A indústria brasileira de cosméticos naturais, veganos, orgânicos e cruelty free, e o oportunismo do greenwashing .

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O mercado de produtos cosméticos e higiene pessoal vem crescendo, de maneira consistente nos últimos quinze anos, segundo recente relatório da Consultoria McKinsey & Company (How COVID-19 is changing the world of beauty, May, 5th,  2020) sobre os efeitos da pandemia da COVID-19.

Mesmo nos meses de severa retração no consumo de produtos não essenciais, o setor vem apresentando rápida recuperação. O relatório cita exemplo do mercado chinês que havia sofrido com uma queda de oitenta por cento nas vendas de cosméticos em fevereiro de 2020, seguindo-se uma recuperação quase imediata de vinte por cento no mês seguinte.

Muito embora as vendas de produtos para maquiagem tenham caído vertiginosamente no começo da pandemia com o temor de uma recessão global, o mercado de produtos de cuidados pessoais e tratamentos vem apresentando números em alta significativa, e apontando, no entanto, para uma mudança de categoria nas escolhas do consumidor.

Esta mudança verificada no início da pandemia persistiu, e reside nos cuidados com a pele, cabelos, fragrâncias, produtos de uso doméstico como tinturas, ceras para depilação, etc., com ênfase adicional para opções naturais, veganas, orgânicas e livres de crueldade com animais (cruelty free).

As preocupações com o planeta, mudanças climáticas, a necessidade de adoção de um consumo consciente se fortaleceram na percepção do consumidor, pois a pandemia tem sido interpretada por muitas pessoas como uma resposta do planeta aos excessos, abusos e desequilíbrios, consequência direta do comportamento da humanidade.

Como também menciona o citado relatório da Mc Kinsey & Company, mesmo antes da pandemia, a definição de “beleza” estava se tornando mais global, expansiva e bastante vinculada à sensação de bem-estar dos indivíduos. A crise do COVID-19 provavelmente não mudará estas tendências, ao contrário, irá acentuá-las. É o despertar da busca pela beleza natural, holística, pela conexão entre planeta, corpo, mente e espírito.

Tradicionais conglomerados do setor já se deram conta e adequam sua oferta de produtos para atender este público mais conscientizado e exigente, ao tempo que muitas “indie brands”-  pequenas marcas independentes surgem para disputar este mercado, cujo crescimento foi de 175% nos últimos cinco anos. Atualmente os produtos eco conscientes correspondem a dois por cento do mercado global de personal care.

A transparência sobre a proveniência dos ingredientes ou matérias-primas dos produtos, como são feitos e por quem são feitos; se irão prejudicar sua saúde a longo prazo, tornaram-se uma preocupação.

O consumidor busca obter dados relativos ao uso de materiais reciclados nas embalagens, sobre como a empresa trata o seu entorno e se relaciona com a comunidade na qual está inserida. Um amplo interesse na saúde holística despertou o olhar para aspectos antes negligenciados.

Muito embora já existam empresas certificadoras importantes de renome e boa reputação como PETA (People for Ethical Treatment of Animals); Vegan Society (1944) Vegan Action, Ecocert, Cosmos, CosmeBio, e outras, no Brasil, malgrado o intrincado cipoal normativo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ainda não existe uma padronização da legislação no que concerne à definição clara dos requisitos sobre a classificação de cosméticos e produtos de cuidados pessoais entre naturais, veganos e orgânicos.

O conceito de produto cosmético e suas regulamentações estão na Resolução de Diretoria Colegiada, RDC nº 07 da ANVISA, que traça as diretrizes das classificações de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes, os requisitos para concessão de licenças e autorizações de fabricação.

O PLS (Projeto de Lei do Senado) nº 532/2015 altera a Lei da Vigilância Sanitária (Lei nº 6.360/1976) para dispor sobre cosméticos orgânicos, e prevê a certificação de insumos usados nessa cosmetologia, de acordo com o que determina a Lei da Agricultura Orgânica (10.831/2003).

Sobre os testes em animais, não existe lei federal que proíba sua realização. Porém, a Resolução Normativa nº 18, publicada em 2014 pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) entrou em vigor em 25 de setembro de 2019 e impõe a substituição de vários tipos de testes em animais nas atividades de pesquisa. O uso de métodos alternativos passou a ser obrigatório desde então.

A confusão normativa e o vácuo legislativo criam indefinição e insegurança, pois, segundo recentes levantamentos indicam, setenta e três por cento dos produtos cosméticos e de cuidados pessoais que se declaram “verdes” ou naturais, cruelty free ou orgânicos não oferecem nenhum elemento seguro de rastreabilidade ou checagem da informação, terreno fértil para a prática oportunista e ilegal do greenwashing a odiosa propaganda enganosa verde.

Leia mais em:

https://www.diarioinduscom.com.br/a-industria-cosmetica-e-os-testes-em-animais/

https://www.diarioinduscom.com.br/abaixo-o-greenwashing/

Ana Fábia R. de O. F. Martins – Advogada, Especialista em Direito e Negócios Internacionais e Moda.

O que é lipstick Index ou Índice do Batom

Por ser um produto de beleza de valor relativamente acessível, diz-se que, mesmo em períodos de crise, as vendas de batons disparam. A percepção é a de que, quando outros itens de luxo mais extravagantes e caros se tornam inatingíveis, o batom ainda nos permite sonhar com dias melhores. Essa observação levou à criação de um curioso índice de aferição do movimento da economia – The Lipstick Index.

Durante a recessão do início dos anos 2000, o presidente da Estée Lauder, bilionária empresa de produtos de beleza, Leonard Lauder, cunhou o termo “índice de batom“, segundo a qual a aquisição de um batom era um mimo ao qual todas as pessoas poderiam ter acesso, por pior que fosse a recessão econômica.

Entretanto, durante a pandemia da COVID-19, quando as ordens de confinamento era quase unânimes globalmente e as máscaras entraram em ação, a confiabilidade deste indicador foi desacreditada, e não é difícil saber o porquê.

“Fui perguntado se o índice de batom acabou”, disse o presidente-executivo da Estée Lauder, Fabrizio Freda, em uma teleconferência no mês de agosto. “Por causa da Covid, batom não era a categoria certa para aferir os movimentos de consumo … O índice de batom foi substituído pelo índice dos cremes hidratantes, mas o conceito de índice ainda está lá.”

Pelo jeito, o novo índice será o do skin care.

No Brasil, quarto mercado mundial em consumo de produtos de beleza, a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) A ABIHPEC traz a tendência em números: aumento de 92,8% em volume de vendas das máscaras faciais, 14,7% dos cosméticos antirrugas/sinais/idade e 8,3% dos hidratantes faciais, comparando os meses de janeiro a maio de 2020 com o mesmo período em 2019.

Óleo de cânhamo para a pele: benefícios incontornáveis do óleo derivado da Cannabis Sativa

O óleo tem uma cor verde límpida e um sabor a nozes. Quer seja ingerido diretamente ou aplicado na pele, o óleo de cânhamo oferece vários benefícios graças às suas vitaminas nutritivas e propriedades hidratantes.

O óleo de cânhamo, extraído apenas da planta de mesmo nome, variedade industrial da cannabis sativa, que alguns estudiosos chamam de cannabis ruderalis, mas, cuja terminologia não é consenso, é considerado uma das maravilhas da cosmética natural, tamanha a variedade de suas aplicações, e zero de potencial euforizante.

O óleo funciona bem e é compatível com todos o os tipos de pele, hidratando sem obstruir os poros, equilibrando a pele oleosa com tendência à acne.

Também tem propriedades anti-inflamatórias, auxiliando na cura de irritações e vermelhidões das mais diversas origens, auxiliando na melhora de quadros de psoríase e eczemas, pois, o óleo de cânhamo contém vários ácidos graxos ômega-6 que combatem a inflamação.

O óleo de cânhamo não é bom apenas para acalmar ou hidratar a pele – também tem propriedades antienvelhecimento. Ele contém vitamina F e ácidos graxos conhecidos como ácidos oleico e linoleico. Esses ácidos desempenham um papel importante em retardar o processo de envelhecimento da pele e melhorar a saúde da pele. O corpo não produz nenhum desses ácidos naturalmente, portanto, eles devem ser consumidos de fontes externas.

Fonte: https://sechat.com.br/oleo-de-canhamo-para-a-pele-5-beneficios-que-voce-precisa-conhecer/?utm_source=onesignal&utm_medium=notification