O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) quer mobilizar a sociedade paranaense através de audiências públicas, entre outros meios, para evitar que a modelagem do novo pedágio venha ser pela outorga ou sistema híbrido conforme proposto pelo governo federal, e sim pela menor tarifa como defendem os deputados estaduais e federais .

“Quando argumentam que taxa de outorga é garantia de obra é a maior falácia. Foi criado um factoide e precisamos desmentir isso. Não adianta apenas falar sobre redução do preço de tarifa. Precisamos de uma regra que garanta tarifa justa”, disse Romanelli na reunião da frente parlamentar do pedágio.

Os deputados da frente que aprovaram outras seis propostas: elaboração de um calendário de reuniões regionais presenciais (o que inclui as audiências), reunião em Brasília com o ministro de Infraestrutura (Tarcísio de Freitas), deputados federais e estaduais, manifestação pública dos deputados e da sociedade, campanha publicitária, votação na Assembleia de dois projetos de lei a respeito, e ações judiciais para que a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem) entreguem os documentos das propostas em estudo.

Não eram pobres

Dados combinados da Pnad-Continua e da Pnad-Covid revelam que 61% das famílias que receberam o auxílio emergencial não eram pobres em 2019 nem em 2020, mesmo sem o auxílio. Além disso, 7% das famílias que receberam o auxílio foram pobres em 2019, mas já tinham deixado a pobreza em 2020. Esses dois grupos receberam 64% dos valores gastos com o programa, o que significa que praticamente 2/3 dos valores do auxílio emergencial foram gastos com famílias que não eram pobres.

Limite elevado

Para ter direito ao benefício, a família precisa ter uma renda familiar per capita abaixo de R$ 522 ou uma renda familiar total inferior a R$ 3.135. Só que a linha que define a pobreza no Brasil hoje em dia gira em torno de R$ 290, ou seja, é bem menor do que o limite máximo do programa. E somente 35% das famílias brasileiras tem renda acima de R$ 3.135.

Olho em 2022

Bruno Covas está com 55% de intenção de votos segundo o Datafolha e Guilherme Boulos subiu para 45%. O primeiro garante que ficará na prefeitura se levar, podendo até se candidatar de novo em 2024. Guilherme Boulos diz que vai conseguir se eleger, mas  fala com muitos chegados acha que não vai dar. E já começa a pensar na candidatura ao governo de São Paulo em 2022, quando bateria de frente com Geraldo Alckmin ou João Doria, caso desistisse da corrida presidencial.

Barbaridades

O assassinato de João Alberto no Carrefour de Porto Alegre reforça as estatísticas de que os negros são os que mais morrem por causas externas, somando 75% dos assassinatos, de acordo com o Fórum de Segurança Pública.  Já o Carrefour é a rede de supermercados em que mais se comentem agressões contra negros, animais e funcionários, de acordo com o noticiário policial. De controle de idas do funcionário ao banheiro, passando pelo espancamento e envenenamento de um ca-chorro, até a agressão física de consumidor negro que abriu uma lata de cerveja dentro de uma loja, as barbaridades do Carrefour só aumentam.

Lá fora

A morte de João Alberto repercutiu em vários países, dos Estados Unidos à França, onde funciona a matriz do Carrefour.

Omissão

O governo federal fez um silêncio constrangedor sobre a morte de João Alberto. O governo se pronunciou apenas pela ministra Damares Alves e pelo vice Hamilton Mourão, que disse que “no Brasil não existe racismo”.

Entre mulheres

Entre as 57 cidades que realizarão uma eleição de segundo turno para definir seus prefeitos no dia 29, apenas Ponta Grossa (PR) tem duas mulheres na disputa. Levantamento da Paraná Pesquisa revela que Mabel Canto (PSC) com 43,6% e Professora Elisabeth (PSD) com 43,1% estão empatadas. A rejeição às duas candidatas também empata. Canto tem 34,9% e Elisabeth 35,9%.

Ameaçado

O serviço do cafezinho foi adiado para 2020. As exportações brasileiras do comodity estão com seus fluxos de embarque atrasados pela falta de disponibilidade de containers e menor frequência de navios atracados em portos brasileiros. A situação é consequência direta da queda das importações brasileiras e do aumento relativo de compras internacionais de cargas a granel, que não usam containers. Como os produtores de café já venderam mais de 65% da produção da colheita 2020/21, o problema está com os exportadores, que compraram café para exportação e estão com o produto estocado à espera de containers e navios.

Garganta

Paulo Guedes, desta vez, não inventou. A economia, no biênio 2019/2020 cairá somente 1% do PIB. Para isso, é necessário que o PIB não vá além das projeções de 4,5%. Mesmo assim, o resultado refresca. Se cravar os 4% do PIB projetados para 2021, retomamos a situação de 2019. Nada de decolagem ainda.

Biruta

Alguns economistas acham que Paulo Guedes está virando biruta de aeroporto e está se tornando tesoureiro da campanha de Bolsonaro. Para quem gosta de números: no 1º bimestre de 2020 a previsão de crescimento econômico era de 2,10%, já no 5º bimestre era de recessão de -4,50%. Mais: no 1º bimestre de 2020 a previsão do déficit fiscal primário era de R$ 161,6 bilhões, já no 5º bimestre era de déficit fiscal de R$ 844,6 bilhões.

Inspiração

O ainda prefeito Marcelo Crivella chamou, há dias, o governador João Doria de “viado, vagabundo”. Agora, no debate da Bandeirantes, disse que Eduardo Paes não gosta de mulher e o chamou de “madrinha da mentira”. O inspirador dessa mania de obsessão por sexo vem do guru de Virgínia, Olavo de Carvalho.

Papamóvel

A presença de Luiza Erundina, 85 anos, na chapa de Guilherme Boulos, 38 anos, ajudou a atenuar um dos pontos fracos dele. Se Boulos nunca ocupou cargos públicos, ela governou a cidade entre 1989 a 1992. A campanha improvisou para ela uma espécie de papamóvel para a ex-prefeita circular na pandemia. Protegida por uma cabine de acrílico, ela percorre a periferia em busca de votos que se descolaram do PT em 2016.

Na esquina

O bolsonarista Ciro Nogueira disse que, se Huck vier, pega ele no “coito das araras”. A metáfora nordestina se refere à esquina onde se espera o adversário para meter o sarrafo nele.

Paraísos fiscais

O Brasil perde US$ 14,9 bilhões por ano (R$ 79,5 bilhões) de impostos para paraísos fiscais, soma equivalente a 20% do orçamento da saúde e suficiente para pagar salários anuais de mais de 2 milhões de enfermeiros. A estimativa é da ONG Tax Justice Network que mostra pela primeira vez detalhes da dimensão da sonegação internacional. Globalmente, as perdas de governos são calculadas em US$ 427 bilhões por ano.

Atenção

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) vai ficar de olhos fixos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no próximo dia 30. Haverá eleição para escolha de novos membros do Órgão Especial, formado por 25 desembargadores. O colegiado tem 13 cadeiras destinadas aos desembargadores mais antigos e dois deles estão se aposentando: Nilza Bitar e Milton Fernandes de Souza.

Olho nos hospitais

A Apollo  Management, uma das maiores gestoras norte-americanas, com mais de US$ 350 bilhões em ativos está em busca de ativos na área da saúde no Brasil. O foco são hospitais.

Mais derrotados

Não foi apenas Bolsonaro, apontado como derrotado nas eleições municipais pela mídia. O cearense Camilo Santana (PT), que alardeia ser o governador melhor avaliado, não conseguiu nem levar ao segundo turno sua candidata a prefeita de Fortaleza. João Doria, governador mal avaliado, já se considera “vencedor” com a eleição de Bruno Covas. O governador Romeu Zema não elegeu um só prefeito nos mais de 800 municípios. Rui Costa, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado também sentiram o gosto da derrota.

Balanço

O DEM foi o partido que mais cresceu (43,5%) entre vereadores, com 4.169 eleitos. Já o PV foi o partido que mais encolheu. Perdeu 51% dos vereadores de 2016 e virou o 18º entre os partidos dos vereadores.

Apoio

Não será por falta de apoio que Guilherme Boulos não chegará a prefeitura de São Paulo. Logo no começo da campanha do segundo turno passaram pelo seu horário gratuito Lula, Ciro Gomes, Flávio Dino, Marina Silva, Caetano Veloso, Chico Buarque e Wagner Moura, sem contar Sônia Braga, fazendo o gênero despojada com cara lavada.

Frases

“A inflação está sob controle sob qualquer ótica e qualquer horizonte que se observe.”

 Bruno Serra, diretor de Política Monetária do Banco Central.