Rafaela Kaesemodel, vice presidente do Instituto Buko Kaesemodel

O termo ESG, sigla da expressão em inglês Environmental, Social, and corporate Governance, que significa, meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa, nunca esteve tão em alta desde que foi criado, em 2004. O tema saiu definitivamente do discurso e passou à ordem do dia nas corporações e dos seus planejamentos estratégicos.

Segundo levantamento divulgado pelo IBGE em 2020, 59,4% das empresas que investem em responsabilidade social acreditam que seu maior objetivo é melhorar a reputação institucional. Em contrapartida, 54,3% justificam os investimentos como foco na adequação aos códigos de boas práticas.

Em se pensando na letra S, da sigla ESG, temos o aspecto social que nada mais é que o conjunto de boas práticas que atestam a sustentabilidade de uma empresa, ou seja, a empresa atuar de forma estratégica para ter o impacto social positivo em seus públicos.

“ESG não é apenas mais um modismo no universo corporativo”, reforça Clodoaldo Oliveira, diretor executivo da JValério Gestão e Desenvolvimento. Segundo ele, num cenário em que o aquecimento global e seus efeitos sobre a natureza já afetam os negócios e as economias de países inteiros, as organizações do setor produtivo estão sendo convocadas a repensar seu modelo de atividade de forma radical, priorizando a sustentabilidade, a responsabilidade social e os princípios éticos na gestão.

“É fato que o conceito de ESG vem ganhando popularidade e notoriedade no mundo corporativo nos últimos anos. Neste cenário, o S de Social (e de stakeholders) conquista um lugar de destaque”, explica Oliveira.  Segundo o diretor, hoje podemos encontrar o S da ESG em ações corporativas voltadas para igualdade de gênero, diversidade nas empresas, programas voluntários, cumprimento da ODS, saúde mental dos colaboradores, atenção às vulnerabilidades da comunidade do entorno da empresa, entre outras ações.

Em um papel social ampliado, o Instituto Buko Kaesemodel atua em todo o Brasil, com ações de conscientização e pesquisa a respeito da Síndrome do X Frágil. “A responsabilidade social do Instituto é sua missão maior, atendendo as famílias dos portadores da Síndrome do X Frágil, e divulgando o conhecimento sobre a condição. Nesta linha as empresas que apoiam o IBK cumprem seu papel social, compreendendo a gravidade dessa síndrome, e em sua atuação responsável amenizam as dificuldades das famílias e dos portadores, além de serem também agentes divulgadores”, salienta Rafaela Kaesemodel, Vice-Presidente do Instituto Buko Kaesemodel.

Para Rafaela a pauta ESG vem se consolidando como o caminho que as empresas escolhem para agregar valor aos negócios, e as questões sociais estão ligadas nesse propósito. “A falta de diagnóstico de uma condição genética em uma população como a brasileira, é preocupante. Pois se levarmos em conta que a Síndrome do X Frágil pode acometer em até seis gerações, e hoje, somente no IBK possuímos 823 cadastros, com 80% de diagnósticos confirmados. Se multiplicarmos por 6 (gerações), resulta em 3852 pessoas com a Síndrome e com diagnóstico não concluso”, pontua.

“O S, do ESG se torna fundamental para a nossa causa”, salienta Rafaela. “O impacto que a informação traz na qualidade de vida das pessoas é de suma importância. E a governança colaborativa se fazendo presente no dia-a-dia das empresas”, finaliza.