A era digital da Revista Bonijuris

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Criada em 1989, em Curitiba, a Revista Bonijuris, publicação jurídica especializada, está dando um passo importante rumo à ampliação do seu universo de leitores. Em fevereiro deste ano, a revista que é editada bimestralmente com 260 páginas, chega à era digital. A meta do editor-chefe, Luiz Fernando Queiroz, é atingir 50 mil downloads a cada edição. Para isso, Queiroz decidiu torná-la gratuita. Os interessados poderão baixar a revista acessando o site da editora Bonijuris (www.editorabonijuris.com.br). Os custos do empreendimento, de acordo com Queiroz, serão pagos pelos anunciantes e por edições personalizadas que já estão sendo negociadas. “O que nós queremos é garantir o maior público possível da melhor forma possível”, diz Queiroz, referindo-se à iniciativa. Para facilitar a navegação na versão digital da revista, estão sendo desenvolvidas ferramentas que permitirão acesso rápido do leitor ao sumário, às referências no texto, à doutrina jurídica, à jurisprudência e ao índice remissivo, bastando um clique.

Vale lembrar

O lançamento da Revista Bonijuris em formato digital não significa o fim da versão impressa. Esta continua, com tiragem prevista de 5 mil exemplares e um plano de assinaturas que oferece ao leitor, sem custo acrescido, todos os livros lançados pela Bonijuris ao longo da vigência do contrato.

As amargas…

A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) estima que o auxílio emergencial deixará um passivo judicial de 138 mil ações movidas por quem não recebeu o dinheiro.

…e as “doces”

Aposentado compulsoriamente em setembro, o ministro do Superior Tribunal Militar, William de Oliveira Barros, 75 anos, levou para casa uma bolada de R$ 699,2 mil (rendimento líquido).

Haja prêmio

Parte substancial desse valor (R$ 671,9 mil) é produto de licenças-prêmio acumuladas. Outros penduricalhos são referentes à indenização de férias (R$ 4,9 mil); gratificação natalina proporcional (R$ 18,6 mil); e ainda o robusto subsídio mensal (R$ 37,3 mil).

Então tá

Contra as suspeitas (maldosas, segundo ele) de que vem votando sempre de acordo com as orientações da presidência da República, o ministro Kassio Nunes rebate: é um garantista e ponto final.

Melina é finalista

Colaboradora frequente da Revista Bonijuris, a advogada Melina Fachin, filha do ministro do STF, Edson Fachin, é a única brasileira entre os dez finalistas para o cargo de secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Com a palavra

Com a publicação da lista de finalistas, inicia-se agora um processo de consulta pública que vai até o dia 22 deste mês. Serão ouvidos os Estados membros da OEA e da sociedade civil. A posse do escolhido ocorre em março.

 

DIREITO EM PAUTA – 6 de janeiro de 2021

Marcus Gomes – marcusvrgomes@gmail.com

@marcusgomesjorn