contato íntimo com a natureza, com as culturas e povos que habitam o planeta. O alpinista, fotógrafo e escritor já ministrou mais de 400 palestras motivacionais para grandes empresas como O Boticário, Volkswagen, Petrobrás, Nestlé, Tam, Globocabo, Banco do Brasil, Compaq, Companhia Vale do Rio Doce, Gerdau, Tim, Parmalat, Unibanco e Brasil Telecom. Niclevicz enfoca em suas palestras temas como superação de desafios, planejamento estratégico, gerenciamento de riscos e espírito de equipe. 

Graças ao seu entusiasmo e elevado nível técnico, continua elevando a bandeira brasileira aos pontos mais altos do mundo, dando exemplo de disciplina, dedicação e perseverança – que o destaca como um dos mais completos alpinistas da atualidade.